Navegam ao meu lado...

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
Antoine de Saint Exupéry

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Cristo é a operação combinada — o encontro do finito com o infinito, tempo e eternidade se encontrando e se fundindo. Osho

TENHA UM TEMPO FELIZ!

"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...
...POR TODOS OS QUE AMOROSAMENTE SEGUEM ESTE BLOG!
"O ser integral conhece sem ir,
vê sem olhar e realiza sem fazer."

Lao Tzu

♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido

POIS É...

POIS É...

"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Quando o inferno é um sentimento, ativado pelo pensamento

pintura de SALVADOR DALI
Quando a mente está quieta, tudo é Ser.
Quando a mente se move, o mundo emerge.
Portanto, esteja quieto, desfaça-se de tudo e seja Livre.

pintura..autor desconhecido

Nos meus diálogos sobre o dharma, surgem muitas perguntas sobre os
sentimentos: "É possível permanecer aberto aos sentimentos do momento
vivendo numa metrópole? Não é necessário criar uma barreira de proteção
contra as ameaças externas?".
Ao que geralmente respondo: "Quem e o que precisa de proteção? E qual é
o custo de se proteger?".
Manter uma barreira externa é muito caro, em relação aos benefícios que
poderia eventualmente trazer. A barreira pode servir de escudo contra uma
realidade difícil, mas é também uma pesada armadura, que dificulta os
movimentos. É melhor adotar a atitude de uma criança frente às experiências
diretas da vida. Não se trata de infantilidade, ou seja, de agir de maneira
imatura ou inexperiente, mas de viver como uma criança totalmente envolvida
e risonha num instante, vulnerável e triste no outro, sem precisar se
proteger dessas experiências.
Segundo estudos científicos, tendemos a acreditar que os eventos
negativos produzem emoções mais fortes do que realmente são. Por isso, é
importante fazer uma clara distinção entre as emoções diretas e as que são
produto da atividade mental. Coisa que nem sempre é fácil.
Há sete anos, fiquei abalado quando terminei um relacionamento breve,
porém intenso, com uma moça que chamarei de Tracy. Havíamos feito muitas
promessas que eu levara a sério. Assim, me senti traído, raivoso e triste.
Seis meses mais tarde, ainda estava inconsolável. Não conseguia parar de
pensar nela. Se ela superasse seus medos e mudasse de idéia! Eu deveria ter
feito isto ou aquilo! Eu passava o tempo todo elaborando estratégias na
minha cabeça para reconquistá-la. Criava fantasias sobre o que o nosso
relacionamento poderia ter sido, caso não fosse rompido.
Quando fui ao meu primeiro diálogo sobre o dharma, vivia uma insana
agonia, torturado por minhas emoções. Escutei atentamente a minha mestra,
Catherine Ingram, falar sobre a liberdade de estar plenamente em cada
momento. Levantei a mão.
E as emoções? - perguntei, imaginando que ela fosse apresentar um
sistema para negar as emoções.
As emoções são importantes e devemos acolhê-las sempre que surgirem -
respondeu. - Mas é preciso ter certeza de que são parte de uma experiência
direta e não de uma história recorrente.
Minha ficha caiu. Eu achava que tinha um problema com Tracy: o que ela
dissera e fizera, o quanto me entristecera com suas palavras e ações. Mas a
verdade é que eu tinha um problema comigo: estava criando o meu próprio
inferno. O luto causado pelo fim do relacionamento acabara fazia muito
tempo. O que ainda permanecia era uma história sobre Tracy: a mulher bonita,
inteligente e divertida que tinha ido embora.

PINTURA DE caiakoopman
Muitas vezes, os nossos humores é que são determinados pelos
pensamentos, não o contrário, e a mente pode utilizar qualquer coisa - um
incidente no trabalho, os latidos do cachorro do vizinho ou a falta de
dinheiro - para estragar o momento.
Decidi fazer uma experiência: contar quantas vezes pensava em Tracy.
Comprei um aparelho daqueles utilizados pela tripulação dos aviões para a
contagem dos passageiros e fui clicando. Uma hora mais tarde, tinha
contabilizado 127: um a cada 30 segundos! O ritmo não diminuiu durante o
resto do dia e a soma final chegou aos milhares.
Durante mais alguns dias, observei esses pensamentos, enquanto
apareciam sem serem chamados para o palco da minha consciência. Não
acreditei neles, não me identifiquei com eles e não participei do drama que
estavam encenando. Apenas assistia e clicava. Pelo simples fato de
permanecer nessa posição de observador, ganhei uma medida de objetividade
sobre a situação. Convido você a experimentar este método. É muito eficaz
para levar-nos à posição de testemunha.
Os pensamentos eram fortes, persistentes e desagradáveis e me puxavam
para baixo, induzindo uma espécie de sono. Clique após clique, porém, fui
despertando para o momento presente. Funcionou porque, como Catherine Ingram
dissera, "se tiver que escolher a liberdade dez mil vezes por dia, irá
sentir o gosto da liberdade dez mil vezes".
Convencido da realidade da ligação entre minha mente e minhas emoções,
fui um passo além. Meu inferno estava na mente e criava sentimentos de
depressão, vazio e perda. Isso roubava minha liberdade, minha alegria, meu
sentido de diversão. Em resumo, eu (meu pequeno ego) roubava minha própria
vida, milhares de vezes por dia.
No dia seguinte, em vez de simplesmente observar os pensamentos ou
imagens, eu decidi tratá-los com indulgência. Eu queria seguir cada um
deles, e minha energia parecia esgotar-se, enquanto eu mergulhava no sonho
do que foi e do que poderia ter sido. Então eu olhei minhas emoções,
represadas na depressão em que vivi nos últimos seis meses. A dinâmica era
clara: meu pensamento (a história de Tracy) era a origem de minhas emoções,
não o contrário.
Depois que confirmei a conexão entre minha mente e minhas emoções eu
continuei observando os pensamentos que surgiam, mas a cada vez fazia a
opção de reportar minha atenção ao presente. Dirigindo suavemente minha
atenção para as tarefas que fazia a cada momento - dirigir o carro, preparar
o jantar, lavar a roupa, eu conseguia entrever a liberdade, nem que fosse
por um segundo, durante o qual me livrava do meu pesadelo.
O aqui e agora é como um barco salva-vidas para alguém que está se
afogando.
Aos poucos, lidei com essa nova consciência, passando cada vez mais
tempo no presente. Não levou muito para que me livrasse da infelicidade da
minha história sobre Tracy. Foi a minha primeira e mais profunda percepção
do vigor e da intensidade do agora.
Ficou claro para mim que a "história da Tracy" era semelhante à morte -
literalmente me alijava da vida preciosa. As emoções não eram reais; eram os
ossos calcinados do pensamento que eu roia dia após dia. Só o momento
presente era a vida. Escrevi as seguintes equações:
HISTÓRIA = MORTE
AGORA = VIDA
Todas as nossas histórias, sejam quais forem (sobre relacionamentos,
trabalho, dinheiro ou morte), ofuscam a nossa liberdade. Isto acontece em
qualquer ponto do nosso caminho espiritual. Não importa se você é um mestre
ou está ouvindo estes conceitos pela primeira vez: a mente pode utilizar
qualquer coisa, até mesmo sua espiritualidade, para roubar a sua vida,
momento por momento.

pintura...autor desconhecido

Os pensamentos são como cavalos selvagens num rodeio. Vão desde aquele
maluco não deveria estar no banco até Sou uma pessoa horrível, sem nenhuma
espiritualidade, pois aborreci o maluco do banco. Se você se identificar com
esses pensamentos, não terá mais sossego.
A forma mais desencanada de conhecer um bando de cavalos selvagens é
sentar na cerca e desfrutar do espetáculo. Com a mente não é diferente: o
melhor sistema é simplesmente observar os pensamentos correndo livres,
durante a meditação ou caminhando na rua. Não precisa acreditar neles ou
tentar pará-los ou decidir que são a sua verdadeira natureza. Não são, da
mesma forma que os cavalos selvagens também não são a sua verdadeira
natureza. Observe a selvageria e a loucura, mas evite montá-los e
cavalgá-los.
Isto vale tanto para os pensamentos alegres como para os tristes. Tanto um
devaneio agradável como uni ataque de pânico causado por pensamentos
neuróticos, ambos nos afastam do nosso único momento vivo, que é este
instante em que você está lendo o meu livro.
Mais uma vez, use a mente corno uma ferramenta para tarefas
específicas. Quando acabar a tarefa, guarde-a novamente e desfrute o agora.

Autor: Arthur Jeon
Fonte: Livro Calma no Caos - Os ensinamentos Budistas para Viver Melhor.



9 comentários:

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

bem verdade Astrid :-)
beijo

maria de fátima disse...

Olá Astrid adorei ler este excerto.Concordo que os pensamentos maus podem ser piores que ervas daninhas destruindo a nossa vida.Pode ser difícil e complicado mas temos de ter só pensamentos bons e sadios na nossa cabeça.Beijinhos e tudo de bom para você minha querida madrinha.

Astrid Annabelle disse...

Olá Ana Cristina!
Bom seria se pudessemos agir conforme reza o texto...mas nem sempre o fazemos!
Agradeço seu comentário!
Um beijão.
Astrid

Astrid Annabelle disse...

Maria de Fátima...salvé!!!
Mais importante do que pensamentos positivos é não pensar. Deixar ser!
Um grande beijo.
Astrid

Hanah disse...

Bom dia Astrid,

passei por aqui silenciosamente...
gosto de vir buscar a luz quando ela anda meia dispersa...
obrigado pelo seu carinho e sua luz sempre...

bjos

Hanah

Hanah disse...

Voltei para te dizer que há um Prêmio Dardos para você lá no Alfazenite ...

bjos

bom findi

Astrid Annabelle disse...

Hanah...bom dia!
É muito bom acordar ganhando alguma coisa...pela segunda vez sou contemplada pelo Prêmio Dardos! Estou indo lá buscar agora...
Muito obrigado de coração!
Um beijo grande.
Astrid

neo disse...

Astrid Annabelle.
Deixar-se ir e seja o que Deus quizer. Sem iras nem rancores. Toda a resistência ao leve fluir do pensamento, pode tolher a vontade, os movimentos...
É como escrever uma história real a deixar-se ficcionar. Ou uma ficção a ir sendo realidade
Beijo de amizade

Astrid Annabelle disse...

Neo, bom dia!
É uma experiência e tanto observar os pensamentos. Eu já me convenci que não paramos de pensar...e se conseguimos parar é fruto de enorme esfôrço...então observar é uma boa sugestão...
O difícil é não se envolver...
Agradeço seu comentário precioso.
Um beijo.
Astrid

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