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Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
Antoine de Saint Exupéry

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Cristo é a operação combinada — o encontro do finito com o infinito, tempo e eternidade se encontrando e se fundindo. Osho

TENHA UM TEMPO FELIZ!

"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...

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...POR TODOS OS QUE AMOROSAMENTE SEGUEM ESTE BLOG!
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Lao Tzu

♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido

POIS É...

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"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O corpo, seus símbolos e o perdão

Recebi milhares de mensagens, textos e fotos por email nesses últimos três meses.
A mensagem que mais gostei segue abaixo.
Meu agradecimento a Graça Lenzi, amiga que sempre me presenteia com belos temas.
Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças.
Uma página branca.
É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido.
Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história.
O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção.
O corpo não mente. As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos
"
Convido-os a escutar, não minhas palavras, um discurso ou uma teoria. Convido-os a escutar nosso corpo.
Alguns já disseram que o corpo não mente. Mais que isso, ele conta muitas estórias e em cada uma delas há um sentido a descobrir. Como o significado dos acontecimentos, das doenças ou do prazer que anima algumas de suas partes. O corpo é nossa memória mais arcaica. Nele, nada é esquecido. Cada acontecimento vivido, particularmente na primeira infância e também na vida adulta, deixa no corpo sua marca profunda.

Como exemplo, lembramos o perdão. Podemos perdoar alguém com a mente. Como disse Platão, aquele que tudo compreende, tudo perdoa. Podemos perdoar com o coração, sinceramente, e nos reconciliarmos depois de termos cumprido os atos de justiça concernentes. Mas o corpo é, freqüentemente, o último que perdoa. Sua memória é sempre muito viva. E nossa reação, diante de tal ou qual pessoa que nós perdoamos com nossa mente ou com nosso coração, trai a não-confiança estabelecida em nosso corpo
."

Sobre o perdão
"O perdão, quando bem compreendido, é um instrumento de cura. Freqüentemente ficamos doentes porque não perdoamos e o rancor e a cólera nos corroem o fígado e os rins. A questão é como manter juntos o perdão e a justiça, (...) o olho da verdade e o olho da misericórdia.

Creio que não devemos perdoar muito rápido. É necessário, antes de perdoarmos, que expressemos o sofrimento pelo que nos foi feito e a isso chamo justiça. O sinal-da-cruz, tal como era feito nos doze primeiros séculos de nossa era, expressava bem esse sentimento. Começava-se por uma linha vertical, da testa ao peito, em seguida levava-se a mão ao ombro direito e depois ao esquerdo (atualmente faz-se o contrário), simbolizando a passagem da justiça para a misericórdia. Começando sempre pela justiça, exigindo que fosse reconhecido o mal que foi feito, o inaceitável de certas situações e de certas violências. Portanto, o pedido de justiça é essencial. Mas é essencial, também, ir além da justiça, em direção à misericórdia, em direção ao perdão, em direção ao lado que é o lado do coração.
O que é o perdão? O perdão é não aprisionar o outro nas conseqüências negativas de seus atos. É não nos aprisionarmos ou aprisionarmos o outro no carma. O perdão é a própria condição para que nossa vida continue a ser vivível. Se não perdoarmos uns aos outros, a vida vai se tornar impossível de ser vivida.
(...) Como fazer para que este perdão se torne algo verdadeiro? Platão dizia: “Aquele que tudo compreende, tudo perdoa”. Aquele que se conhece a si mesmo, com suas ambigüidades, pode compreender o outro em suas sombras. Portanto, inicialmente, o perdão pode ser uma questão de inteligência, de compreensão. Perdoar você significa que eu o compreendo, mas não quer dizer que (...) o que você fez é bom. Compreendo que você é um ser humano, que é capaz de me enganar como eu próprio faria se, provavelmente, estivesse nas mesmas condições.

A atitude de Cristo aos que queriam lapidar a mulher adúltera é: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Lembrem-se como aos poucos todos se retiram, do mais velho ao mais jovem. Nesse caso Jesus se serve da Sagrada Escritura, não para mostrar aos outros como eles são pecadores, mas para fazê-la de espelho onde eles podem ver suas fraquezas, suas falhas e compreender as dos outros, não os aprisionando nas conseqüências negativas de seus atos.
Além de perdoar com a cabeça é preciso perdoar com o coração e, vocês sabem, o corpo é o último que perdoa. Se alguém lhes fez mal, se lhes causou sofrimento, vocês podem tê-lo perdoado com a “cabeça”, tê-lo compreendido com o coração, pensar que o passado passou. Entretanto, quando essa pessoa se aproxima, seu corpo se crispa e se enrijece mostrando bem que ele ainda não perdoou, que muitas memórias estão ainda bem guardadas.
Creio que é verdadeiramente uma graça quando nos encontramos perto de alguém que nos tenha feito mal e sentimos nosso corpo calmo, nosso coração límpido. Podemos dizer que, verdadeiramente, estamos curados. Por isso, creio que o perdão é uma prática de cura.
No Pai-nosso se diz: Perdoai-nos do mesmo modo como perdoamos. Como se o dom da vida só pudesse circular em nós dependendo de nossa capacidade de perdão. Se não perdoamos ficamos prisioneiros, bloqueados em uma situação, em um rancor, e a vida não pode circular.
Perdoar não é fácil...

Quando eu era jovem padre e morava no interior da França, todos os domingos levava uma senhora paralítica à missa. Ela era portadora de esclerose em placas. Um dia contou-me do ódio que nutria pela mãe porque a tinha impedido de casar-se com o homem que amava, e, apesar disso, passara a vida inteira cuidando da mãe, ocupando-se dela. Apesar de exteriormente comportar-se como uma mulher respeitável e admirável, dizia-me que em seu interior só havia raiva. A dureza de seu coração impregnara seu corpo, transformando-o em corpo rígido e paralisado. Assim, as doenças psicossomáticas têm, às vezes, uma origem espiritual.
Disse a esta senhora: “Já que você é cristã pode perdoar sua mãe”. Tornou-se encolerizada e, com uma raiva muito densa e muito íntima, respondeu-me: “Não, não, jamais a perdoarei. Minha mãe impediu-me de viver, o que sinto por ela é um veneno que levarei ao túmulo”. Neste momento compreendi o meu erro e lhe disse: “Você tem razão. O que você viveu é imperdoável. Você não pode perdoar quem a impediu de viver. Mas pense, creia, o Cristo que existe em você pode perdoá-la”. Atualmente eu lhe diria: “O ego não pode perdoar: Não se deve tentar perdoar com o ego. Entretanto, talvez o self possa perdoar. Talvez haja dentro de nós uma dimensão maior que nós mesmos, que pode compreender e perdoar”. Passaram-se cinco longos minutos. Em dado momento vi uma lágrima correr pela face daquela senhora. Ela chorou, chorou muito. Levantou-se da cadeira de rodas e saiu andando de seu quarto. Há mais de quarenta anos não chorava, há mais de dez anos não andava. Esse é o milagre do perdão.
Muitas vezes, está acima de nossas forças perdoarmos a partir de nosso pequeno ego. Se disséssemos “eu te perdoo”, seríamos hipócritas, pois nosso corpo e nosso coração não conseguem perdoar. Porém, podemos abrir-nos a uma dimensão mais vasta que nós mesmos e então o perdão pode chegar.
O perdão não é humano, é um ato divino. Quando Jesus perdoa, seja a mulher adúltera, seja Míriam de Magdala, seja um “colaborador” como Zaqueu, os fariseus que o cercam se perguntam: “Quem é este homem que perdoa? Pois só Deus pode perdoar”.
Assim, é preciso lembrar que, cada vez que perdoamos depois de termos pedido justiça, acordamos para uma dimensão divina de nós mesmos. O perdão é um exercício de divinização onde o humano se torna divino. Continuando humano, temos que reclamar justiça e, quando for possível, dizer o que foi mau ou destrutivo para nós e pedir uma reparação. Também somos capazes de misericórdia e de perdão. Portanto, é preciso que mantenhamos juntas a justiça e a misericórdia. São dois olhos, às vezes, estrábicos. Podemos esquecer a justiça e nosso perdão ser superficial, podemos esquecer o perdão e partimos para uma justiça inquisitorial."

http://www.jeanyvesleloup.com/br/liste_texte.php

DO LIVRO:
O Corpo e Seus Símbolos
Jean Yves Leloup
editora Vozes
Imagens: primeira: Pablo Picasso
segunda:Google
MA JIVAN PRABHUTA

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13 comentários:

Reyel disse...

Astrid,

Tbm acredito q nosso corpo reflete tudo que vivemos exterior e interiormente.
No caso das doenças, a minha é de nascença, é aqui então q confirmo minha fé em vidas passadas. Pois como meu corpo poderia refletir uma doença sem que eu a tivesse merecido ou desejado p minha purificação?
Isso me consola, sabe? Me faz ver q tudo tem sua razão de ser, e nem a vida, nem Deus são injustos.

Abençoada sejas!

Ah! Obrigada por acompanhar meus blogs!

Astrid Annabelle disse...

Olá Reyel!
Que bom que também está por aqui agora!
Estive,na semana passada várias vezes no seu blog...não consegui abrir o Google friends para me tornar seguidora. Somente hoje funcionou.
Estou para conseguir a instalação da banda larga. Com essa ferramenta estarei muito mais presente nos blogs amigos.
Por ter aprendido que a lhei do perdão é fortíssima e por não conhecer todos os aspectos que precisam ser perdoados em mim uso muito o seguinte:
Sinto muito,
estou perdoada,
eu me amo,
sou grata.
Você nem imagina como estou cada vez melhor!
Na coluna à direita, lá em baixo, tem um link para esta técnica chamada de Ho'oponopono.
Foi bom estar com você!
Volte mais vezes e eu também irei visità-la com mais freqüência.
Beijo grande e agradecido.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Errata!
"Por ter aprendido que a LEI do..."
escrevi errado...perdão.

Maria Paula Ribeiro disse...

Astrid,

Lindíssimo. Muito sentido também.
Um beijo e grata pela belíssima partilha

Astrid Annabelle disse...

Maria Paula!
Eu também gostei demais.
"O perdão não é humano, é um ato divino"
Isso é ótimo!
Um beijo agradecido por sua visita.
Astrid Annabelle

Adelaide Figueiredo disse...

Querida Astrid,

Adorei este texto.
Muito obrigada pela partilha.

Tem um selinho no meu blogue para si.

Beijo

Astrid Annabelle disse...

Olá Adelaide!
Esse texto é realmente excelente!
Agradeço de coração pelo selinho. Irá para o slideshow.
Um beijo gostoso.
Astrid Annabelle

silviafreedom disse...

Astrid,

Eis-me aqui!
E que belo texto, profundo e verdadeiro.
Tenho sentido que há um movimento em torno de "perdoar...perdoar-se", alguns textos recentes que li trazem esse tema tão profundamente essencial para a libertação de nosso ser, para nosso despertar. É sim....como disse: "...é preciso que mantenhamos juntas a justiça e a misericórdia..." ahhhh sim é preciso.Obrigada querida.Partilhar é também um gesto de amor.

Astrid Annabelle disse...

Olá Silvia!
Seja muito bem vinda ao Navegante!
Estamos vivendo um momento de maior consciência sobre o amor o que implica naturalmente aprender a nos perdoar. Temos que nos perdoar pois criamos motivos para tal.
Esse, na minha opinião, é o único perdão necessário.
Volte sempre. Também irei visitá-la!
Beijo grande e agradecido.
Astrid Annabelle

adriana disse...

Querida,

Eu acredito que o (auto)-perdão abre definitivamente a porta para o Amor. Esta, que permanece eternamente entreaberta, aguardando nosso gesto de empurrá-la amorosamente... pois cabe a cada parte de Nós tal movimento.
Sinto em escala global que estamos alcançando a Meta.
Graças!
Obrigada pela partilha, em um momento tão rico e intenso.

beijo no Coração!

Astrid Annabelle disse...

Olá Adriana!
Sem dúvida que tem razão!

Um beijo gostoso.
Astrid Annabelle

P.S.Fiz um link do livro "Manual para um Monólogo Amoroso" no blog A dinamica do Invisivel.

adriana disse...

Obrigada!

Astrid Annabelle disse...

Olá Adriana!
É merecido.
Beijo.
Astrid Annabelle

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