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Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
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Cristo é a operação combinada — o encontro do finito com o infinito, tempo e eternidade se encontrando e se fundindo. Osho

TENHA UM TEMPO FELIZ!

"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...

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...POR TODOS OS QUE AMOROSAMENTE SEGUEM ESTE BLOG!
"O ser integral conhece sem ir,
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♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido

POIS É...

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"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

POLITICAMENTE CORRETO

Hoje o dia amanheceu cinza e chuvoso aqui no Paraíso.
De uma certa forma isso nos leva à vontade de não fazer nada.
E nesse embalo de "chuvafininhaquenãoparanunca", sem aviso prévio,
me chega por email este texto que segue abaixo.
Dei muita risada e decidi compartilhar com vocês
mesmo tratando-se de uma mensagem forte.
Com tantas coisas mais importantes para resolver neste Brasil.........aiaiai!

POLITICAMENTE CORRETO É O CACETE!!
O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro? É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do Pé Junto.
AUTOR: Luiz Antonio Simas

amanhã tem mais!!! rss


ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA
* Todos os direitos reservados. Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autoria.CAMPANHA DE DIREITOS AUTORAIS - APOIE E DIVULGUE ESSA IDÉIA
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24 comentários:

Susana Vitorino disse...

Ai! Astrid, Deus te abençoe! Estou rindo até agora! Depois de quase ter sido queimada na fogueira do FB ontem como Bruxa, só uma coisas destas para o Universo me dizer: Minha filha, continua, que você está no bom caminho!

MUITO, mas MUITO Obrigada!

Ontem também estava assim: políticamente incorrecta, corrossiva... e quase fui queimada! Vixe Maria!

Obrigada por este post delicioso!

Um beijo no coração*

Susana

Taia Assunção disse...

O texto é bom. Mas será que o que é engraçado para uns é engraçado para a pessoa alvo? Eu sou muito debochada comigo e com os meus, mas quando se trata dos outros procuro ser politicamente correta. É claro que tem coisas que não tem cabimento coibir, mas e os abusos? Difícil não?! Eu sou nortista, gorda e desbocada. Falo palavrão e dou gargalhada (sei me comportar, não se preocupe...rsrsrs...pode continuar sendo minha amiga), mas o fato é que sei rir das minhas próprias mazelas. Talvez falte um pouco de humor mesmo, mas vai falar isso para quem se sente ofendido. Beijocas!

Élys disse...

Astrid
Atualmente querem dizer que toda a educação que era dada as crianças, estava errada, porém nós que educamos e fomos educados naquele tempo, em sua grande maioria, somos pessoas de bem. Que vida maravilhosa tinhamos e nossos filhos: brincar de roda, pular amarelinha, levar vez por outra umas palmadinhas que só educavam. Sobre o que acontece,hoje, com a educação moderna, eu não quero nem falar, pois todos sabem, têm conhecimento.
Um beijo

Macá disse...

Astrid
Que texto maravilhoso. Estou enviando o link para amigos e filhos, pois quero que compartilhem conosco.
Muito bom mesmo.
beijos

Beth/Lilás disse...

Excelente texto, amiga!
Ri também um bocado e no fundo é cheio de verdades, afinal hoje em dia tudo é 'politicamente incorreto'. Uma babaquice como disse o autor!
Sabes, por aqui, a cidade maravilhosa e das quase 1000 favelas, noutro dia, um cara me corrigiu quando me referi a elas por favelas, dizendo-me que o correto eram 'comunidades'. Tá, bom!
E com esta onda de perseguição aos nortistas ou nordestinos, colocar num texto a palavra 'nortear' para designar direção, podem te chamar de xenófabo.
Ah, tanta coisa para se policiar e a gente vendo pela televisão coisas mais absurdas e terríveis que estão destruindo os valores dos nossos jovens!
adorei o texto!
bjs cariocas

António Rosa disse...

Astrid,

Gosto destes textos militantes, apesar de não conhecer várias personagens que o autor comenta.

Beijos

Até amanhã

António

Glorinha L de Lion disse...

Ai Astrid, morri de rir! O politicamente correto virou uma obrigação, uma chatice!
Eu que sempre fui "branca azeda" e nunca liguei pra isso, pois era mesmo, agora tenho que me policiar sempre que for falar algo sobre alguém. Ridículo. Outro dia, estava conversando com uma professora sobre o livro do Monteiro Lobato que querem tirar das escolas porque algum ignorante achou que é "racista". Ela me contou que a música de roda Atirei o pau no gato realmente não pode mais ser cantada assim...ou estamos todos loucos ou então o mundo está realmente regredindo intelectualmente. Adorei esse post! Beijos,

Astrid Annabelle disse...

Susana querida!
Foi para desopilar o fígado mesmo que postei o texto. Eu estou rindo até agora.
Logo mais vou conferir no FB o que fizeram com você ontem.
Querer impor regras para cima do povão brasileiro é igual a fazer um furo na água...nunca vai funcionar!
Beijo gostoso
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

É isso que precisa ser revisto Taia! O ficar magoado...
A liberdade de expressão do povo é debochada e às vezes até cruel. Ficar ofendido é a pior viagem... e querer mudar o folclore, as tradições para o politicamente correto chega a ser uma aberração no meu entender.
Um dia viajei para o Rio depois de casada. Estava sem pegar um bronze fazia tempo. Ao parar o carro em um posto de gasolina o frentista(carioca!!!) viu a placa do carro de São Paulo e foi logo perguntando:
Vai gasolina ou um litro de óleo disel para melhorar a cor? Achou que éramos branco azedo ou Omo total!!!
O jeito foi rir e entrar na brincadeira!
Esse é o espírito do brasileiro...politicamente correto, o cacete!!!hahaha (com perdão da palavra...mamãe falou que é proibido falar palavrão!!!)
Um beijo gostoso querida e boa viagem!!!O Brasil te aguarda!!!rsss
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Élys!
Você disse tudo!
Estão querendo mudar a nossa história e o que se vê de fato por aí é muito pior, mas muito mesmo, em relação à nossa inocência infantil!
Um beijo meu amigo.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Macá querida!
Que legal!
Eu também enviei para os meus filhotes!!!
Grande texto, sem dúvida!
Um beijo grande.
Astrid Annabelle

Taia Assunção disse...

Li o texto para o marido que falou a mesma coisa: politicamente correto, o cacete...vou lavar a boca dos dois com água sanitária...rsrsrs. Então mando para você uma musiquinha que ele adora cantar pra me irritar, lembrando que sou do dia 24 de dezembro.
PAPAI NOEL VELHO BATUTA (Garotos podres)
Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Pobres, pobres
Mas nós vamos sequestrá-lo
E vamos matá-lo
Por quê?
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Por quê?
Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Beijocas!

Astrid Annabelle disse...

Olá Beth querida!
Com tanta coisa para se ocupar os "entendidos" do politicamente correto querem mudar as tradições...as nossas raízes...
Quero ver como fica em um jogo de futebol!!!AH! Isso eu quero ver mesmo! Na hora da exaltação o brasileiro é sangue quente...e sai de baixo.rsss
Eu chamo essa "novidade" de falta do que fazer...e enquanto isso vamos pagando os salários!!!
Não gosto de falar sobre politica...evito ao máximo...mas este texto eu aplaudi em pé!
Um beijo grande de Ubachuva!
Astrid Ananbelle

Astrid Annabelle disse...

António querido!
Existem textos e dizeres populares que têm raízes profundas na tradição e folclore brasileiro. Não podemos simplesmente mudar isso só por que não é mais certo, ou politicamente incorreto, ou por que magoa,etc.
Brasileiro é um povo alegre que faz da vida uma grande piada...certo ou errado? É assim.
E querer limitar o povo na sua espontaneidade é uma missão impossível.
Se você ouvir as cantigas do sertão brasileiro todas são tristes e falam da dureza da vida. Vá dizer para eles que isso não é correto!!!!
Uma babaquice como disse bem o autor!
Um beijo grande
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Glorinha querida!
Tem toda a razão.
Que negócio é esse de politicamente correto????
Essa história sobre o Monteiro Lobato vou publicar amanhã!!!Imagine só!!!!Que loucura!!!
Não se pode mais atirar o pau no gato mas podemos ver os políticos atirando o pau no povo e numa boa!!!!
Politicamente correto....!!!!
Eu também passei como branca azeda! Pior seria se fôsse OMO total!rss
Beijo grande amiga
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Hahahaha Taia!!!!
lava não...rsss
Com licença e com todo o respeito sempre achei o seu maridão uma simpatia!!!!rsss
Tá vendo só que musiquinha...politicamente correta????
Você é uma alegria!
Beijos aos dois
Astrid Annabelle

maria chainho disse...

ola boa noite astrid!!! adorei o texto.as vezes e complicado ser politicamente correto...beijinhos

Astrid Annabelle disse...

Pois é Maria querida!
Totalmente!!!!
Um beijo grande
Astrid Annabelle

Misturação - Ana Karla disse...

Astrid vim correndo para dar um alozinho, mas volto com calma para me atualizar e apreciar esse espaço valioso.
Essa música de Villa Lobos, não é?
Lindaaaaaaa demaissss.
Amei.
Um xero grande.

lolipop disse...

Oi Astrid!
Cómico mas trágico essa saga do politicamente correcto. Aqui na Europa, há exemplos variadíssimos. Desde exposição em museu com obrigatoriedade de exigir bilhete de identidade,até à cruxificação pública dum perfumista famoso que disse na televisão que para fazer uma determinada essência tinha trabalhado que nem um preto...
A completa demência! Concordo com a Glorinha, devemos estar a regredir intectualmente.
Adorei esse texto!
CARINHOS

Astrid Annabelle disse...

Olá Ana Karla!
A música é de Villa Lobos sim...Choro número 1, interpretado por Turíbio Santos.
Fico aguardando,OK?
Beijo xeroso amiga.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Olá Loli!
Pois é, esta conversa de politicamente correto é altamente discutível. Quem é que decide o que politicamente correto????
Do texto acima não concordo com absolutamente nada e assim como o autor acho que é uma babaquice!
Um beijo grande e gostoso na bochecha!
Astrid Annabelle

Fatima disse...

Bjs minha querida!

Astrid Annabelle disse...

Olá Fátima querida.
Um beijo agradecido por sua visita!
Astrid Annabelle

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