A Rota do Âmbar é uma antiga rota de comércio que ligava o
Mar do Norte e o Mar Báltico à Itália, Grécia, o Mar Negro e o Egito antes
mesmo do nascimento de Jesus e durante um grande período após isto. Um
componente vital aos objetos ornamentais, o âmbar era transportado por esta
rota.
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Durante milênios, um grande mistério tomou conta da
imaginação dos seres humanos. Curiosos, místicos e apaixonados pela beleza da
natureza, o homem se deixa fascinar pelas curiosas qualidades do âmbar. Talvez
uma de suas mais misteriosas qualidades seja o fato do âmbar ser sempre morno
ao toque.
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Nos dias de hoje já não o valorizamos como deveríamos.
Provavelmente por sabermos que o âmbar não é uma pedra, mas sim uma resina
vegetal criada em épocas pré-históricas. Preocupados em usar jóias que
apresentem os mais valiosos e caros exemplos do mundo mineral, esquecemos que o
âmbar, tão frágil e ao mesmo tempo extremamente resistente representa a própria
história do ser humano. Cada pedra carrega consigo as emoções da própria Terra
e é a essência da natureza que abrigou o homem desde o seu começo.
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Possuindo centenas de tonalidades foi usado primeiramente
para afastar espíritos maléficos e atrair os benéficos. Era tão valorizado seu
uso em rosários que no século 13 e 14 muitas ordens proibiram seu uso por ser
uma demonstração de opulência, contrária aos seus preceitos de humildade.
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O uso do âmbar floresceu durante a era neolítica quando as
mulheres que coletavam madeira às margens do mar Báltico descobriram que as
pedras do mar, que flutuavam nas águas e eram atiradas à praia, queimavam mais
facilmente que a lenha e possuíam um suave aroma.
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O âmbar sempre foi visto como sobrenatural. Entre os povos
do Báltico, acreditava-se que um colar feito de âmbar estrangularia a quem
mentisse ao usá-lo. Amuletos e Talismãs feitos de âmbar esculpidos em
diferentes formatos eram usados para evitar acidentes, doenças ou mau olhado. O
mais poderoso destes talismãs possuía o formato fálico e acreditava-se possuir
o poder de afastar poderosas forças de feitiçaria maléfica.
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Ginteras, antiga palavra lituana que significa defensor ou
protetor, era o nome dado aos talismãs feitos de âmbar que eram usados ao redor
do pescoço. Já os antigos chineses acreditavam que o âmbar era a alma de um
tigre morto. Possui grande poder de proteção especialmente para as crianças.
Permite ao corpo que se cure a si mesmo, elimina a doença das partes afetadas e
purifica o coração e o espírito.
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A crença nos poderes do âmbar foi tecida como raios de luz
na escuridão das antigas culturas bálticas.
O uso do âmbar era infinito:
talismãs para a cura de doenças, proteção física na guerra, para que o espírito
encontrasse seu caminho de forma rápida e segura durante a última jornada.
Acreditava-se que o âmbar dava imortalidade a quem o
possuísse. Sociedades de caçadores neolíticos enterravam seus mortos junto com
peças funerárias feitas de âmbar. Machados feitos de âmbar eram peças altamente
valorizadas pelos mortos. É considerada uma pedra de assentamento e harmonia
devido à sua forte ligação com as energias da Terra. Principalmente na sua
tonalidade amarela assegura a boa sorte e limpa as vibrações negativas.
Preserva e resgata a sabedoria e o conhecimento ancestral.
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O âmbar é o símbolo Celta do deus do sol. É a pedra sagrada
da deusa mãe. É o resíduo das lágrimas da deusa Jurate, a senhora do Mar, que
vivia em um castelo de âmbar nas profundezas do Mar Báltico. Ao se apaixonar
por um mortal, condenou-o à morte, provocando eterno sofrimento a si própria.
Por ser regido pelo sol e devido a suas propriedades elétricas, o âmbar protege
contra a má sorte e contra despachos agourentos, inveja e inimigos de todos os
tipos.
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Para romanos uma pequena figura de âmbar era
consideravelmente mais valiosa do que um escravo.
O caminho que o âmbar seguia
até os territórios romanos ficou conhecido como "A Rota do Âmbar".
E
peças desse precioso material foram encontradas na Grécia, Egito e Assíria. A
tribo lituana dos Kurshes dominava este comércio; milhares de moedas romanas de
prata e cobre foram descobertas em seu território, como também nos territórios
de outras tribos da região do mar Báltico.
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O verdadeiro âmbar flutua ao ser colocado na água salgada. O
âmbar opaco flutua em água salgada de gravidade específica 0.05. Já o âmbar
transparente precisa de água mais salgada com maior gravidade específica. O
âmbar transparente é mais denso que o âmbar opaco ou nebuloso uma vez que essas
"nuvens" são causadas por minúsculas bolhas de ar o que o torna mais
leve.
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Âmbar é a única pedra que é morna ao toque, que pode ser
esculpida com uma simples faca. A única que estala, cheia de eletricidade, como
se estivesse viva quando esfregada contra uma roupa de pele, a única que flutua
nas águas misteriosas do oceano. Âmbar é o divino tornado tangível, a pedra que
queima e acalenta os desejos do homem.
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Mesmo o mais simples pedaço de âmbar adquire nova majestade
quando tomamos consciência de que vaga pela Terra a mais de 20 milhões de anos.
Quanta história não viveu! Quantos povos conheceu! Quantas civilizações viu
surgir, florescer e enfim, desaparecer! Assírios, Babilônicos, Egípcios,
Gregos, Romanos... Quantas aventuras até chegar às nossas mãos.
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TEXTO DE:
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Com este post eu inicio a publicação de uma pesquisa que ando fazendo sobre as minhas origens, vidas vividas em outros tempos, e por aí a fora.
As descobertas que venho fazendo me empolgaram.
Quem sabe, você que está aqui lendo, tem algo a ver com tudo isso.
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Confira mais estes links para sentir a importância do âmbar:
Cientistas descobrem fósseis de insetos extintos no Peru
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ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA
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12 comentários:
Astrid Annabelle,
Claro, você sabe o quanto estas descobertas me encantam! O âmbar, os lugares que ele viveu e especialmente saber de sua existência pela Terra a mais de 20 milhões de anos...uau! Quanta memória e "forte ligação com a terra"!
Adorei tudo o que aprendi aqui sobre a Rota do Âmbar e continuo minhas pesquisas, encantada com esta energia!
Obrigado pela generosidade de partilhar tanta beleza ancestral, um beijo a espera de mais!
Maria Glória
Bom dia querida Maria Glória!
Estamos descobrindo juntas. Recolhendo partes da nossa própria experiência em todos os tempos aqui na 3D...
Uma energia maravilhosa sem dúvida!.
Logo mais tem mais!!!rsss
Beijão agradecido por sua presença nessa pesquisa comigo!
Astrid Annabelle
Astrid,
Lindo post. A todos os níveis um belo trabalho de narrativa, investigação e divulgação.
Senti falta da parte asiática. Eu era menino em MOçambique e vindo da Índia, vi e toquei em muito âmbar.
Em casa de meus pais havia objectos «grandes» com âmbar incrustado. Lembro-me de uma cómoda (móvel) com várias gavetas, em pau-preto, marfim e âmbar.
Beijo.
António
Bom dia meu querido António!
Essa pesquisa teve início num insight ocorrido durante uma conversa no FB entre a Maria Glória e eu. Resolvi então arregassar as mangas, sair a campo e pesquisar fundo. A primeira fase é este post...chegarei na Ásia...
O que eu concluí por ora é que realmente já tive encarnações em quase todos os continentes!!!Uau!!! E trago junto comigo muito do que me contou em sua casa sobre a nossa existência...e que somos almas antigas...
Sabia que iria gostar! E se tiver tempo veja os vídeos que postei no FB...muito bons e reveladores...
"Estivemos juntos", Maria Glória, você e eu, este final de semana!!!!!!!!...andando por aí
Beijão agradecido
Astrid Annabelle
Olá Astrid,
As almas antigas têm essa particularidade: já estiveram em todos os continentes. Vero! Sinto isso. Depois, o que fazemos é identificar-nos em maior ou menor escala, aquelas regiões do globo que ressaltam mais de nossas vidas passadas. No meu caso, obviamente, tenho bem presente dentro de mim, 3 regiões bem marcadas: Ásia (Índia), África (vários países), América do Sul (Brasil e Argentina). Estou a terminar na Europa (seria uma longa história...).
Beijos.
Aguardo o post.
Ah! uma delícia de conversa...
António, eu me identifico muito com Portugal e o Norte da Europa,e aqui no Brasil com Ubatuba
(especificamente) e Salvador, BA.
Mas no geral sinto um amor equilibrado pelos lugares por onde passei...se é que dá para compreender isso. Sinto que abraço o mundo...aponte um lugar, não importa o tempo, ... já lá marquei presença!!!! ^.^
Beijão e vamos que vamos...
Astrid Annabelle
Muito interessante Astrid!
Passei para desejar vida longa ao blog e me desculpe o atraso.
Bjs.
Fátima, minha querida amiga!!! Boa tarde!!!
Que surpresa boa receber você por aqui!!!
Um beijo agradecido por seu carinho e por suas palavras e nada de pedir desculpas...está tudo bem!!! Andamos em tempo diferente...cada um no seu passo...e no fim nos encontramos!!!
Astrid Annabelle
Amiga, este post é mágico!!!!
Quanta riqueza, quanta história nessa pedra... amei.
E tb tô nesse movimento, adoro conhecer e compreender a nossa história. Que nosso planeta e a vida que vem de nosso antepassados sejam honrados!!!
grande bjo
Marcelo meu querido artista!
Acho que é próprio desse tempo compreender melhor essa conversa de muitas vidas aqui e acolá. Você faz parte do nosso grupo, percebeu, não é??? Na realidade tudo está gravado como em uma fita de cinema. Como consciências multidimensionais podemos acessar o ponto que desejarmos sem ter que nos submeter a nada nem a ninguém. E assim aos poucos podemos identificar na 3D onde estivemos Veja os vídeos que publiquei no FB ontem, domingo 15/04..e sinta se tem algo que te chama...
Adorei ter você aqui...
Beijão
Astrid Annabelle
Que lindo.. "tá tudo aceso... tudo tão claro... tá tudo ligado..."
TUDOHAVER!!!
Que lindo lindo... estou fascinado.
Plugado nesta viagem...
Parabéns pela Iniciativa.
Sabia que viria,mais dia menos dia William!
Está tudo ligado! Sim...
Muitas vidas...muitos encontros e desencontros...muitas lendas para contar e para escrever...
Beijo grande.
Astrid Annabelle
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