Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
Antoine de Saint Exupéry
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"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)
♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!
"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido
"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
EM PAUSA....
*
“Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para
ela.
O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra
do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas.
Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve
como uma baloa.
Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um
rebentamundo.
A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se
encrispou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de
prata, flocos de luar cobriram o areal.
A menina se pôs a andar ao
contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os
pedaços lunares. Olhou o horizonte e chamou:
— Pai!
Então, se abriu uma fenda funda, a ferida de nascença da própria
terra.
Dos lábios dessa cicatriz se derramava sangue.
A água sangrava? O
sangue se aguava?
E foi assim.
Essa foi uma vez.”
Com este conto incrível por Mia Couto,
deixo-vos entregues aos pensamentos e sentimentos...
*
Eu, Ma Jivan Prabhuta,
ESTAREI POR AÍ
...misturada ao vento, à terra, ao mar...
Mas, quando se lembrar de mim,
estarei AO SEU LADO.
Inté breve...
*ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA*
*
IMAGEM GOOGLE IMAGENS
* Todos os direitos reservados.
Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autoria.
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
MIA COUTO o poeta que conta estórias
Desencontro
*
Não ter morada
Habitar
Como um beijo
Entre os lábios
Fingir-se ausente
E suspirar
(o meu corpo
não se reconhece na espera)
percorrer com um só gesto
o teu corpo
e beber toda a ternura
para refazer
o rosto em que desapareces
o abraço em que desobedeces
*
Poema da minha alienação
*
Demoro-me no outro lado de mim
porque me atrai
esse ser impossível
que sou
esse ser que me nega
para que seja ainda eu
Porque desejo esse alguém
que me invade e me ocupa
que me usurpou a palavra e o gesto
me fez estrangeiro do meu corpo
e me deixou mudo, contemplando-me.
Lanço-me na procura da minha pedra
no infindável trabalho
de me reconstruir
recolhendo os sinais do meu desaparecimento
percorrendo o revés da viagem
para regressar a um lugar inabitável.
Todas as vezes que me venci
não me separei do meu sonho derrotado
e, assim, me fiz nuvem
reparti-me em infinitas gotas
para que fosse bebido, vertido, transpirado
e voltasse de novo a ser céu
transparência de azul, harmonia perfeita
e poder regressar ao lugar interior
para me deitar, de novo,
no sangue que me iniciou.
porque me atrai
esse ser impossível
que sou
esse ser que me nega
para que seja ainda eu
Porque desejo esse alguém
que me invade e me ocupa
que me usurpou a palavra e o gesto
me fez estrangeiro do meu corpo
e me deixou mudo, contemplando-me.
Lanço-me na procura da minha pedra
no infindável trabalho
de me reconstruir
recolhendo os sinais do meu desaparecimento
percorrendo o revés da viagem
para regressar a um lugar inabitável.
Todas as vezes que me venci
não me separei do meu sonho derrotado
e, assim, me fiz nuvem
reparti-me em infinitas gotas
para que fosse bebido, vertido, transpirado
e voltasse de novo a ser céu
transparência de azul, harmonia perfeita
e poder regressar ao lugar interior
para me deitar, de novo,
no sangue que me iniciou.
*
*
As Ruas
*
No tempo
em que havia ruas,
ao fim da tarde
minha mãe nos convocava:
No tempo
em que havia ruas,
ao fim da tarde
minha mãe nos convocava:
era a hora do regresso.
E a rua entrava
connosco em casa.
Tanto o Tempo
morava em nós
que dispensávamos futuro.
Recolhida em meu quarto,
a cidade adormecia
no mesmo embalo da nossa mãe.
À entrada da cama
eu sacudia a areia dos sonhos
e despertava vidas além.
Entre casa e mundo
nenhuma porta cabia:
que fechadura encerra
os dois lados do infinito?
In "Tradutor de chuvas", Ed. Caminho.
E a rua entrava
connosco em casa.
Tanto o Tempo
morava em nós
que dispensávamos futuro.
Recolhida em meu quarto,
a cidade adormecia
no mesmo embalo da nossa mãe.
À entrada da cama
eu sacudia a areia dos sonhos
e despertava vidas além.
Entre casa e mundo
nenhuma porta cabia:
que fechadura encerra
os dois lados do infinito?
In "Tradutor de chuvas", Ed. Caminho.
*
MIA COUTO
*
*
FALTAM POUCAS ASSINATURAS, EU JÁ ASSINEI, E VOCÊ?
*
ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA
*
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