É tempo de Natal, de novo.
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Sou completamente avessa ao pacote chamado Natal, embora seja festeira de nascença.
Este natal recheado de perus e tem quês. De ceias ridículas que mais parecem ter saído de um vídeo clip, onde com um calor fortíssimo aqui no Brasil ceia-se alimentos de inverno.
Sim é verdade. Já participei de tudo isso... sei bem como é e posso falar com autoridade pois experimentei todas as versões mais charmosas... Natal na casa da mãe, da mamma, da nonna, da tia... de tão bons que foram este natais que o que ficou na lembrança foram as grandes comilanças e bebedeiras dos felizes participantes, sobrando para aqueles mais sóbrios a tarefa de socorrer e cuidar dos estragos causados pela azeitona da empada e pelo abuso do excelente vinho ou champagne, ou wisky, ou vodka...
Presentes? só tinham valor os mais caros, os maiores, para encher o ego dos coitados que pelo menos no instante da troca se sentiam...ah! se sentiam e se achavam!!! Pouco depois corriam para pedir dinheiro emprestado pois as contas tinham ficado altas demais... presentes comprados a prazo...
E o melhor de tudo que se perguntado fôsse sobre o por que da festa do Natal, a resposta era rápida e certeira...para reunir a família e trocar presentes....
Jesus?... dia natal?... hein?...
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Existe também a outra versão... o natal dos pobres.... que a mídia faz questão de promover para ver quem é que vai se sentir o maior culpado por essa tristeza...
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Pois muito bem...cada um festeja do jeito que sabe e gosta e quem sou eu para mudar a idéia dos outros, mas eu quero contar, principalmente para os meus netos que a festa do Natal, embora poucos saibam, é tremendamente mágica e encantadora. Longe das regras sociais, do dinheiro ou da falta dele, no coração das crianças a magia acontece...sonha-se com todas as possibilidades...é uma festa de aniversário de cada pequeno Jesus.
Ninguém se importa se é ou não a data correta do nascimento... mas se importa com o tempo... é um tempo de celebração. De confraternização de troca, de poder dizer eu te amo de muitas maneiras...
Sente-se e sabe-se... mesmo sem provas efetivas, que o Papai Noel existe... que ele anda de trenó e este trenó voa...
Trenó que vem carregado de presentes manufaturados, feitos pelos corações de quem ama...ama por amar...
Amor que faz das noites que antecedem a festa brilharem mais, piscarem mais e faz também com que os olhos das crianças irradiem alegria.
Nem verão e nem inverno, apenas um tempo bom e feliz.
Uma festa do Amor, com Amor para o Amor.
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Era nisso tudo que eu pensava hoje enquanto meu neto caçula e eu montávamos a árvore de Natal, essa que você vê na foto,...ele que ainda está na fase do encantamento e da magia.
Me lembrei também de uma carta que eu li faz tempo de uma menininha chamada Virgínia:
No Natal de 1897, uma garotinha de 8
anos, chamada Virgínia O`Hanlon Douglas, filha de um médico de Nova
York, nos Estados Unidos enviou uma carta para o jornal “The Sun” com a seguinte pergunta:
- “Papai Noel existe?”
O jornal através do editorialista Francis Church respondeu e publicou a
carta. Foi um sucesso tão grande que o “The Sun” a publicou durante
anos, sempre na época do Natal, até seu último número em 1949. O fato
repercutiu na imprensa mundial, virou livro com record de vendas nos
Estados Unidos.
Ei-la aqui, para encantá-los!
" Nós
temos o prazer de responder à carta abaixo, expressando ao mesmo tempo
nossa gratidão por sua autora estar entre os leitores fiéis do The Sun."
CARTA DE VIRGÍNIA
"Eu
tenho 8 anos. Alguns dos meus amiguinhos dizem que Papai Noel não
existe. Meu pai sempre diz, “se estiver no "Sun”, então existe!”. Por
favor, diga-me a verdade: Papai Noel existe?"
Virgínia O`Hanlon Douglas
"Virginia, seus amiguinhos estão errados. Eles têm sido afetados pelo ceticismo de uma era marcada pela descrença das pessoas.
Eles não acreditam no que não vêem. Eles não acreditam no que suas
pequenas mentes não podem entender. Todas as mentes Virginia, são
pequenas, não importa se são de crianças ou de adultos.
Neste nosso grande universo, o homem é um mero inseto, uma formiga,
quando seu cérebro é comparado com o infinito mundo ao seu redor, ou
quando ele é medido pela inteligência capaz de absorver toda a verdade e
conhecimento.
Sim, Virginia, existe Papai Noel.
É tão certo que ele exista como existe o amor, a generosidade e a
devoção, e você sabe que tudo isso existe em abundância para dar mais
beleza e alegria a nossas vidas.
Ah! Como o mundo seria sombrio se Papai Noel não existisse! Seria tão
triste como se não existissem Virgínias. Não haveria então, a fé das
crianças, a poesia, nenhum romance que tornasse tolerável a existência.
Nós não teríamos nenhuma felicidade, exceto em nossos sentidos. A luz
acesa com a qual as crianças enchem o mundo estaria apagada.
Não acreditar em Papai Noel! É como não acreditar nas fadas.
Pode convencer o seu papai a contratar homens para ficarem vigiando
todas as chaminés, na véspera de Natal, para eles pegarem o Papai Noel,
mas mesmo que eles não vejam o velhinho descendo, o que isso prova?
Ninguém vê Papai Noel, mas isso não significa que Papai Noel não exista!
As coisas mais reais do mundo são aquelas que nem as crianças nem os adultos podem ver.
Você
já viu fadinhas dançando no gramado? É claro que não! Mas isso não
prova de que elas não estejam lá. Ninguém pode conceber, ou imaginar
todas as maravilhas que existem, invisíveis e despercebidas, neste
mundo.
Sim, Virgínia, Papai Noel existe!"
Francis P. Church ( 1839-1902)
de The New York Sun, 21 de setembro de 1897
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...viva e celebre com paixão, cada dia da sua vida....
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ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA
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