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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Camelos também choram



Leia o texto e, só depois, veja o vídeo. Do contrário, vai ficar difícil entender.


CAMELOS TAMBÉM CHORAM




Autor do texto: Affonso Romano de Sant’Anna
Eu tinha lido que, lá na Índia, elefantes olhando o crepúsculo, às vezes, choram.
Mas agora está aí esse filme “Camelos também choram”.
A gente sabe que porcos e cabritos quando estão sendo mortos soltam gemidos e berros dilacerantes.
Mas quem mata galinha no interior nunca relatou ter visto lágrimas nos olhos delas.
Contudo, esse filme feito sobre uma comunidade de pastores de ovelhas e camelos, lá na Mongólia, mostra que os camelos choram, mas choram não diante da morte, mas em certa circunstância que faria chorar qualquer ser humano.
E na plateia, eu vi, os não camelos também choravam.

Para nós, tão afastados da natureza, olhando a dureza do asfalto e a indiferença dos muros e vitrinas; para nós que perdemos o diálogo com plantas e animais, e, por consequência, conosco mesmos, testemunhar com aquela bela família de mongóis o nascimento de um filhote de camelo e sua relação com a mãe é uma forma de reencontrar a nossa própria e destroçada humanidade.

É isto: eles vivem num deserto.
Terra árida, pedregosa.
Eles, dentro daquelas casas redondas de lona e madeira, que podem ser montadas e desmontadas.
Lá fora um vento permanente ou o assombro do silêncio e da escuridão.
E as ovelhas e carneiros ali em torno, pontuando a paisagem e sendo a fonte de vida dos humanos.

Sucede, então, que a rotina é quebrada com o parto difícil de um camelinho.
Por isto, a mãe camela o rejeita.
O filho ali, branquinho, mal se sustentando sobre as pernas, querendo mamar e ela fugindo, dando patadas e indo acariciar outro filhote, enquanto o rejeitado geme e segue inutilmente a mãe na seca paisagem.

A família mongol e vizinhos tentam forçar a mãe camela a alimentar o filho. Em vão.
Só há uma solução, diz alguém da família, mandar chamar o músico.
Ao ouvir isto estremeci como se me preparasse para testemunhar um milagre.

E o milagre começou musicalmente a acontecer.

Dois meninos montam agilmente seus camelos e vão a uma vila próxima chamar o músico.
É uma vila pobre, mas já com coisas da modernidade, motos, televisão, e, na escola de música, dentro daquele deserto, jovens tocam instrumentos e dançam, como se a arte brotasse lindamente das pedras.

O professor de música, como se fosse um médico de aldeia chamado para uma emergência, viaja com seu instrumento de arco e cordas para tentar resolver a questão da rejeição materna.
Chega. E ali no descampado, primeiro coloca o instrumento com uma bela fita azul sobre o dorso da mãe camela. A família mongol assiste à cena.
Um vento suave começa a tanger as cordas do instrumento.
A natureza por si mesma harpeja sua harmônica sabedoria.
A camela percebe.
Todos os camelos percebem uma música reordenando suavemente os sentidos.
Erguem a cabeça, aguçam os ouvidos, e esperam.

A seguir, o músico retoma seu instrumento e começa a tocá-lo, enquanto a dona da camela afaga o animal e canta.
E enquanto cordas e voz soam, a mãe camela começa a acolher o filhote, empurrando-o docemente para suas tetas.
E o filhote antes rejeitado e infeliz, vem e mama, mama, mama desesperadamente feliz.
E enquanto ele mama e a música continua, a câmara mostra em primeiro plano que lágrimas desbordam umas após outras dos olhos da mãe camela, dando sinais de que a natureza se reencontrou a si mesma, a rejeição foi superada, o afeto reuniu num todo amoroso os apartados elementos.

Nós, humanos, na plateia, olhamos aquilo estarrecidos. Maravilhados.
Os mongóis na cena constatam apenas mais um exercício de sua milenar sabedoria.
E nós que perdemos o contato com o micro e o macrocosmos ficamos bestificados com nossa ignorância de coisas tão simples e essenciais.

Bem que os antigos falavam da terapêutica musical. Casos de instrumentos que abrandavam a fúria, curavam a surdez, a hipocondria e saravam até a mania de perseguição.

Bem que o pensamento místico hindu dizia que a vida se consubstancia no universo com o primeiro som audível - um ré bemol - e que a palavra só surgiria mais tarde.

Bem que os pitagóricos, na Grécia, sustentavam que o universo era uma partitura musical, que o intervalo musical entre a Terra e a Lua era de um tom e que o cosmos era regido pela harmonia das esferas.

Os primitivos na Mongólia sabem disto.
Os camelos também. Mas nós, os pós-modernos cultivamos a rejeição, a ruptura e o ruído.

Haja professor de música para consertar isto.

Veja o vídeo




Eu chorei de emoção!!!!!!!!!!!!!!!


ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA




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38 comentários:

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Que coisa fantástica e emocionante... eu desconhecia.
Fiquei curiosa com o video...

GRATA!!!

Siala disse...

Astrid...Maravilhoso!!
Vou partilhar no Energia!!!
Namasté!

Bloguinho da Zizi disse...

Lindo Astrid
Fiquei pensando...será que um trabalho desses desde a concepção até o nascimento de um bebe, não tornariam algumas mais mais receptivas? E seus filhos mais acolhidos?

Bloguinho da Zizi disse...

Desculpe
Será que um trabalho desses desde a concepção até o nascimento de um bebe, não tornariam as mães mais receptivas?

Fatima disse...

Que trem mais lindo Astrid!
Muito emocionamte.
Bjs.

Marion Lemos disse...

Fascinante!
Um deslumbre para alma, pura emoção!..
Grata por compartilhar essa maravilha de postagem.
Agradeço pela agradável visita, fico muito feliz com o carinho.
Parabéns, pela luz que emanas!

Um beijo na alma
minha querida amiga!

Marion

maria chainho disse...

ola bom dia astrid!!! simplesmente lindo.!!!!sem paravras!!!parabens por sempre me surpreender.!!!beijinhos.

William Garibaldi disse...

Primeiro quero lhe agradecer muito pela visita ao Post das árvores!.. Grato, Só faltava você por lá para ativar a magia das árvores, e quando veio eu entendi.. você conhece a linguagem delas!...

E conhece sobre a linguagem dos animais também.. que coisa forte escreveu aqui: "...nossa humanidade destroçada... perdeu o contato com as plantas e animais e por conseuqencia com seu interior!... "
Show!

Aplausos Astrid!

O vídeo... traz uma canção doída.. poxa vida nem o camelo resiste àquela canção danada!...
Snif...

^.; !

Compartilho com você esta dor pelos Bichos...! Que eles renasçam junto com a Mãe Terra!

Astrid Annabelle disse...

Especialmente Gaspas!
Adorei que veio me visitar.
Um beijo grande agradecido.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Siala!
Muito lindo mesmo!
Vou conferir depois,OK?
Beijo grande
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Pois eu acho uma excelente idéia sabe!?!
Zizi eu tenho percebido muito a falta do aspecto maternal...parecem que as meninas têm filhos assim como se fôsse algo comum...falta-lhes a maternidade...vamos tocar música e cantar para elas,sim!
Beijo querida.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Lindo não é Fátima?
Eu amei.
Beijo grande
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Marion querida.
Sempre que posso dou uma espiada no seu blog..às vezes nem comento. Mas acompanho muito. Afinal é pura luz como você!
Beijo na tua alma!
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Maria querida!
Eu também me surpreendi com este texto...fiquei muito emocionada!
Um beijo gostoso
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Só você mesmo William:
"O vídeo... traz uma canção doída.. poxa vida nem o camelo resiste àquela canção danada!...
Snif..."
hehehehe
É a canção dos mongolêses,Oras.....rsss
Deixei mais um comentário no post seguinte! Amo as árvores demais!
Beijo grande
Astrid Annabelle

Cantinho da Poesia disse...

Até um camelo do que se espera comportamento irracional é capaz de se emocionar, diante da sensibilidade, do belo.
Enquanto nós os humanos tantas vezes somos céticos e insensivéis diante do sofrimento não só da humanidades como também dos animais, simplesmente virando o rosto para não ver.

Élys disse...

Simplesmente, maravilhoso e emocionante,
Através das vibrações de ternura da música a união, mostrando que precisamos olhar mais para a natureza como um todo, pois toda ela é amor.
Beijos

António Rosa disse...

Astrid,

Que impressionante, tanto o texto como o vídeo. Emocionante, mesmo.

Que belo post! Vou partilhar.

Beijos

António

Chica disse...

Emocionante e de chorar mesmo... Fiquei impressionada,Astrid! Belo compartilhamenteo!beijos,chica

Maria Paula Ribeiro disse...

Olá Astrid,

Só agora pude chegar aqui.
Soberbo e Maravilhoso mesmo! ;)

Bem-hajas pela partilha Amiga

;) Beijo grande

Beth/Lilás disse...

É verdadeiramente incrível a ligação deste povo mongol com seus camelos, parece que os sentimentos são iguais de um para outro.
Talvez por viverem num mundo com tão pouca coisa material, suas vidas a estes animais estão muito atreladas e estes, os animais, correspondem a todo este sentimento carinhoso que têm por eles.
Emocionante mesmo e lindo de morrer.
beijinhos cariocas

Taia Assunção disse...

Muito bacana o texto e o vídeo Astrid...é um outro universo, mundo tão distante de nós. Saudades daqui, beijocas!

Astrid Annabelle disse...

Cantinho da Poesia, olá!
Agradeço sua visita e o seu bonito comentário!
Seja bem vinda ao Navegante!
Essa mensagem faz com tenhamos que reavaliar nossa postura perante a vida...com absoluta certeza!
Um beijo grande
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Pois é Élys!
Somos amor e pouco nos recordamos disso!
Beijo agradecido por sua presença meu amigo poeta!
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Olá António querido!
Eu chorei de emoção de fato.
Agradeci a partilha lá no FB. E gostei do "Claro, Ma Jivan"!rsssss
Nada como um afago no ego!hehehe
Beijo grandão.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Chica querida!
Viu só que maravilha!?!
Lágrimas de amor!
Um beijo gostoso.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Maria Paula querida!
Foi pensando no caso do cãozinho que resolvi postar este texto e vídeo.
Muitos humanos precisariam aprender a ter um sentimento de amor que até um camelo manifesta. "Até um camelo" porque, pensam os menos avisados, que os animais não choram e se emocionam, pois percebem a vida de maneira muito mais amplificada do que muitos cérebros ambulantes por aí!!!!
Foi para apoiar seu coração!!!
Beijo grande minha SuperDoc!
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Beth, minha amiga carioca!
É preciso sentir a vida...essa é a mensagem!
Um beijo grande querida e agradecido.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Oba!!!Taia, você voltou!
Que bom tê-la comentando novamente por aqui! Também senti saudades!
Um beijo grandão.
Astrid Annabelle

Taia Assunção disse...

Eu voltei...voltei para ficar...hehehehe. Besos!

Filomena Nunes disse...

Viva Astrid Annabelle.

Tenho o prazer de a informar que hoje sinto-me uma camela... as emoções fundem-nos ao outro!! É como me sinto! Fundida no bébé, na mãe, na música.. e na sabedoria subjacente a tudo isto..

Sem mais palavras..

Um abraço doce <3

Filomena

Misturação - Ana Karla disse...

Impressionante!
Uma história, diferente, porém real.
Realmente Astrid, primeiro tem que ler para ver o vídeo.
Xeros

ELIANA-Coisas Boas da Vida disse...

COISA MAIS LINDA ASTRID SÓ VC MESMO PARA ENCONTRAR ALGO TÃO MARAVILHOSO!
ADOREI!
OBRIGADO!

Astrid Annabelle disse...

EH! Taia! Coisa boa...
Beijão
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Sob o mesmo ponto de vista eu adorei me sentir uma camela igualmente Filomena!!!
Beijo grande e agradecido por sua presença.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Foi somente para lembrar que os animais também têm sentimentos Ana Karla...
Um beijo bem grande e xeroso.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Eliana...são as coisas boas da vida querida!
Beijão!
Astrid Annabelle

Paula Fernandes disse...

Valeu Astrid! Esse é o tipo de informação que faz diferença...!
bjo

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