Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
Antoine de Saint Exupéry
♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!
"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido
"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov
sábado, 15 de junho de 2013
Meu monólogo
sábado, 2 de março de 2013
Conversando com o meu espelho
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Futuro
Como gastas o teu futuro?
quinta-feira, 22 de março de 2012
SOS....Eu já fui assim, e você?
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Vai passar....
sábado, 19 de novembro de 2011
Nós somos o resultado...
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Nós e Laços, Paixão e Amor

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Quando Apolo divide os andróginos em dois, a mando de Zeus, o umbigo é deixado como registro da nossa condição de fendido, cortado, para nos lembrar da impossibilidade de completude, condição exclusiva dos deuses.
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Incapazes de aceitar tal desamparo, cremos na possibilidade de religação, iludidos pela possibilidade da construção de um “nós”, pronome da 1a pessoa do plural. Tal busca se condena ao fracasso quando queremos fazer, da nossa relação com o outro, um nó.
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Inseguros pela angústia da primeira perda, buscamos prender o outro e nos prender a ele, queremos que o “nós” esteja firme como um nó. Ilusão.
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Com o outro, não fazemos nós; só podemos fazer laços. O nós com o outro é a ilusão da ligação definitiva, perene. Não existe. O nó só pode ser dado em si mesmo. É sempre cego, como a paixão. O amor, ao contrário, vê o outro, e reconhece que só há ligação se o outro também a deseja. Daí a fragilidade da relação amorosa: ela não depende só de mim.
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Por isso, com o outro fazemos apenas laços, metáfora da precariedade de sua permanência.
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O nó embola, o laço enfeita. O nó aprisiona, o laço respeita a liberdade. O nó nega o outro. O laço reconhece a necessidade de cativá-lo permanentemente. O nó representa a ilusão da reciprocidade da relação, o laço representa a unilateralidade do vínculo. O nó quer o nó do outro, quer nós. O laço não exige o abandono da singularidade.
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Separar do outro não é desfazer o “nós”, nem desfazer nós. Separar é desfazer o laço. Dói mais quando acreditamos na paixão, ilusão do “nós”, porque depois do laço desfeito, ficamos com nossos nós para desembolar sozinhos. Sentimo-nos, literalmente, arrebentados, o que exige reconstruir o eu, que nunca deveria ter deixado de sê-lo, pessoa primeira do singular. Por isso, não podemos falar em nosso amor. O amor é unilateral, parte sempre do eu para o outro. O amor do outro, a ele lhe pertence. Se existe, não sei. Com sorte, podemos falar em nossos amores, que são dois.
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Quando o outro parte, desfaz-se o laço, mas o meu amor permanece. Quando compreendemos que o amor é o encontro de duas singularidades, deixamos de temer os nós, pois este amor não prende, liberta. Já a paixão, ilusão do plural reunido em um pronome, é a projeção do eu que busca o nó consigo mesmo. A paixão é cega, o amor é pré-vidente. A paixão consome, o amor cuida.
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Só amamos quando aceitamos a absoluta solidão do ser, quando reconhecemos que o outro não vai acabar com a falta que origina o nosso desejo. Amar exige aceitar a precariedade dos laços, reconhecer-se separado para ver-se ligado, conhecer seus limites para contemplar o outro. Amor é devoção, é manifestar a gratidão por quem te faz sentir ligado, quando na verdade somos sós. O amor é o presente de sentir que existe o laço com outro ser, quando na verdade vivemos o abismo do abandono diante do mistério da vida e da morte. Diante do milagre do amor, o outro é o altar onde eu celebro o mistério. Devo tocá-lo com o cuidado que o sagrado exige. Nossa união deve ter a delicadeza de um laço.
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Autor: Roberto Patrus-Pena
-Colunista de Plurale, colaborando com um artigo por mês sobre Sustentabilidade. É Pesquisador e professor do Mestrado e Doutorado em Administração da PUC Minas, filósofo, psicólogo e psicoterapeuta.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A confusão é um estado de mudança
Disseram a Osho: Osho, eu acho que penso claramente,
mas no fundo eu apenas vejo confusão.
Às vezes eu penso que sei, mas descubro que nada sei.
Eu apenas achava que sabia.
Isso não é realmente confusão: é um estado de transição, de mudança.
Isso é crescimento e sempre que existe crescimento costuma-se rotular como confusão. Mas ao rotular como confusão, você está interpretando errado e começará a tentar resolver de algum jeito. Se você chamar isso de crescimento, então não haverá pressa em resolver. Na verdade, você terá que dar suporte a isso, pois é crescimento.
Não há necessidade de sair disso; aprenda a viver com isso.
Nos ensinaram erradamente que devemos ser absolutamente claros.
A confusão é natural: ela é o caos criativo dentro de você.
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O melhor que você pode oferecer
Quem quiser ler a mensagem na íntegra basta clicar no link abaixo,
O melhor que você pode oferecer é exclusividade sua.
Dar o melhor de si mesmo é receber o melhor para si mesmo.
Você oferece o que há de mais elevado em si,
A humanidade não precisa de santos nem gurus que ensinem de cima de um púlpito ou pedestal, mas pessoas reais de carne e osso, que vivenciaram a escuridão e a luz por si mesmas e são capazes de acolher ambas sem julgamentos.
TRECHO de uma mensagem de Jeshua
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O Olho de Horus e a Escola de Mistérios
domingo, 4 de julho de 2010
Eu Sou Eu, Eu Sou Livre!
Eu Sou Eu, Eu Sou Livre!Parte 1
Por Rui Fragassi
Baseado no livro "I am me, I am Free: The Robots' Guide to Freedom" de David Icke
A Manada Desnorteada
Afinal, quem é você? O que encontra-se atrás dos seus olhos? Quando você olha em um espelho, o que você enxerga? Você vê o verdadeiro você ou aquilo que você foi condicionado a crer que é você? Os dois são tão tão diferentes. Um é uma consciência infinita capaz de ser e criar tudo aquilo que escolhe, e o outro é uma ilusão aprisionada por suas limitações percebidas e programadas.
Que beleza é viver na terra da liberdade. Você é livre para ver as notícias e os jornalistas e correspondentes te dizerem, sem questionamento, a explicação oficial dos eventos – explicações projetadas para garantir que você veja o mundo da forma desejada e que reaja da forma desejada. Você está livre para fazer o que nós dizemos a você; livre para pensar da forma que dissermos a você; livre para viver da forma que dissermos para você. E você está inclusive livre para morrer como nós dissermos a você, nas guerras friamente criadas para destruir, controlar e manipular.
Deixamo-nos transformar em um rebanho. Uma vez que nós aceitamos a mentalidade de rebanho, nós podemos ser controlados e dirigidos por algumas poucas pessoas. E nós somos! Nós paramos de pensar por nós mesmos e entregamos as nossas mentes [poder]. Quando nossas respostas ao medo são ativadas, nós corremos para aceitar o que nos for imposto.
É razoavelmente fácil alguns controlarem toda a população do planeta, quando você controla a educação [na realidade, a doutrinação] e os meios de comunicação – as fontes de “informação” e as mensagens [mantras] que bombardeiam a mente consciente e subconsciente desde o berço até o túmulo.
Vá a uma rua lotada e observe as pessoas que passam. Você não está vendo o todo real e infinito delas. Você está olhando para a máscara que elas projetam para o mundo. É a máscara que elas acreditam ser aceitável para o resto dos prisioneiros, para evitarem ser ridicularizadas ou condenadas por pensarem e agirem de forma diferente às demandas da Zona Livre de Controvérsias/Embaraços.
Se você deseja ser livre, pare de viver uma mentira. Pare de negar você mesmo. Você é um aspecto único de tudo que existe, a soma total de todas as suas experiências únicas desde que você primeiramente tornou-se uma consciência, uma infinidade de tempo atrás. Esta é uma razão para ficar alegre. Não existe nenhum aspecto da consciência, em toda a criação, que é igual a você. Você é especial, assim como todo mundo é igualmente especial. Mas, ao invés de sermos alegres e orgulhosos de sermos especiais, nós acabamos deixando que esta situação única se transformasse em algo a se temer: “Oh meu Deus!”
É comum sucumbirmos ao mito sobre “homem e mulher ordinária na rua” ou “pessoa comum”, à idéia de que as massas são apenas “ordinária” e apenas algumas pessoas, que são “extra-ordinárias”, conseguem algo na vida. Este sistema de crença nos diz que nós somos “ordinários” e, portanto, devemos saber qual é o nosso lugar. Na verdade, não existe um homem, mulher, criança ou folha de grama “ordinária” em toda a criação, mas as pessoas são persuadidas a acreditar nesse mito e, portanto, acabam atuando no papel de um ser “ordinário”. É um ato que eles foram condicionados a desempenhar, como um ator no palco. Ordinário não é o que somos, é meramente o que nós escolhemos acreditar que somos. Mas isso é muito poderoso no sentido de diminuir nosso senso de valor; é uma outra motivação para entregarmos nossa mente para aqueles que nós acreditamos que são “melhores” que nós. Tudo parte do condicionamento que inclui a baboseira de que nós nascemos todos pecadores, seja lá o que isso queira dizer.
Não ficamos com medo pelo que os presidentes, primeiros-ministros, banqueiros globais pensam a nosso respeito – é a reação de nossos amigos, família e colegas de trabalho que nos preocupa e nos amedronta para nos conformarmos. A reação dos outros escravos! A força policial mental, emocional e espiritual, que controla as massas, é formada pelas... massas. É como ter uma cela cheia de prisioneiros e quando um dos prisioneiros encontra um meio de escapar, todos os outros prisioneiros correm para bloquear a saída.
Preconceito é a palavra vital aqui. As pessoas são condicionadas para terem preconceitos contra outros membros e grupos dentro de cada cultura e sociedade, e essas diferentes formas de preconceitos são usadas para dividir e governar a manada. O preconceito pode ser racial, religioso ou político, ou baseado em antecedentes, ganho financeiro, tipo de trabalho ou estilo de vida. Isto permite a manipulação da consciência coletiva florescer e, no entanto, se parássemos de procurar impor NOSSA versão do certo e errado, bom e mal, moral e imoral, em cima dos outros, nós removeríamos os meios de tal manipulação global. Nós precisamos nos livrar de TODOS os preconceitos – AGORA!
Nós julgamos as pessoas, e a nós mesmos, não pelo que somos, mas por aquilo que possuímos ou por aquilo que “fazemos”. O “papel” que desempenhamos não é “nós”, assim como o personagem que um ator representa não é a personalidade real do ator. Nossos trabalhos e “papeis” são veículos temporários para adquirir experiência, só isso. Somos consciência em evolução em uma jornada eterna em direção de um maior amor, conhecimento e compreensão, mas nós nos esquecemos disto e nós temos sido encorajados a esquecer disto. Somos como atores que pensam que o filme é a realidade. É apenas um jogo, mas nós pensamos que ele é real. Estamos levando o jogo muito a sério. É apenas um filme e ele deveria ser alegre.
Democracia não é liberdade, é uma ditadura camuflada de liberdade. A mesma força controla, direta ou indiretamente, todos os principais partidos políticos e movimentos. Quando você vota em uma eleição, você está escolhendo entre diferentes aspectos da mesma força. O dinheiro e a mídia decide quem torna-se presidente dos Estados Unidos e o dinheiro e a mídia são possuídas e controladas pelas mesmas pessoas. 30 pessoas dizendo a outras 49 o que elas devem fazer não é liberdade. Na realidade, a maioria dos governantes são eleitos por uma minoria da população. Liberdade é o direito de TODAS as pessoas expressarem quem elas são, o que elas pensam, e como elas desejam viver suas vidas: livres de imposição ou constrangimentos de ninguém. É poder celebrar nossa individualidade única sem regras, regulagem, ridicularização ou condenação daqueles que procuram impor seus pontos de vista da vida sobre o resto de nós.
Até que aprendamos a respeitar o nosso, e de todos, direito de ser diferente, de fazer nossas próprias escolhas, e criar nossas próprias realidades conscientes, livres de imposições e pressão para nos conformarmos, nós iremos permanecer em uma prisão fabricada por nós mesmos. Continuaremos a ser, ao mesmo tempo, o policial e o prisioneiro. E um punhado de pessoas, com uma agenda muito desagradável, irá continuar a mandar no mundo. A escolha, como sempre, é nossa. Podemos aceitar a prisão ou podemos caminhar para a liberdade. E a liberdade está apenas a um pensamento de distância...
Continua:
http://www.umanovaera.com/
A NOVA ENERGIA
ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA
* Todos os direitos reservados. Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autoria.CAMPANHA DE DIREITOS AUTORAIS - APOIE E DIVULGUE ESSA IDÉIA
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
A Nova Consciência no ano 360 a.C.
Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz, sua vida, nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. sábado, 24 de outubro de 2009
As respostas de Deus
Continuando a conversa do post anterior, foi muito intrigante decifrar o motivo que me levou a vivenciar o silêncio absoluto de maneira compulsória.sábado, 18 de julho de 2009
A coragem de estar só e silencioso
Querido Osho,
Eu sempre estou com medo de estar só, porque quando estou só, começo a querer saber quem eu sou. Parece que se eu investigar mais fundo, irei descobrir que eu não sou a pessoa que acreditei ser nos últimos vinte e seis anos, mas um ser presente no momento do nascimento e talvez também no momento anterior. Por alguma razão isso me assusta completamente. Parece um tipo de insanidade e faz com que eu me perca nas coisas externas a fim de me sentir mais segura.
Osho, quem eu sou, e por que o medo?
Surabhi, não é apenas o seu medo, é o medo de todo mundo. Porque ninguém é aquilo que deveria ser pela própria existência.
A sociedade, a cultura, a religião, a educação, todos têm conspirado contra inocentes crianças.
Eles têm todo o poder – a criança é indefesa e dependente. Assim, tudo o que querem fazer com ela, eles dão um jeito e fazem.
Eles não permitem que criança alguma se desenvolva para o seu destino natural.
Todo o esforço deles é para fazer dos seres humanos, utilidades. Quem sabe, se deixarmos uma criança desenvolver por si mesma, se ela terá ou não alguma utilidade para os interesses velados. A sociedade não está preparada para correr esse risco. Ela agarra a criança e começa a moldá-la em alguma coisa necessária para a sociedade.
Sob certo sentido, ela mata a alma da criança e lhe dá uma falsa identidade, para ela nunca ver a sua alma, o seu ser.
A falsa identidade é um substituto. Mas esse substituto é útil apenas na mesma multidão que deu essa falsa identidade a você. No momento em que você está só, o falso começa a se desmontar e o que é verdadeiro e foi reprimido começa a se expressar.
Por isso o medo de estar só.
Ninguém quer estar só. Todo mundo quer pertencer a uma multidão – e não apenas uma multidão, mas a muitas multidões. A pessoa pertence a uma multidão religiosa, a um partido político, a um Rotary Club... E existem muitos outros pequenos grupos para se pertencer também.
É preciso estar apoiado vinte e quatro horas por dia, porque o falso, sem apoio, não consegue ficar de pé. No momento em que estiver só, começa a sensação de uma loucura estranha.
Surabhi, é sobre isto que você está perguntando – porque por vinte e seis anos você acreditou ser alguém, e então, de repente, num momento de solidão, você começou a perceber que você não era aquilo. Isso cria medo: então quem você é?
E vinte e seis anos de repressão... Levará algum tempo para que o verdadeiro se expresse.
O intervalo entre os dois tem sido chamado pelos místicos de a noite escura da alma uma expressão muito apropriada. Você não é mais o falso, e você ainda não é o verdadeiro. Você está no limbo, você não sabe quem você é.
Particularmente no Ocidente e Surabhi é ocidental o problema é ainda mais complicado, porque eles não desenvolveram nenhuma metodologia para descobrir o verdadeiro, o mais cedo possível, de modo que a noite escura da alma possa ser encurtada.
E meditação é apenas um nome para o estar só, silencioso, esperando pela manifestação do verdadeiro. Não é um ato, é um relaxamento silencioso porque qualquer coisa que você faça tem sua origem na sua falsa personalidade. Tudo o que você fez por vinte e seis anos teve sua origem ali; este é o seu velho hábito.
Hábitos são duros de morrer.
Havia um grande místico na Índia, Eknath. Ele estava indo para uma peregrinação santa com todos os seus discípulos seriam uma jornada de três a seis meses.
Um homem chegou até ele, jogou-se a seus pés e disse, Eu sei que não sou merecedor. Você sabe bem disso, todo mundo me conhece. Mas eu sei que a sua compaixão é maior do que o meu não-merecimento. Por favor, aceite-me também como um dos membros de seu grupo que está indo para a peregrinação santa.
Eknath disse, Você é um ladrão e não apenas um ladrão comum, mas um ladrão mestre. Você nunca foi pego e todos sabem que você é um ladrão. Eu certamente me sentiria bem levando você comigo, mas eu também tenho que pensar nas outras cinqüenta pessoas que estão indo comigo. Você terá que me fazer uma promessa e eu não estou pedindo por nada mais que, apenas durante aquele tempo de três a seis meses em que nós estivermos na peregrinação, você não roube. Depois disso, será sua a decisão. Uma vez que nós tenhamos voltado para casa, você estará livre de sua promessa.
O homem disse, Eu estou absolutamente pronto para prometer, e eu estou imensamente agradecido pela sua compaixão. As outras cinqüenta pessoas ficaram desconfiadas. Confiar em um ladrão...
Mas elas não podiam dizer coisa alguma ao Eknath. Ele era o mestre.
A peregrinação começou e desde a primeira noite aconteceram problemas. Na manhã seguinte havia um caos – o casaco de alguém tinha sumido, assim como a camisa de um outro, e também o dinheiro de outro.
E todo mundo estava gritando, Onde está o meu dinheiro? E todos eles foram contar ao Eknath, Nós estávamos desconfiados desde o começo em que você trouxe esse homem consigo. Um hábito de uma vida inteira...
Mas eles começaram a procurar e então descobriram que as coisas não tinham sido roubadas. O dinheiro de alguém tinha sumido, mas foi encontrado na sacola do outro. O casaco de alguém estava faltando, mas foi encontrado na mala do outro. Tudo foi encontrado, mas era um problema desnecessário todas as manhãs!
E ninguém conseguia conceber qual poderia ser o sentido disso? E certamente não era o ladrão, porque nada estava sendo roubado.
Na terceira noite, Eknath permaneceu acordado para ver o que acontecia. No meio da noite, o ladrão devido ao seu hábito acordava e começava a tirar as coisas de um lugar e colocar no outro. Eknath interrompeu-o e disse, O que você está fazendo? Você se esqueceu de sua promessa?
Ele disse, Não, eu não esqueci minha promessa. E eu não estou roubando coisa alguma, mas eu não lhe prometi que não iria mudar as coisas de um lugar para o outro. Depois dos seis meses eu terei que ser um ladrão novamente; isto é apenas para praticar. E você deve entender isto é um hábito de uma vida inteira, e você não consegue abandoná-lo num estalar de dedos. Dê-me um tempo. Você devia entender o meu problema também. Por três dias eu não roubei uma simples coisa – isso é como jejuar! Isto é apenas um substituto, eu estou me mantendo ocupado.
‘Este é o meu horário de trabalho, no meio da noite, assim é muito difícil para eu ficar simplesmente deitado na cama acordado. E tantos idiotas dormindo... E eu não estou fazendo mal a ninguém. De manhã eles encontrarão as suas coisas.’
Eknath disse, ‘Você é um homem estranho. Você vê que toda manhã existe um caos e uma ou duas horas são desperdiçadas desnecessariamente para se encontrar as coisas – onde você as colocou, de que malas elas foram tiradas. Todo mundo tem que abrir tudo e perguntar aos outros... ‘A quem isto pertence?’
O ladrão disse, ‘Essa concessão você tem que me fazer.’
Surabhi, vinte e seis anos de uma falsa personalidade imposta por pessoas que você amou, que você respeitou... E eles não estavam fazendo alguma coisa intencionalmente ruim para você. A intenção deles era boa, apenas a consciência deles era nula. Elas não eram pessoas conscientes – seus pais, seus professores, seus sacerdotes, seus políticos – elas não eram pessoas conscientes, eles eram inconscientes.
Assim, sempre que você está só, surge um medo profundo, porque de repente o falso começa a desaparecer.
E o verdadeiro precisa de um certo tempo. Você o perdeu há vinte e seis anos. Você precisará ter alguma consideração com o fato de que terá que fazer uma ponte sobre esse intervalo de vinte e seis anos.
Nesse medo – de que ‘eu estou perdendo a mim mesma, meu senso, minha sanidade, minha mente – tudo’, porque o ‘eu’ que lhe foi dado pelos outros consiste em todas essas coisas – parece que você vai enlouquecer. Você começa imediatamente a fazer alguma coisa simplesmente para se manter ocupada. Se não houver pessoas, pelo menos existe alguma ação. Assim o falso permanece ocupado e não começa a desaparecer.
Por isso as pessoas têm a maior dificuldade nos feriados de finais de semana. Por cinco dias elas trabalham, esperando que no final de semana possam relaxar. Mas o final de semana é o pior tempo em todo o mundo – mais acidentes acontecem nos finais de semana, mais pessoas se suicidam, mais assassinatos, mais roubos, mais estupros. Estranho... E essas pessoas estavam ocupadas por cinco dias e não havia problema algum. Mas o final de semana, de repente, lhes dá uma escolha, ou estar ocupado com alguma coisa ou relaxar, mas relaxar é espantoso; a falsa personalidade desaparece.
Mantenha-se ocupado, faça alguma coisa estúpida. As pessoas estão correndo para as praias, para-choques colados nos para-choques, num trânsito com filas quilométricas. E se você lhes perguntar para onde elas estão indo, elas estão indo para longe da multidão – e toda a multidão está indo com elas. Elas estão indo procurar um espaço solitário e silencioso – todas elas.
Na verdade, se elas permanecessem em casa, elas estariam mais solitárias e silenciosas – porque todos os idiotas foram em busca de um lugar solitário e silencioso. E eles estão correndo como loucos, porque dois dias se acabarão logo e eles têm que chegar lá – não pergunte aonde!
E nas praias você vê... Estão tão apinhadas de gente, nem mesmo os shoppings estão tão lotados. E muito estranhamente, as pessoas estão se sentindo muito à vontade, tomando um banho de sol. Dez mil pessoas numa pequena praia tomando um banho de sol, relaxando.
A mesma pessoa na mesma praia, sozinha não seria capaz de relaxar. Mas, você sabe, milhares de outras pessoas estão relaxando, todas ao redor dela. As mesmas pessoas estiveram nos escritórios, as mesmas pessoas estiveram nas ruas, estiveram nos shoppings, e agora as mesmas pessoas estão na praia.
A multidão é essencial para o falso ‘eu’ existir.
No momento em que ele está só, você começa a ficar nervosa.
É aqui que se deve compreender um pouco a respeito de meditação.
Não fique preocupada, porque aquilo que pode desaparecer, merece desaparecer. Não faz sentido agarrar-se àquilo – aquilo não é seu, aquilo não é você.
Quando o falso tiver ido, você é aquele ser fresco, inocente e puro que crescerá em seu lugar.
Nenhuma outra pessoa pode responder a sua pergunta ‘Quem sou eu?’ – Você saberá.
Todas as técnicas de meditação são uma ajuda para destruir o falso. Elas não lhe dão o verdadeiro – o verdadeiro não pode ser dado.Aquilo que pode ser dado não pode ser verdadeiro.
Você já tem o verdadeiro; apenas o falso tem que ser jogado fora.
Isso pode ser dito de uma maneira diferente: o mestre lhe tira coisas que você de fato não tem e lhe dá aquilo que você já tem.
Meditação é apenas uma coragem para estar só e silenciosa.
Aos poucos, você começa a sentir uma qualidade em si mesma, uma nova vida, uma nova beleza, uma nova inteligência – que não é tomada de empréstimo de ninguém, que cresce dentro de você, que tem raízes na sua existência.
E se você não for uma covarde, começará a fruir, a florescer.
Somente o bravo, o corajoso, as pessoas que têm firmeza, podem ser religiosas. Não os freqüentadores de igrejas – esses são covardes. Não os hindus, não os muçulmanos, não os cristãos – eles são contra a busca. A mesma multidão, eles estão tentando tornar suas falsas identidades mais consolidadas.
Você nasceu. Você veio ao mundo com vida, com consciência, com uma tremenda sensitividade. Apenas olhe uma pequena criança – veja os seus olhos, o frescor. Tudo aquilo foi coberto por uma falsa personalidade.
Não há necessidade alguma de ter medo.
Você pode perder apenas aquilo que tem que ser perdido. E é bom que perca logo – porque quanto mais tempo ficar, mais forte aquilo se torna.
E ninguém sabe coisa alguma a respeito do amanhã.
Não morra antes de realizar o seu autêntico ser.
Somente umas poucas pessoas são afortunadas, aquelas que viveram com ser autêntico e que morreram com ser autêntico - porque elas sabem que a vida é eterna e que a morte é uma ficção.
Osho – Beyond Enlightenment – capítulo 18
Fonte: http://www.humaniversidade.com.br/boletins/meditacao_a_coragem.htm
MA JIVAN PRABHUTA














