Sempre fui contra estes dias especiais, totalmente inseridos no modelo consumista de uma sociedade para lá de falida, hipócrita em seus costumes, crenças e valores.
Gosto do lado espontâneo da vida onde os atos e as celebrações partem da vontade do coração.
No entanto, já que o tema é este, quero compartilhar a homenagem que presto diariamente à três aspectos do feminino divino...à Mãe do Céu, à Mãe da Terra e à Mãe do Coração.******
À Mãe do Céu, minha amada Nossa Senhora de muitos nomes:
Desde muito pequena eu me sinto amparada e amada por esta doce energia. Lembro ainda quando, em momentos para os quais não encontro definição, eu me sentava na capelinha da escola. Era toda azul, com vitrais multicoloridos e no altar havia uma imagem de Nossa Senhora das Graças. Permanecia ali sentada quieta percebendo o silencio amoroso. Fazia isso por me sentir bem. Por instantes eu tinha a nítida impressão de que me sorria...eu só fui conhecer o nome dessa Nossa Senhora muitos e muitos anos depois. Na época eu era totalmente inocente. Estava ali amando por amor!
Não posso me esquecer desses instantes sagrados.
Hoje não freqüento mais nenhuma capelinha, no entanto acordo todos os dias com a certeza de estar em companhia dessa doce luz assim como não durmo sem lhe dar um beijo agradecido.
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Pietá de Michelangelo...
uma réplica dessa imagem ficava na mesinha de cabeceira da minha Mãe por ser uma das obras que mais amava
À minha Mãe da Terra:
A mulher que me carregou no ventre e que escolheu o lindo nome que tenho. A mulher que apesar de toda a sua sensibilidade feminina fez o papel de Pai. Provedora e mantenedora da fartura em minha infância e adolescência. Ao lado dela desconhecia o aspecto de falta e necessidade. Não era melada, não mimava, amava do jeito dela. Jeito esse que só fui compreender muito pouco tempo antes do seu falecimento. Apesar de não estar mais aqui entre nós, está presente na maioria dos meus pensamentos e sentimentos do dia a dia.
Vejo-a atuando através de mim.
A parte do seu corpo físico que eu nunca esqueci são as suas mãos. Mãos de artista, que costuraram meus sonhos, que pintaram alegrias, mãos criadoras das comidas gostosas, mãos mágicas que transformavam tudo, pois eram capazes de criar belezas, criar instantes únicos e sagrados!
Lhe envio hoje, agora e sempre a plenitude do meu Amor Divino e o mais profundo sentimento de Gratidão.
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À minha Mãe do Coração:
A mulher que fez o papel de Mãe, que me carregou no colo.
Que me ensinou a andar, a falar e a ler.
Que esteve ao meu lado em todos os momentos do meu crescimento.
Que chorava e ria comigo.
Que agüentou as infindáveis perguntas de uma mente curiosa por demais.
Que me apresentou à Mãe Natureza, ao mundo encantado das lendas, dos mitos, do lado melhor e maior da vida!
Que me introduziu ao mundo dos sonhos e de todas as possibilidades.
A Mãe que me ensinou a ser uma mulher de verdade...quase Amélia...
Uma mulher que entendia que todos os instantes da vida eram por demais preciosos para serem ignorados.
A parte do seu corpo físico que eu nunca esqueci são os seus olhos. Olhos de olhar profundo de quem sabe ler a alma, de quem sabe tudo. Olhos doces e meigos de uma Mãe zelosa. Foi daquelas mulheres eternamente Mãe. Esse era o seu dom!
Receba hoje, agora e sempre meu coração minha amada Avó, aonde quer que esteja.
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E para todas as mulheres mães que por aqui passarem desejo que sejam felizes hoje, agora e sempre.
Astrid Annabelle
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