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Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
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Antoine de Saint Exupéry

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Cristo é a operação combinada — o encontro do finito com o infinito, tempo e eternidade se encontrando e se fundindo. Osho

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"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...

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♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!

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POIS É...

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Nós e Laços, Paixão e Amor


Quando nascemos, o fio que nos ligava à origem mãe foi cortado. O primeiro nó é o umbigo, ônfalo, memoria da origem, nó cego, dado para estancar a ferida aberta da primeira e definitiva perda.

*

Quando Apolo divide os andróginos em dois, a mando de Zeus, o umbigo é deixado como registro da nossa condição de fendido, cortado, para nos lembrar da impossibilidade de completude, condição exclusiva dos deuses.

*

Incapazes de aceitar tal desamparo, cremos na possibilidade de religação, iludidos pela possibilidade da construção de um “nós”, pronome da 1a pessoa do plural. Tal busca se condena ao fracasso quando queremos fazer, da nossa relação com o outro, um nó.

*

Inseguros pela angústia da primeira perda, buscamos prender o outro e nos prender a ele, queremos que o “nós” esteja firme como um nó. Ilusão.

*

Com o outro, não fazemos nós; só podemos fazer laços. O nós com o outro é a ilusão da ligação definitiva, perene. Não existe. O nó só pode ser dado em si mesmo. É sempre cego, como a paixão. O amor, ao contrário, vê o outro, e reconhece que só há ligação se o outro também a deseja. Daí a fragilidade da relação amorosa: ela não depende só de mim.

*

Por isso, com o outro fazemos apenas laços, metáfora da precariedade de sua permanência.

*

O nó embola, o laço enfeita. O nó aprisiona, o laço respeita a liberdade. O nó nega o outro. O laço reconhece a necessidade de cativá-lo permanentemente. O nó representa a ilusão da reciprocidade da relação, o laço representa a unilateralidade do vínculo. O nó quer o nó do outro, quer nós. O laço não exige o abandono da singularidade.

*

Separar do outro não é desfazer o “nós”, nem desfazer nós. Separar é desfazer o laço. Dói mais quando acreditamos na paixão, ilusão do “nós”, porque depois do laço desfeito, ficamos com nossos nós para desembolar sozinhos. Sentimo-nos, literalmente, arrebentados, o que exige reconstruir o eu, que nunca deveria ter deixado de sê-lo, pessoa primeira do singular. Por isso, não podemos falar em nosso amor. O amor é unilateral, parte sempre do eu para o outro. O amor do outro, a ele lhe pertence. Se existe, não sei. Com sorte, podemos falar em nossos amores, que são dois.

*

Quando o outro parte, desfaz-se o laço, mas o meu amor permanece. Quando compreendemos que o amor é o encontro de duas singularidades, deixamos de temer os nós, pois este amor não prende, liberta. Já a paixão, ilusão do plural reunido em um pronome, é a projeção do eu que busca o nó consigo mesmo. A paixão é cega, o amor é pré-vidente. A paixão consome, o amor cuida.

*

Só amamos quando aceitamos a absoluta solidão do ser, quando reconhecemos que o outro não vai acabar com a falta que origina o nosso desejo. Amar exige aceitar a precariedade dos laços, reconhecer-se separado para ver-se ligado, conhecer seus limites para contemplar o outro. Amor é devoção, é manifestar a gratidão por quem te faz sentir ligado, quando na verdade somos sós. O amor é o presente de sentir que existe o laço com outro ser, quando na verdade vivemos o abismo do abandono diante do mistério da vida e da morte. Diante do milagre do amor, o outro é o altar onde eu celebro o mistério. Devo tocá-lo com o cuidado que o sagrado exige. Nossa união deve ter a delicadeza de um laço.

*

Autor: Roberto Patrus-Pena

-Colunista de Plurale, colaborando com um artigo por mês sobre Sustentabilidade. É Pesquisador e professor do Mestrado e Doutorado em Administração da PUC Minas, filósofo, psicólogo e psicoterapeuta.

*



ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA


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30 comentários:

António Rosa disse...

Bom dia, Astrid,

Lindo texto. Precisava de ler.

Beijos.

António

Astrid Annabelle disse...

Bom dia querido António!
Pois eu também! É tão fácil deslizar dos laços para o nó!!!!
Por isso "vigiai e orai"!!!
Beijão grande para um lindo dia!
Astrid Annabelle

✿ chica disse...

Puxa, que beleza de texto trouxeste.Faz bem sempre! beijos,lindo dia!chica

William Garibaldi disse...

Astrid, sem nada a acrescentar!
Só elogiar, vou divulgar... e guardar comigo este texto e este ensinamento libertador e curativo.

Amor é Liberdade a si mesmo e ao outro! Amém.

Gratidão!

Astrid Annabelle disse...

Chica querida! Bom dia!
Estava com saudades...ficar sem net ninguém merece!!!rsss
Beijão com amor!
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

William querido!
Lindo mesmo este texto.
Saber , nós sabemos...mas não podemos esquecer isso no dia a dia.
Eis a questão!!!!
Beijão e tenha um lindo dia!
Astrid Annabelle

pensandoemfamilia disse...

Querida
Bom dia
Adorei este texto pela delicadeza que imagens ao demonstrar a grandeza e fragilidade aod laços que constroem o amor.
Com sua permissão, vou reproduzir e repassar.
Este texto parte da grande , primeira e maior perda que nos seres humanos temos plenitude a dois.
bjs

marverde disse...

OBRIGADA ...lindíssimo texto...como precisamos ler estas coisas...
Rosario

Astrid Annabelle disse...

Norma querida, bom dia!
Tem toda....
Textos como este precisam ser propagados ao vento para que as pessoas se concientizem do que é o amor!
Um beijo grandão e agradecido.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Bom dia Rosário!
Fiquei feliz com a sua visita. Sinta-se bem vinda sempre!
Este texto é maravilhoso e atinge em cheio os corações aflitos com a pergunta eterna....
Um beijo grande e muito agradecido.
Astrid Annabelle

Hanah disse...

Bom dia Astrid,

Maravilhoso... Para ler e reler a hora que começamos nos se enrolar no nós.

Precisava me recuperar, com essa luz.
Um respiro bom :)

Partilhadissimo :)

Beijão e Lindo dia para ti ...

Astrid Annabelle disse...

Bom dia querida Hanah!
Um texto que ajuda a todos...
Adoramos nós, mas precisamos cultivar os laços!!!rsss
Beijo grandão, agradecido, para um dia maravilhoso!
Astrid Annabelle

Maria Izabel Viegas disse...

Encantadoramente lindo este texto. Uma reflexão, não para um dia, e sim, por toda a nossa vida.
Como é difícil se vivenciar esta singularidade do ser. E como é libertador quando ela nos chega, mesmo que em flashs. Creio, minha amada, que este seja um dos testes mais subjetivos de nossa alma. Aprender a desembaraçar este nó. E lidar com os nós. Até porque a cada momento é-nos exigido estar colado a alguém. E estar colado tem a conotação de aconchego. E nossa mente se confunde, e o sentimento precisa mais e mais do "norte" do coração.
A-D-O-R-E-I esta reflexão. E ao som desta música linda! Obrigada, querida amiga.
Navegar é tão bom...tão bom, coladinha à Astrid ;))))
Vou partilhar no FB já, já!

Astrid Annabelle disse...

E é TÃO BOM...TÃO BOM...ter você aqui comigo AMADAMIGA!!!!
Durante a vida me tornei uma expert em desatar nós...dia após dia...hoje reverencio os laços, Graças à Deus!
Beijão MUITO agradecido por sua presença.
Astrid Annabelle

Misturação - Ana Karla disse...

Entre nós e laços vou desfazendo uns e aumentando outros.
Boa tarde Astrid
Xeros
Ana Karla

Filomena Nunes disse...

Astrid,

É tão linda a forma como está exposto... entranhou-se no coração!!

Beijinhos num abraço <3

Filomena

maria chainho disse...

boa tarde astrid !!!!!!!!!!!lidissimo este texto e muito verdadeiro.beijinhos

ELIANA-Coisas Boas da Vida disse...

A DELICADEZA DE UM LAÇO...MAS AS VEZES DAMOS UM NÓ CEGO EM TUDO!!!
BEIJO

Lúcia Soares disse...

Astrid, ainda tenho muitos nós a desatar. Muito apego, muita pressão a retirar de mim.
Criar laços é sabedoria.
Beijo!

lolipop disse...

Querida Astrid

O texto tocou-me fundo...mexeu cordas esquecidas...parece tudo tão claro e tão fácil, tão evidente visto assim, que parece incrível que não haja mais laços do que nós...

Bem haja!

MIL TERNURASSSSSSSSSSS

Astrid Annabelle disse...

Ana Karla querida, olá!
É assim mesmo...um dia criamos os laços....
Beijo grande
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Filomena querida!
Fiquei completamente rendida à este texto.
Foi lindamente escrito...também entrou na minha alma e me serviu feito uma luva!
Beijão
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Sim Maria querida!
Muito!!!
Beijo grande!
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Se damos Eliana!
E como!!!!!
Um beijo grande querida, no seu coração.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Lúcia querida!
Tenho certeza que está em processo acelerado desfazendo muitos nós!
E muitos laços já estão sendo criados por você!
Beijo gostoso
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

E é fácil mesmo Loli! Nós é que complicamos tudo com o grande medo que sentimos de ficar sozinhos e mal amados...o que é uma grande ilusão quando refletimos com seriedade.
Um beijo muito gostoso querida.
Astrid Annabelle

Élys disse...

Um texto que mostra como temos que cultivar os laços e não deixá-los transformarem-se em nós.
Beijos.

Astrid Annabelle disse...

Pois é mesmo Élys!
E isso só se aprende vivendo.
Um beijo grande meu amigo poeta!
Astrid Annabelle

Daniela Scheifler disse...

Bom dia, Astrid querida!

Que texto maravilhoso! Obrigada por compartilhar!

beijos grandes

Astrid Annabelle disse...

Bom dia querida Daniela!
Textos assim marcam a alma, o que significa que darão frutos!!!!
Adorei sua visita!
Beijão para um lindo dia!
Astrid Annabelle

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