Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
Antoine de Saint Exupéry
♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!
"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido
"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov
terça-feira, 5 de março de 2013
Na trilha do Discípulo
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
PERDÃO
Outro dia eu estava aqui pensando que preciso colocar umas coisas no lixo, mas preciso, antes disso, dizer-lhes adeus definitivamente. Ah, se fosse tão fácil quanto trocar o lixo da cozinha!
Sabe, às vezes sinto como se tivesse vivido uma vida muito longa, de tantas histórias que tenho para contar e de tantas lembranças que povoam meus pensamentos, algumas acariciando meu espírito e outras atormentando o meu coração. Dois filhos, um casamento de quase oito anos finalizado há dez anos atrás e meu casamento atual, que já está com quase seis anos além de muitas, mas muitas experiências profissionais vividas até aqui.
Há histórias boas, histórias ruins, algumas felizes e outras tristes. Mas são apenas 35 anos! É, incrível mesmo! Jovem demais para todo este acúmulo de experiências e... infelizmente de mágoas também.
Meu marido, muito amado e admirado por mim, além de um grande exemplo em minha vida, tem insistentemente falado comigo à respeito do PERDÃO (é, em caixa alta mesmo!).
O que será o tal do PERDÃO? À primeira vista parece simples, né? “ – Ah, como sou boazinha! Eu te perdôo, afinal! - E como num toque de varinha de condão, todos acabam felizes para sempre!” Bacana, né? Só que não é assim. Isso aí é mentira, como a maior parte das coisas que externamos junto às pessoas do nosso convívio.
A gente diz que perdoa, volta ao convívio normal com aquele(a) amigo (a) ou familiar, e age como se nunca tivesse acontecido algo de ruim. Até o dia em que a tal pessoa resolve te chutar a canela de novo, ou, sem intenção, atravessa de mau jeito o seu caminho em um dia ruim para você. São três segundos até a sua antiga mágoa com esta pessoa ressurgir em sua mente e sair por sua boca em forma de acusação. E o gatilho que antes era de um revólver calibre 38, vira rapidamente o de uma espingarda calibre 12. Geralmente depois disso, não há remendo possível para este relacionamento. Ah, e você não é mais bonzinho(a). Viu que beleza?
Por isso eu penso que nunca experimentei o PERDÃO verdadeiro, porque segundo relatou meu marido, o mesmo é uma grande bênção, porque pode-se igualar à sensação da retirada de um grande abcesso inflamado, trazendo alívio e cura para o coração e, por conseguinte, para a alma.
E, quando o PERDÃO verdadeiro acontece, disse-me ele, a mágoa nunca mais retorna, embora a memória não possa ser apagada. Mas a dor se vai, e a forma como aquilo nos afeta muda, transforma-se. Deve ser parecido com a maneira como perdoamos aos nossos filhos. Por pior que seja a atitude deles, sempre os olharemos com “olhos frescos”, porque sempre há uma segunda, terceira e quarta chance para eles em nossos corações. Claro que há aberrações de todos os tipos neste mundo – pais que odeiam filhos e filhos que não suportam os pais, por uma vida inteira e de corpo e alma, mas não estou falando disso aqui. Aliás, prefiro não falar mesmo.
Resolvi fazer uma lista das pessoas que estiveram presentes em minha vida em situações de mágoa e isso inclui quando eu fui o pivô da mágoa também. Caramba! Fiquei até com medo!!! Deixei a lista de lado e vim escrever este texto, claro, pensando em publicá-lo e em buscar algum tipo de aceitação para os meus pensamentos junto à você que está lendo-o agora, talvez para me sentir mais humana. Vim buscar através deste escrito um pouco de redenção... Porque são mágoas demais! Um peso gigantesco!
Um emaranhado de sucessões de erros e atitudes egoístas que me feriram e me levaram a ferir outras pessoas também, machucando meu coração profundamente.
Só que estou tentando me convencer que isso não é para sempre, que não é irreversível. Não deve ser. Não tem que ser. Não pode ser... E eu não quero que seja!
Pelo menos uma vez na vida já tivemos o desejo secreto de zerar as nossas vidas e apagar as nossas memórias, para começar de novo, tudo de novo.
Relacionamentos, atitudes, posturas, correções de caráter, correções na(s) filosofia(s) de vida. Daí, vem algum "mané" (dentro ou fora de nós) e nos diz: “Isso é impossível!” E, quer saber o pior? Nós acreditamos!
Só que é possível sim. Olhem um exemplo: quando viajamos levamos todos os objetos que há em nossa casa em uma mala? Claro que não. Levamos apenas o que usaremos na viagem, daquele ponto em diante, durante a mesma. Vale dizer que no meu caso, a mala de verdade tem sido cada vez menor, porque cansei de ficar tropeçando no caminho com uma bagagem mais pesada que eu, sem brincadeira!
Então, não deve ser tão difícil imaginarmos uma mala de viagens que vamos chamar de “VIDA NOVA” e colocar dentro dela apenas o que pretendemos realmente usar daqui prá frente. Ninguém (ou quase ninguém, quero crer!) vai levar numa viagem, por exemplo, meias velhas e furadas, a casinha antiga do cachorro ou um parafuso enferrujado! (É, boa! Vou chamar as minhas mágoas a partir de hoje de “meias velhas e furadas”. Tá vendo, para mim a redação sempre foi uma grande terapia!KKKkkkKKKK)
Nossas roupas e objetos velhos não podem “nos perseguir” virtualmente e entrar em nossa mala real de viagens. Então, quando nossos pensamentos forem assaltados por tranqueiras desse tipo, é só balançarmos os ombros e lembrar que coisas não andam sozinhas, e não estão em nossas vidas sem que as tenhamos pegado, ao invés de acreditarmos no ”mané” que diz que não podemos renovar as nossas vidas, carregando enfim somente o necessário.
Acabei de criar para mim mesma uma nova técnica de treinamento mental-emocional! Uhuull! Mas, agora fora de brincadeira: vou tentar fazer isso de verdade. É uma questão de sobrevivência. A mágoa é como um veneno ministrado gota à gota e, à longo prazo, causa estragos grandes. Os meus já começaram, tenho sentido, e ainda está em tempo de fazer algo, de buscar a cura.
Não digo que isso me fará capaz de perdoar de verdade, às pessoas e à mim mesma, aliás, em primeiro lugar. Não digo que encontrei a fórmula mágica. Mas digo que encontrei um chão firme para tentar um primeiro passo: a vontade!
Espero que você que está tendo a gigantesca paciência e inegável curiosidade de ler isto até o fim consiga também fazer sua minúscula "mala de viagem” e colar nela um adesivo bem grande e chamativo, para você não perdê-la de vista, onde estará escrito “MINHA VIDA NOVA ”.
Boa sorte para nós! =)))))
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Matutando à beira de um rio
*
Lá se pode curar o corpo, a alma, o destino."
*
"Vamos sonhar os poderes que temos e não sabíamos,
vamos lembrar e usar em nosso cotidiano o esplendor."
( frases de Herve D´Assigny - www.dassigny.com.br )
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
2012
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Dos meus escritos...
quinta-feira, 3 de março de 2011
Um sonhador

O som do blog fala sobre um sonhador....
Sobre o espírito da borboleta...
Sobre a dança da alegria...
"dançarino das sombras quer passear comigo à noite
enquanto meu corpo está pacificamente deitado..."
Cliquem AQUI para ver o vídeo que é lindo
e para ler a letra da música no original
Vocês já ouviram falar que existem músicas que realizam curas?
Então ouçam, sintam e depois me contem....
ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA
IMAGEM: http://www.naturedesktop.org/
* Todos os direitos reservados. Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autoria.CAMPANHA DE DIREITOS AUTORAIS - APOIE E DIVULGUE ESSA IDÉIA
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
CENTRO VETERINÁRIO HOLÍSTICO BANDARRAVET
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Jesus O Terapeuta

No livro “O Espírito da Saúde”, de Lise Mary há este texto de Jean-Yves Leloup
sobre Jesus e os terapeutas, de uma beleza rara:
“Inicialmente os Terapeutas de Alexandria cuidavam do corpo. Nos Evangelhos muitas questões são colocadas sobre este momento da imposição das mãos. A importância da mão através do tocar, através da simples imposição, deixando passar através dela a energia da cura. Jesus é um terapeuta que tem mãos e pede a seus discípulos que imponham as mãos sobre os doentes. Na tradição dos Antigos há um texto que também é encontrado no Evangelho de Tomé, o qual nos diz que temos uma mão na nossa mão. E esta é uma palavra da qual precisamos nos lembrar quando acompanhamos um doente. Porque temos a nossa mão, com o seu conhecimento e a sua competência, mas através dessa mão flui a grande mão da vida.
Jesus cuidava também dos doentes através de sua saliva... Jesus trata os doentes com suas mãos, com sua saliva e também com suas lágrimas...
... Quando Jesus despertava, naqueles que encontrava, o coração de pedra, ou um coração fechado pelo medo e pela recusa, este coração se liquefazia no amor. Por isso dizemos que Jesus era um Terapeuta no sentido físico do termo.
Jesus era também um Terapeuta da alma e da psique. Ele transformava as pessoas em seres capazes de perdão. Perdoar é parar de identificar o outro com as consequências negativas de seus atos e parar de nos identificar com as consequências negativas de nossos atos. Esta é a própria função do terapeuta. Diante de alguém que está fechado em suas memórias e fechado no encadeamento de causas e efeitos de seus atos, é preciso recolocá-lo em marcha na direção da vida."
Esta é uma bela tradição das bem-aventuranças e, em hebraico, pode-se traduzir bem-aventurado por "Em Marcha!", como tão bem o fez André Chouraqui.
"Em marcha os humilhados do Sopro!...
Em marcha os humildes!...
Em marcha os famintos e sedentos de justiça!.
O ensinamento de Cristo é um convite à caminhada, a ir mais longe, a não se fechar no destino da doença, no destino social. Trata-se, pois, de reabrir a nossa capacidade de ir mais longe.
Jesus é também terapeuta no sentido espiritual do termo, no momento em que ensina seus discípulos a orar. Orar não é recitar preces, mas entrar em relação e em intimidade com a própria fonte do seu ser.
Então Jesus mostrava-se Terapeuta ao ensinar que pela prece o homem podia religar-se à sua fonte. Sabe-se que muitos sofrimentos e doenças ocorrem porque o homem se sente cortado da fonte do seu ser, cortado do seu desejo essencial, cortado do desejo essencial da vida que corre através dele. Quando ele se religa a esta fonte, a cura pode ocorrer. Esta cura ocorre também na comunidade, cada um na religião que é a sua, através do provar de sua própria fonte.”
Reflexão:
1 – O que ser um terapeuta significa para você?
2 – O que pensarei hoje como terapeuta para curar o planeta e trazer paz, alegria e justiça?
3 – O que falarei hoje como terapeuta para curar o planeta e trazer paz, alegria e justiça?
4 – O que farei hoje como terapeuta para curar o planeta e trazer paz, alegria e justiça?
5 – O que significa para ti o convite do Mestre Jesus: “Quando andares por terras estranhas, cure os que estiverem feridos?”
6 – Qual o teu papel, tua missão no planeta? Quando a existência te deu o dom de ser um terapeuta foi para quê?
ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
INVOCAÇÃO PARA A DIVINA INTERVENÇÃO
Queridas Almas
http://www.luzdegaia.org/sgermain/indice/chamado_urgente_haiti.htm
Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autoria.
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sábado, 4 de julho de 2009
A atitude do terapeuta
Atitude Interior
Se dedico agora todo um capítulo à atitude do terapeuta, seja ela interior ou exterior, é porque essa atitude vai ter um papel de grande importância na execução do tratamento. É fácil entender que tratamentos voltados para os corpos sutis exigem de quem os dispensa o alinhamento de seus atos, pensamentos e palavras, a fim de que, como sucede com um vaso de cristal, as energias que o atravessam não sejam limitadas e até mesmo obstruídas por escórias que só fariam retardar a passagem da luz.
A qualidade do tratamento dispensado vai depender da nossa qualidade enquanto seres no momento da nossa ação, pois ninguém pode atuar como terapeuta se não tentou trabalhar a si mesmo e purificar-se das próprias escórias.
Isso não significa, de modo algum, que é preciso ser perfeito para poder dispensar esse tipo de tratamento. Seria muita pretensão de minha parte julgar ter resolvido todos os meus "problemas", mas é certo que, de vida em vida, um dos meus objetivos foi sempre o de conseguir que meus diferentes corpos estivessem suficientemente sintonizados entre si para servirem de canal às energias de luz que sempre presidem qualquer tratamento.
Embora antes da época dos essênios eu já tivesse conhecimento dos tratamentos, refiro-me aos de dois mil anos atrás porque os ensinamentos dessa época são de grande precisão e Jesus, um dos meus maiores professores.
Jesus fazia uma grande diferença entre os mágicos e os enamorados do Amor. Os "milagres" realizados por estes e por aqueles pareciam idênticos, mas nos planos sutis a diferença era grande, pois a compreensão da Vida estabelecia-lhes a qualidade. Ele nos dizia, com relação à materialização de objetos, basicamente o seguinte:
"Existem duas maneiras de realizar os fatos a que nos referimos... Para a maioria dos seres, a diferença é nula, pois seus olhos de carne não captam senão os efeitos... Os mágicos projetam os raios de sua alma até o objeto de sua avidez, fazem-no sofrer uma transformação e trazem-no para o lugar onde se encontram... Eu porém dos digo: aquele que cria o faz por amor, aquele que se apropria do já criado opera pelo desejo.
"O desejo vos destruirá se não estiverdes atentos. Ele vos força a tomar sem dar nada em troca. As leis do Sem Nome são inversas às que vós estabelecestes sobre a Terra, meus Irmãos; aquele que colhe sem nada distribuir não pode senão empobrecer-se inexoravelmente... Assim, eu não vos proponho o poder, mas a compreensão. Compreender é amar. "
Se faço menção a essas palavras no capítulo das atitudes é para que se entenda melhor o que pode ser o "desejo" do terapeuta e para que não sejamos mágicos-terapeutas, mas orientadores amorosos.
O Desejo

Um ser que sofre não sofre por acaso. Através da provação por que passa, ele aprende e cresce, pois as provações são, freqüentemente, "presentes" que damos a nós mesmos, para irmos mais longe em nós e para além de nós. O sofrimento não é uma fatalidade, e certos mundos não o conhecem mais. Um acidente ou uma doença são sinais para nos fazer entender que uma parte de nós está em desacordo com a outra. São encontros impostos pela nossa vida supraconsciente que se tornarão trampolins assim que os tenhamos compreendido e resolvido. Pode acontecer, é claro, que um grande sofrimento nos faça fechar-nos como um tatu-bola sobre nós mesmos e torne mais lento o nosso caminhar. Conheço perfeitamente isso, por experiência própria, mas sei também que há sempre uma "luz no fim do túnel", mesmo que este pareça terrivelmente escuro no momento em que o atravessamos. Não quero dizer com isso que o terapeuta não possa fazer nada. Pelo contrário, ele pode nos levar a considerar o nó do "problema" que nos coube de uma perspectiva mais elevada; pode igualmente trazer os tijolos e o cimento que vão nos permitir reconstruir-nos; mas ele não poderá jamais construir no nosso lugar, percorrer o nosso caminho, porque isso somente nós podemos fazer.
Para o terapeuta, o desejo de curar freqüentemente está ligado ao fato de querer ser indispensável. Saber que sem nós uma pessoa não pode sair da situação em que se encontra, ou antes que nós podemos tirá-la dessa situação, é uma questão de orgulho. Queremos ser, nesta terra, indispensáveis, úteis, ou seja, valorizados, e se achamos que não temos capacidade para tal, preferimos tornar-nos marginais, no sentido relativo do termo, que para mim significa, neste caso, ser contra a sociedade, porque não encontramos nela o nosso lugar. Eu, particularmente, defendo uma outra forma de marginalidade, principalmente interior, e que nos deixa a possibilidade de dizer "sim" ou "não" por genuína escolha.
Pelo "desejo" nós existimos, mas não "somos". Sejamos nós mesmos no mais profundo do nosso ser, e estejamos bem certos de que ninguém cura ninguém. Essa afirmação pode parecer a você ousada ou fora de lugar, mas vidas e vidas passadas tratando das pessoas permitiram-me compreender isso tudo profundamente. Podemos aliviar, ajudar, trazer elementos que contribuem para a cura, mas a Cura propriamente dita, a Vida e a Morte não dependem de nós.
Certos doentes não querem se curar; desejam-no, é claro, superficialmente, mas a doença apresenta-se a eles como uma proteção e, embora ilusória, parece dar sentido à existência. Outros não vêem como sair do "impasse", que nunca existe de fato, e no mais profundo de si mesmos, muitas vezes inconscientemente, preferem morrer. São muito numerosos também os que partem curados para outros mundos, pois o nó que existia neles dissolveu-se afinal. Não temos dados suficientes para saber o que é bom ou justo neste ou naquele caso e, se desejarmos dar o melhor de nós mesmos a quem pede a nossa ajuda, isso nos levará a uma grande humildade.
A luz que passa através de nós no momento dos tratamentos, a qualidade do amor que vamos poder dar, esse é o nosso "trabalho".
O "desejo" toma muitas vezes a aparência de amor, da mesma forma que se confunde freqüentemente a emoção, que parte do terceiro chakra, com o amor, que parte do quarto; confunde-se também afeição com amor. Evidentemente, pode haver diferentes formas de amor e algumas podem ser coloridas por outros sentimentos, mas o Amor com A maiúsculo não tem família nem fronteiras, nem obrigações nem coloração. Ele E, e freqüentemente quem o pratica nem mesmo sabe que o pratica porque está mergulhado nele; ele é Amor. Isso é exigido de nós como algo fundamental.
O julgamento

Numa aldeia dos índios hurons, li esta frase que ficou gravada em minha mente:
"Grande Manitu, não me deixes criticar o meu vizinho por tempo muito prolongado, da mesma forma que eu não usaria seus mocassins durante uma lua inteira. "Isso nos leva a uma outra qualidade que devemos desenvolver como terapeutas.
A Compaixão

Por ocasião da minha aprendizagem, na época essênia, os Irmãos ensinaram-me como respirar no ritmo do ser que sofre. Eu sabia que poderia, dessa forma, pouco a pouco, identificar-me com ele e, sem adquirir o seu mal, vivê-lo interiormente. Essa etapa é indispensável, pois vai permitir captar a fonte do mal, depois desviá-la para o nosso corpo de luz antes de transmutá-la com toda a força do nosso coração e da nossa vontade.
Ter compaixão não significa naufragar com o outro, mas amá-lo suficientemente para saber o que ele sente. E compreender o que ele é sem julgá-lo; é sentir o que ele sente sem a emoção que o invade. Cada um de nós pode encontrar múltiplas definições para a palavra "compaixão". Na verdade pouco importa sua definição, desde que se saiba durante alguns minutos ser Ele, esse outro eu que sofre e nos chama.
"Aquece o teu coração, faz brilhar as tuas mãos e não haverá nem dor que possa desenvolver a sua espiral, nem mal que continue a tecer a sua teia...", ensinavam ao pequeno Simon os irmãos do Krmel.
A Transmutação

Diante da doença existe uma lei universal que aprendi na época de Jesus e que ponho sempre em prática: não se destrói o mal. É nossa alma que permite a sua existência por causa das suas próprias fraquezas; devemos, então, não aniquilá-lo ou afastá-lo, mas substituí-lo pela luz que, ao tomar o seu lugar, transmutará a sombra.
Essa noção deve estar sempre presente quando praticamos, pois, ao utilizar o tipo de método ensinado aqui, nosso estado de espírito assemelha-se àquele do alquimista que vai transformar o chumbo em ouro. Nosso intuito não é destruir, arrancar, retirar o que quer que seja; operamos no amor e por amor, e é a luz que o compõe que deverá, pouco a pouco, substituir as zonas de sombra que deixamos instalarem-se em nós. Pode acontecer de certos terapeutas, e mesmo certos doentes, odiarem o mal que carregam ou que pensam que devem combater. Trata-se de um erro grosseiro, mesmo que compreensível, humanamente falando. Também neste caso é preciso impregnar-se das leis cósmicas que, invariavelmente, continuam sua trajetória para além de nossa compreensão. Quanto mais enviarmos pensamentos de ódio, de cólera, de rancor a quem nos machuca, tanto mais reforçamos a ação dessa pessoa e enfraquecemos a nossa. Lembrando o itinerário de viagem das formas-pensamento, fica mais fácil compreender como um pensamento de ódio vai atrair para nós outros pensamentos do mesmo tipo e nos embrutecer consideravelmente, obscurecendo por um momento a luz com que poderíamos nos reconstruir interiormente. Além disso, essa forma-pensamento vai alimentar e entreter o mal contra o qual lutamos muitas vezes sem muita habilidade.
Lembro-me da época da guerra do Golfo. Os pensamentos de ódio disparavam na direção de Saddam Hussein e, nessa ocasião, as pessoas com quem costumamos trabalhar nos diziam: "Se vocês envolverem esse ser em ódio, esses pensamentos reforçarão a ação dele no sentido da maldade. Se vocês lhe enviarem pensamentos de paz, a ação dele será por eles enfraquecida, pois não encontrará mais o alimento que a compõe... "
Cabe a nós, portanto, saber o que queremos; e se nem sempre podemos, num primeiro: momento, agradecer à doença pelo caminho que nos obriga a percorrer, evitemos ao menos alimentá-la.
Atitude Exterior
"Boa vontade não basta..."Considero difícil estabelecer uma separação entre atitude interior e atitude exterior. As duas estão estritamente ligadas e se sustentam, mas é necessário abordar o lado mais técnico, ao menos para quem está começando. A técnica não é, na verdade, senão um suporte para alguma coisa que está além de nós e que aos poucos há de instalar-se em nós. Entretanto, vi muito freqüentemente pessoas animadas de enorme boa vontade fazerem qualquer coisa a pretexto de ouvir o coração. Somos feitos de diversos elementos e não devemos negligenciar um deles em proveito de outro. O estado psicológico está a nosso serviço, nossa vontade também está e nós devemos utilizá-los como tais.
"De boas intenções o inferno está cheio" - é um ditado popular de muito bom senso. Aqui também reforço o meu alerta: para tornar-se um bom terapeuta, boa vontade não basta! Mesmo que todo o Amor do mundo esteja latente em você, é preciso ainda fazê-lo florescer e aceitar humildemente a aprendizagem necessária e os conhecimentos dos mundos sutis que impossibilitam virmos a transgredir certas leis sem sofrer ou provocar conseqüências.
Atualmente, os habitantes da Terra, em sua grande maioria, funcionam no nível do terceiro chakra. Isso significa que muitas vezes o nosso modo de amor é humano demais e perpassado de emotividade. Esse amor, por mais válido que seja, não nos vai proporcionar o necessário distanciamento, a ponto de nos isentar de aprender. Da mesma forma que um excelente pianista pode improvisar com sucesso, se quiser, porque antes estudou suas escalas, assim também cada terapeuta poderá ir além das técnicas para proclamar o que sente profundamente, desde que tenha algo a ultrapassar, isto é, desde que tenha, ele também, "estudado suas escalas".
É sempre muito curioso ouvir pessoas que pensam que podem fazer qualquer coisa a pretexto de alcançar planos mais sutis do que aqueles nos quais costumamos "trabalhar". Buscar o "sutil" não significa caminhar ao acaso, ou agir conforme o humor ou a disposição do momento. Temos em nós todas as capacidades e podemos despertá-las, mas o "abandonar-se" é algo que se aprende, a "neutralidade" também, assim como a "compaixão". Certamente não aprendemos a desenvolver isso tudo da mesma forma que aprendemos matemática ou história. As lições são sempre muito práticas e a vida se encarrega de colocá-las no nosso caminho até que tenhamos compreendido o que tínhamos para aprender... Mas trata-se sempre de um aprendizado e não podemos deixar de considerá-lo; da mesma forma que, para aprender a ler e a escrever, precisaremos de um pouco de tempo e de perseverança, mesmo fazendo dessa atividade algo agradável, o que é o ideal.
Depois desse alerta, passo a lhe propor alguns "pontos de referência" no tocante à posição a assumir por ocasião dos tratamentos.
Particularmente, prefiro, hoje em dia, realizar o tratamento usando um colchonete colocado diretamente sobre o chão; mas algumas pessoas, terapeutas ou pacientes, podem ter dificuldade para se movimentar nessa posição. Nesse caso, uma mesa de tratamento dará conta plenamente da tarefa.
O paciente deverá estar em trajes íntimos, ou pelo menos vestindo roupas de algodão para evitar interferências, e não deve cruzar pernas ou braços a fim de não cortar os circuitos de energia. Deve também, pelas mesmas razões, tirar relógio e jóias. Não há nisso nada de excepcional ou esotérico; é fácil compreender que o cruzamento das pernas pode dificultar a circulação do sangue, acontecendo o mesmo com relação às energias nos planos mais sutis.Quem administra o tratamento deve estar de pé junto do paciente, se este estiver deitado em um leito ' ou mesa de tratamento, e sentado na posição de lótus ou de joelhos, se o paciente estiver deitado sobre um colchonete apoiado diretamente no chão. A coluna vertebral do terapeuta deverá estar o mais reta possível para que as energias com que trabalha circulem mais facilmente.
Depois de ter-se deixado envolver pela calma e pela neutralidade, o terapeuta, pode e deve dirigir-se ao paciente para que este se sinta confiante e invadido por uma benfazeja serenidade. A beleza e a simplicidade do lugar poderão sem dúvida contribuir para que se instale esse oportuno bem-estar. A partir desse instante preciso, tem início a verdadeira preparação para os tratamentos, de que falarei detalhadamente a seguir.
Autor: Anne Meurois-Givaudan




















