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Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
Antoine de Saint Exupéry

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Cristo é a operação combinada — o encontro do finito com o infinito, tempo e eternidade se encontrando e se fundindo. Osho

TENHA UM TEMPO FELIZ!

"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...

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...POR TODOS OS QUE AMOROSAMENTE SEGUEM ESTE BLOG!
"O ser integral conhece sem ir,
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Lao Tzu

♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido

POIS É...

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"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Deixa o meu silêncio conversar com o seu


 *
Hoje eu não quero conversas vestidas de uniforme. 
Diálogos impecavelmente arrumados que não deixam o coração à mostra. 
As palavras podem sair de casa sem maquiagem. 
Podem surgir com os cabelos desalinhados, livres de roupas que as apertem, como se tivessem acabado de acordar. Dispensa-se tons acadêmicos, defesas de tese, regras para impressionar o interlocutor. 
O único requinte deve ser o sentimento. 
É desnecessário tentar entender qualquer coisa. 
Tentar solucionar qualquer problema. 
Buscar salvamento para o quer que seja.
*
Hoje eu não quero falar sobre o quanto o mundo está doente. 
Sobre como está difícil a gente viver. 
Sobre as milhares de coisas que causam câncer. 
Sobre as previsões de catástrofes que vão dizimar a humanidade. 
Sobre o quanto o ser humano pode ser também perverso, corrupto, tirano e outras feiúras. 
Sobre os detalhes das ações violentas noticiadas nos jornais. 
Não quero o blábláblá encharcado de negatividade que grande parte das vezes não faz outra coisa além de nos encher de mais medo. Não quero falar sobre a hipocrisia que prevalece, sob vários disfarces, em tantos lugares. 
Hoje, não. Hoje, não dá. 
Não me interessam o disse-que-disse, os julgamentos, a investigação psicológica da vida alheia, os achismos sobre as motivações que fazem as pessoas agirem assim ou assado, o dedo na ferida.
*
Hoje eu não quero aquelas conversas contraídas pelo receio de não se ter assunto. 
A aflição de não se saber o que fazer se ele, de repente, acabar. 
O esforço de se falar qualquer coisa para que a nossa quietude não seja interpretada como indiferença. Hoje eu não quero aquelas conversas que muitas vezes acontecem somente para preenchermos o tempo. 
Para tentarmos calar a boca do silêncio. 
Para fugirmos da ameaça de entrar em contato com um monte de coisas que o nosso coração tem pra dizer. Além do necessário, hoje não quero falar só por falar nem ouvir só por ouvir. 
Que a fala e a escuta possam ser um encontro. 
Um passeio que se faz junto. 
Um tempo em que uma vida se mostra para a outra, com total relaxamento, sem se preocupar se aquilo que é mostrado agrada ou não. 
Se aumenta ou diminui os índices de audiência.
*
Hoje, se quiser, se puder, se souber, me fala de você. 
Da essência vestida com essa roupa de gente com a qual você se apresenta. 
Fala dos seus amores, tanto faz se estão perto do seu corpo ou somente do seu coração. Fala sobre as coisas que costumam fazer você sintonizar a frequência do seu riso mais gostoso. 
Fala sobre os sonhos que mantêm o frescor, por mais antigos que sejam. 
Fala a partir daquilo em você que não desaprendeu o caminho das delícias. 
Do pedaço de doçura que não foi maculado. 
Da porção amorosa que saiu ilesa à própria indelicadeza e à alheia. 
A partir daquilo em você que continuou a acreditar na ternura, a se encantar e a se desprevenir, apesar de tantos apesares. 
Conta sobre as receitas que lhe dão água na boca. 
Sobre o que gosta de fazer para se divertir. 
Conta se você reza antes de adormecer.
*
Hoje, me fala de você. 

Dos momentos em que a vida lhe doeu tanto que você achou que não iria agüentar. 
Fala das músicas que compõem a sua trilha sonora. 
Dos poemas que você poderia ter escrito, de tanto que traduzem a sua alma. 
Senta perto de mim e mesmo que estejamos rodeados por buzinas, gente apressada, perigos iminentes, faz de conta que a gente está conversando no quintal de casa, descascando uma laranja, os pés descalços, sem nenhum compromisso chato à nossa espera. A gente já brincou tanto de faz-de-conta quando era criança, onde foi que a gente esqueceu como se chega a esse lugar de inocência? 
Fala da lua que você admirou outra noite dessas, no céu. 
Da borboleta que lhe chamou à atenção por tanta beleza, abraçada a alguma flor, como se existisse apenas aquele abraço. Diz se quando você acorda ainda ouve passarinhos, mesmo que não possa identificar de onde vem o canto.
*
Senta perto e me conta o que você sentiu quando viu o mar pela primeira vez e o que sente quando olha pra ele, tantas vezes depois. Se tinha jardim na casa da sua infância, me diz que flores riam por lá. 

Conta há quanto tempo não vê uma joaninha. 
Se tinha algum apelido na escola. 
Se consegue se imaginar bem velhinho. 
Fala da sua família, a de origem ou a que formou. 
Das pessoas que não têm o seu sobrenome, mas são familiares pra sua alma. 
Fala de quem passou pela sua vida e nem sabe o quanto foi importante. 
Daqueles que sabem e você nem consegue dizer o tamanho que têm de verdade. 
Fala daquele animal de estimação que deitava junto aos seus pés, solidário, quando você estava triste. 
Diz o que vai ser bacana encontrar quando, bem lá na frente, 
olhar para o caminho que fez no mundo, em retrospectiva.
*
Podemos falar abobrinhas, desde que sejam temperadas com riso, esse tempero que faz tanto bem. A gente pode rir dos tombos que você levou na rua e daqueles que levou na vida, dos quais a gente somente consegue rir muito depois, quando consegue. 
A gente pode rir das suas maluquices românticas. 
Das maiores encrencas que já arrumou. 
Das ciladas que armaram para você e, antes de entender que eram ciladas, chegou até a agradecer por elas. 
De quando descobriu como são feitos os bebês. 
A gente pode rir dos cárceres onde se prendeu e levou um tempo imenso pra descobrir que as chaves estavam com você o tempo todo. 
Das vezes em que se sentiu completamente nu diante de um Maracanã, tamanha vergonha, como se todos os olhos do mundo estivessem voltados na sua direção. 
Das mentiras que contou e acreditaram com facilidade. 
Das verdades que disse e ninguém levou a sério.
*
Não precisa ter pauta, seguir roteiro, deixa a conversa acontecer de improviso, uma lembrança puxando a outra pela mão, mas conta de você e deixa eu lhe contar de mim. Dessas coisas. 

De outras parecidas. 
Ouve também com os olhos. 
Escuta o que eu digo quando nem digo nada: a boca é o que menos fala no corpo. 
Não antecipe as minhas palavras. 
Não se impaciente com o meu tempo de dizer. 
Não me pergunte coisas que vão fazer a minha razão se arrumar toda para responder. Uma conversa sem vaidade, ninguém quer saber qual história é a mais feliz ou a mais desditosa.
*
Hoje eu quero conversar com um amigo pra falar também sobre as coisas bacanas da vida. 
As miudezas dela. 
A grandeza dela. 
A roda-gigante que ela é, mesmo quando a gente vive como se estivesse convencido de que ela é trem-fantasma o tempo inteiro. 
Um amigo pra falar de coisas sensíveis. 
Do quanto o ser humano pode ser também bondoso, honesto, afetuoso, divertido e outras belezas. 
Dos lugares onde nossos olhos já pousaram e daqueles onde pousam agora. 
Um amigo para conversar horas adentro, com leveza, de coisas muito simples, como a gente já fez mais amiúde e parece ter desaprendido como faz. 
Um amigo para se conversar com o coração.
*
E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. 
Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. 
Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. 
Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.



TEXTO de Ana Jácomo
IMAGEM GOOGLE IMAGENS
*
...UMA REPUBLICAÇÃO...
PUBLICAÇÃO ORIGINAL AQUI
*
ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA 

* Todos os direitos reservados. 
Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autoria. 
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13 comentários:

Alexandra Lopes disse...

e.... lágrimas caiem..... pelas palavras, pelo sentido, pelo silêncio, pela sintonia. Um beijo enorme Astrid e um abraço. Obrigada.
Xana Lopes

Maria Gloria D'Amico disse...

Astrid,

bem ... fui até muitos 'sentires' que eu já tive, com estas palavras que li aqui ... viajei! Muitas vezes senti por mim e senti pelas pessoas! Tudo é tão simples ... a inocência é tão simples ...

O silêncio e a gargalhada ou até mesmo o sorriso dos olhos ... aquele olhar que tudo revela ... para que mais!?

Gostei de conhecer o que Ana Jácomo escreve. Estou navegando por lá ...

Um beijo meu amor! E mais um beijo!

Luma Rosa disse...

Oi, Astrid!
São poucas as pessoas que sabem ouvir o silêncio. Ah, e o silêncio compartilhado? Quando o silêncio não é um incomodo entre duas pessoas, sabemos que tudo está bem.
Bom fim de semana!!
Beijus,

Luma Rosa disse...

Obrigada por divulgar a blogagem coletiva!!
:)
+ Beijus,

Astrid Annabelle disse...

Olá Xana querida!
Também me emociono com a escrita da alma!!!!
Em silêncio, em sintonia!
Beijo grande e muito agradecido por sua presença aqui.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Boa tarde minha querida Maria Glória!
Imaginei mesmo a sua viagem...somos muito parecidas.
As palavras que brotam de dentro nos carregam para longe e nos fazem
"tecer os delicados fios com que se fabrica a quietude.” {trechinho de Mia Couto}
Deixa o meu silêncio conversar com o seu.
Beijão. Amo tu.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Ouvir o silêncio é genial. E compartilhar este silêncio realmente é divino.
Desejo que tenha um final de semana igualmente feliz.
Um beijo bem grande e muito agradecido minha querida Luma ... e vamos nos encontrar na BC sobre a Amamentação...
Astrid Annabelle

mariah da praia disse...

Um amigo para se conversar com o coração.perfeito,amei tudo,foi escrito p mim.bjs

Astrid Annabelle disse...

Que bom Mariah da Praia!
E eu fiquei feliz com a sua visita e com o seu comentário!
Beijo grande muito agradecido.
Astrid Annabelle

Susana Vitorino disse...

Estou com(o) a Xana. E fico aqui em silencio deixando pousar o dia difícil... Gostaria de estar de mão dada contigo, em silencio, nesse jardim cheio de borboletas e joaninhas, cheio de alfazema. E nós descalças a sentir a relva debaixo dos pés. E a Lua viria e nós descascaríamos romãs. É isto, Manhê* <3

Astrid Annabelle disse...

Esse texto mexe muito mesmo com o interno nosso Susana querida!
Sentemos. Descasquemos as romãs.
No meio das sementes estarão novos sonhos... novos sorrisos...
Beijão...amo tu
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Querida Astrid

Gostei muito do tema. Muito bem escrito. Bem sintonizado. Poesia. Creio que é isso que ficará retido: a poesia de tudo. Um bom esforço de encaminhamento para o silêncio. A autora terá conseguido? Oxalá, sim.

Beijinho

António

Astrid Annabelle disse...

Bom dia meu querido António!
Como eu ando trabalhando os silêncios....este texto me encantou.
A Ana Jácomo é uma autora conhecida aqui no Brasil e eu gosto muito do jeito que escreve.
Um beijo grande e muito agradecido por sua presença constante.
Astrid Annabelle

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