Nesses tempos onde as verdades abundam
"precisamos tomar cuidado com nosso
excesso de entusiamo e um certo radicalismo ao colocar o que acreditamos
ou pregamos para o mundo."
*
[...] "É uma arte: colocar pontos de vista diferentes, frente a frente, para
serem analisados, sem que isto vire uma luta, mas que através do diálogo
seja uma forma saudável de
CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO.
Paulo
Freire, um dos maiores pensadores de todos os tempos, dizia que a
educação era uma construção coletiva, onde todos, inclusive os
professores, estavam sujeitos à transformação na troca de saberes.
Aliás, o professor seria o primeiro a ter que aprender com sua turma:
valorizando seus saberes, suas formas de ver o mundo, mas ao mesmo
tempo, de forma respeitosa e participativa, coloca as pessoas frente a
frente, para problematizar a realidade vivida, e assim pensar em ângulos
nunca antes pensados.
Desta forma, deixa-se de lado o que Freire
chamava de “educação bancária” (quando uma pessoa é legitimada pelo
status quo, expondo títulos de saber, e se colocando como dono exclusivo
do “saber legítimo”, vendo alunos como meros despositários de seu
saber, ausentes do processo, como meros ouvintes passivos).
Mas para
isto, é preciso duas coisas, ainda segundo nosso grande mestre:
1)
humildade para sair do lugar de poder do saber, como o detentor do
“saber legítimo”, respeitando, tendo reverência ao saber adquirido por
pessoas que podem não ter frequentado os mesmos “templos do conhecimento
oficial” que nós frequentamos, mas que, talvez, por não terem sido
“amestrados” pelo nosso sistema de ensino formador de elites e de
subalternos, tenham outras soluções, propostas de vida mais simples ou
criativas, mas que muitas vezes torcemos o nariz por não serem
“eruditos”, amestrados como papagaios para dizerem as belas palavras que
dizemos todos os dias. Enfim, quem quer ensinar, precisa primeiro ter
alegria e humildade para aprender com cada ser que se coloque à sua
frente, pois em cada um reside saber adquirido, sofrimentos, soluções
que muitas vezes desconhecemos ou ignoramos, por não fazerem parte de
nosso sistema de crenças.
2) Amar o outro incondicionalmente. Quando se
diz isso, é como uma premissa essencial; educar, segundo Freire, é um
ato de amor, significa ajudar pessoas, através de seus próprios saberes,
a olhar para ângulos de seu próprio saber nunca olhados, valorizados, e
em confronto com outros saberes, tecer novos saberes, problematizados,
expandidos, e assim valorizar o aprendizado, se sentindo participante do
processo, que é mais do que aprender e acumular saber, mas expandir
significados e enriquecer sua experiência de ser-no-mundo. Isto tem um
nome maravilhoso: construção de conhecimento.
Estou ouvindo ou
filtrando a realidade de acordo com o que quero que ela pareça, uma
extensão de meus tão “elevados” saberes?
Estou conversando ou estou numa
disputa sofista de saberes, apenas para nutrir meu ego e tentar
subjulgar o outro?
Então, hoje, temos duas vias: ou podemos ter ricas
trocas (incluindo ainda contatos com exterior, estudos mais aprofundados
– acadêmicos, de idiomas, ou filosóficos, espirituais, etc), ou podemos
ter um dia de discussões egóicas, estéreis, rodando em círculos, que só
criarão mais inimizades e separação entre as pessoas.
Será que
precisamos disto para sermos alguém?
Será que precisamos “destruir” o
saber do outro, para que nos sintamos mais seguros com o que dizemos
acreditar e seguir?
Se esta última afirmação é real, está na hora de
revisar urgentemente seu lugar no mundo....
Desça do trono, converse,
você pode se sentir mais humano, quem pensa diferente de você não é seu
inimigo. Mudando esta disposição, descobrimos que todos os seres que
estão ao nosso redor (inclusive os que chamamos de “irracionais”) podem
ser, sem a menor dúvida, fontes de experiências, saberes, emoções. Tudo
fica rico aos olhos ricos, tudo é abundante a quem acolhe.
Bom dia a
todos."
*
TEXTO ACIMA DE
*
LEMBRANDO QUE...
Cabe agora a cada um SENTIR a verdade de TODOS
"....os
ensinamentos a nível interior e buscar realmente a tão necessária
transformação, seguindo o exemplo da lagarta da borboleta.
Mesmo ela
sendo uma lagarta, feia, rastejante e que se alimenta de matéria
(folhas), em determinado momento, entra em uma fase de introspecção
dentro do seu casulo e passa por uma metamorfose total. Saindo de lá,
tempos depois, não mais uma lagarta, mas uma linda borboleta, leve,
suave, com asas para voar e passando a se alimentar de pólen de flores.
Ou seja, até mesmo seu alimento se tornou muito mais sutil. Essa
metamorfose da lagarta para a borboleta é o maior símbolo da
transformação do ser humano que deixará para trás sua origem primitiva
de homem das cavernas cuja “sombra” ainda o acompanha mantendo em sua
consciência instintiva os desejos primitivos mais sórdidos como, por
exemplo, os da alimentação carnívora, para passar a um ser superior,
leve, suave, sutil e amoroso, porém extremamente poderoso mental e
emocionalmente.
Então podemos dizer que a partir dai passou a
existir na Terra o SER HUMANO de verdade. Pois até agora não passa ainda
de um mero rascunho. O homem de hoje é, na verdade, um esboço de mal
traçadas linhas diante do que será em um futuro ... "
*
TEXTO ENTRE ASPAS DAQUI
*ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA*
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