Navegam ao meu lado...

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
Antoine de Saint Exupéry

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Cristo é a operação combinada — o encontro do finito com o infinito, tempo e eternidade se encontrando e se fundindo. Osho

TENHA UM TEMPO FELIZ!

"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...
...POR TODOS OS QUE AMOROSAMENTE SEGUEM ESTE BLOG!
"O ser integral conhece sem ir,
vê sem olhar e realiza sem fazer."

Lao Tzu

♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido

POIS É...

POIS É...

"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

PERDÃO

  
PERDÃO!

Outro dia eu estava aqui pensando que preciso colocar umas coisas no lixo, mas preciso, antes disso, dizer-lhes adeus definitivamente. Ah, se fosse tão fácil quanto trocar o lixo da cozinha!

Sabe, às vezes sinto como se tivesse vivido uma vida muito longa, de tantas histórias que tenho para contar e de tantas lembranças que povoam meus pensamentos, algumas acariciando meu espírito e outras atormentando o meu coração. Dois filhos, um casamento de quase oito anos finalizado há dez anos atrás e meu casamento atual, que já está com quase seis anos além de muitas, mas muitas experiências profissionais vividas até aqui.

Há histórias boas, histórias ruins, algumas felizes e outras tristes. Mas são apenas 35 anos! É, incrível mesmo! Jovem demais para todo este acúmulo de experiências e... infelizmente de mágoas também.

Meu marido, muito amado e admirado por mim, além de um grande exemplo em minha vida, tem insistentemente falado comigo à respeito do PERDÃO (é, em caixa alta mesmo!).

O que será o tal do PERDÃO? À primeira vista parece simples, né? “ – Ah, como sou boazinha! Eu te perdôo, afinal! - E como num toque de varinha de condão, todos acabam felizes para sempre!” Bacana, né? Só que não é assim. Isso aí é mentira, como a maior parte das coisas que externamos junto às pessoas do nosso convívio.

A gente diz que perdoa, volta ao convívio normal com aquele(a) amigo (a) ou familiar, e age como se nunca tivesse acontecido algo de ruim. Até o dia em que a tal pessoa resolve te chutar a canela de novo, ou, sem intenção, atravessa de mau jeito o seu caminho em um dia ruim para você. São três segundos até a sua antiga mágoa com esta pessoa ressurgir em sua mente e sair por sua boca em forma de acusação. E o gatilho que antes era de um revólver calibre 38, vira rapidamente o de uma espingarda calibre 12. Geralmente depois disso, não há remendo possível para este relacionamento. Ah, e você não é mais bonzinho(a). Viu que beleza?

Por isso eu penso que nunca experimentei o PERDÃO verdadeiro, porque segundo relatou meu marido, o mesmo é uma grande bênção, porque pode-se igualar à sensação da retirada de um grande abcesso inflamado, trazendo alívio e cura para o coração e, por conseguinte, para a alma.

E, quando o PERDÃO verdadeiro acontece, disse-me ele, a mágoa nunca mais retorna, embora a memória não possa ser apagada. Mas a dor se vai, e a forma como aquilo nos afeta muda, transforma-se. Deve ser parecido com a maneira como perdoamos aos nossos filhos. Por pior que seja a atitude deles, sempre os olharemos com “olhos frescos”, porque sempre há uma segunda, terceira e quarta chance para eles em nossos corações. Claro que há aberrações de todos os tipos neste mundo – pais que odeiam filhos e filhos que não suportam os pais, por uma vida inteira e de corpo e alma, mas não estou falando disso aqui. Aliás, prefiro não falar mesmo.

Resolvi fazer uma lista das pessoas que estiveram presentes em minha vida em situações de mágoa e isso inclui quando eu fui o pivô da mágoa também. Caramba! Fiquei até com medo!!! Deixei a lista de lado e vim escrever este texto, claro, pensando em publicá-lo e em buscar algum tipo de aceitação para os meus pensamentos junto à você que está lendo-o agora, talvez para me sentir mais humana. Vim buscar através deste escrito um pouco de redenção... Porque são mágoas demais! Um peso gigantesco!

Um emaranhado de sucessões de erros e atitudes egoístas que me feriram e me levaram a ferir outras pessoas também, machucando meu coração profundamente.

Só que estou tentando me convencer que isso não é para sempre, que não é irreversível. Não deve ser. Não tem que ser. Não pode ser... E eu não quero que seja!

Pelo menos uma vez na vida já tivemos o desejo secreto de zerar as nossas vidas e apagar as nossas memórias, para começar de novo, tudo de novo.

Relacionamentos, atitudes, posturas, correções de caráter, correções na(s) filosofia(s) de vida. Daí, vem algum "mané" (dentro ou fora de nós) e nos diz: “Isso é impossível!” E, quer saber o pior? Nós acreditamos!

Só que é possível sim. Olhem um exemplo: quando viajamos levamos todos os objetos que há em nossa casa em uma mala? Claro que não. Levamos apenas o que usaremos na viagem, daquele ponto em diante, durante a mesma. Vale dizer que no meu caso, a mala de verdade tem sido cada vez menor, porque cansei de ficar tropeçando no caminho com uma bagagem mais pesada que eu, sem brincadeira!

Então, não deve ser tão difícil imaginarmos uma mala de viagens que vamos chamar de “VIDA NOVA” e colocar dentro dela apenas o que pretendemos realmente usar daqui prá frente. Ninguém (ou quase ninguém, quero crer!) vai levar numa viagem, por exemplo, meias velhas e furadas, a casinha antiga do cachorro ou um parafuso enferrujado! (É, boa! Vou chamar as minhas mágoas a partir de hoje de “meias velhas e furadas”. Tá vendo, para mim a redação sempre foi uma grande terapia!KKKkkkKKKK)

Nossas roupas e objetos velhos não podem “nos perseguir” virtualmente e entrar em nossa mala real de viagens. Então, quando nossos pensamentos forem assaltados por tranqueiras desse tipo, é só balançarmos os ombros e lembrar que coisas não andam sozinhas, e não estão em nossas vidas sem que as tenhamos pegado, ao invés de acreditarmos no ”mané” que diz que não podemos renovar as nossas vidas, carregando enfim somente o necessário.

Acabei de criar para mim mesma uma nova técnica de treinamento mental-emocional! Uhuull! Mas, agora fora de brincadeira: vou tentar fazer isso de verdade. É uma questão de sobrevivência. A mágoa é como um veneno ministrado gota à gota e, à longo prazo, causa estragos grandes. Os meus já começaram, tenho sentido, e ainda está em tempo de fazer algo, de buscar a cura.

Não digo que isso me fará capaz de perdoar de verdade, às pessoas e à mim mesma, aliás, em primeiro lugar. Não digo que encontrei a fórmula mágica. Mas digo que encontrei um chão firme para tentar um primeiro passo: a vontade!

Espero que você que está tendo a gigantesca paciência e inegável curiosidade de ler isto até o fim consiga também fazer sua minúscula "mala de viagem” e colar nela um adesivo bem grande e chamativo, para você não perdê-la de vista, onde estará escrito “MINHA VIDA NOVA ”.

Boa sorte para nós! =)))))
*
TEXTO DE ANA LUIZA ZANICHELLI PROGIN
 
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Jesus O Terapeuta



No livro “O Espírito da Saúde”, de Lise Mary há este texto de Jean-Yves Leloup

sobre Jesus e os terapeutas, de uma beleza rara:

“Inicialmente os Terapeutas de Alexandria cuidavam do corpo. Nos Evangelhos muitas questões são colocadas sobre este momento da imposição das mãos. A importância da mão através do tocar, através da simples imposição, deixando passar através dela a energia da cura. Jesus é um terapeuta que tem mãos e pede a seus discípulos que imponham as mãos sobre os doentes. Na tradição dos Antigos há um texto que também é encontrado no Evangelho de Tomé, o qual nos diz que temos uma mão na nossa mão. E esta é uma palavra da qual precisamos nos lembrar quando acompanhamos um doente. Porque temos a nossa mão, com o seu conhecimento e a sua competência, mas através dessa mão flui a grande mão da vida.

Jesus cuidava também dos doentes através de sua saliva... Jesus trata os doentes com suas mãos, com sua saliva e também com suas lágrimas...

... Quando Jesus despertava, naqueles que encontrava, o coração de pedra, ou um coração fechado pelo medo e pela recusa, este coração se liquefazia no amor. Por isso dizemos que Jesus era um Terapeuta no sentido físico do termo.

Jesus era também um Terapeuta da alma e da psique. Ele transformava as pessoas em seres capazes de perdão. Perdoar é parar de identificar o outro com as consequências negativas de seus atos e parar de nos identificar com as consequências negativas de nossos atos. Esta é a própria função do terapeuta. Diante de alguém que está fechado em suas memórias e fechado no encadeamento de causas e efeitos de seus atos, é preciso recolocá-lo em marcha na direção da vida."

Esta é uma bela tradição das bem-aventuranças e, em hebraico, pode-se traduzir bem-aventurado por "Em Marcha!", como tão bem o fez André Chouraqui.

"Em marcha os humilhados do Sopro!...

Em marcha os humildes!...

Em marcha os famintos e sedentos de justiça!.

O ensinamento de Cristo é um convite à caminhada, a ir mais longe, a não se fechar no destino da doença, no destino social. Trata-se, pois, de reabrir a nossa capacidade de ir mais longe.

Jesus é também terapeuta no sentido espiritual do termo, no momento em que ensina seus discípulos a orar. Orar não é recitar preces, mas entrar em relação e em intimidade com a própria fonte do seu ser.

Então Jesus mostrava-se Terapeuta ao ensinar que pela prece o homem podia religar-se à sua fonte. Sabe-se que muitos sofrimentos e doenças ocorrem porque o homem se sente cortado da fonte do seu ser, cortado do seu desejo essencial, cortado do desejo essencial da vida que corre através dele. Quando ele se religa a esta fonte, a cura pode ocorrer. Esta cura ocorre também na comunidade, cada um na religião que é a sua, através do provar de sua própria fonte.”

Reflexão:

1 – O que ser um terapeuta significa para você?

2 – O que pensarei hoje como terapeuta para curar o planeta e trazer paz, alegria e justiça?

3 – O que falarei hoje como terapeuta para curar o planeta e trazer paz, alegria e justiça?

4 – O que farei hoje como terapeuta para curar o planeta e trazer paz, alegria e justiça?

5 – O que significa para ti o convite do Mestre Jesus: “Quando andares por terras estranhas, cure os que estiverem feridos?”

6 – Qual o teu papel, tua missão no planeta? Quando a existência te deu o dom de ser um terapeuta foi para quê?

Fonte AQUI


ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA




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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Isso é para você...

Hoje eu gostaria de falar sobre o seu Eu Criança!
É claro que, quando falo da criança interior, existe muito a ser dito. Existem muitas facetas dessa criança que mora dentro de você e, acredite, muitas delas precisam ser urgentemente curadas. Mas neste artigo quero falar da "Criança Sagrada", porque sem ela nos tornamos meros homens-robô cumpridores de tarefas.
Sem ela a vida se torna chata e monótona e nada parece nos interessar de verdade.
Um dia você foi pequenininho, lembra?
E tudo ao seu redor era novo, grande e encantador.
Talvez até mesmo assustador!
Naquele tempo, as coisas que hoje você acha pequenas eram os "grandes eventos" do seu dia a dia: a gota de água escorrendo na janela, o feijão que magicamente brotou do algodão, o gosto horrendo daquele óleo de fígado de bacalhau (sorte sua se não teve que passar por isso!).
Naquele tempo, antes de ter desaprendido a viver naturalmente, você era simplesmente... você. É claro que o mundo parecia um infinito campo de descobertas, cheio de mistérios, mas era exatamente a presença dos mistérios que tornava tudo tão interessante e divertido.
Você cresceu, e foi aprendendo a nomear tudo, a entender tudo e os mistérios foram sendo desvendados. Você foi se sentindo mais esperto ao dominar o mundo, as contas, as palavras, a biologia, etc, mas o que aconteceu é que você foi se perdendo daquela magia.
Deixou de perceber os círculos que o vento traçava na superfície de um lago solitário.
Deixou de perceber o som das asas dos beija-flores, deixou de perceber que, agora mesmo, enquanto você lê estas palavras na tela do seu computador, infinitas estrelas brilham em um inexplicável universo ao seu redor.
Você deixou de perceber o quanto tudo era sagrado.
Você deixou de sorrir para as pessoas, de pisar na grama, de acreditar e de chorar.
Talvez você tenha até mesmo deixado de amar, com medo de que não correspondessem ao seu amor.
Sem a presença da criança sagrada, a vida vai ficando cada vez mais chata, cinza e sem graça. Mas, acredite, não precisa ser assim.
Você pode agora mesmo fazer como antes, e sair por aí olhando as pessoas nos olhos e sendo exatamente quem você é sem se importar tanto com o que elas pensam de você.
Mas para isso você precisa reencontrar essa criança e trazê-la para bem pertinho de você.
Ela não está longe... bastam três passos!
Eu convido você a dar cada um deles comigo, agora.
Está pronto??? Então vamos lá!
1º) O primeiro passo é:
DIVERTIR-SE MAIS!
Entenda, você não está aqui, no planeta, para fazer tudo certo.
Só o que você precisa é viver as experiências que a vida lhe trouxer e aprender com elas!
Ora, toda criança sabe disso!!!
As crianças brincam, e assim aprendem um monte de coisas.
Já nós, adultos, levamos tudo tão a sério, e queremos ser sempre tão perfeitos, que tiramos toda a graça da vida.
Preste atenção:
Quando você estiver indo para uma reunião muito importante, ou para uma entrevista de emprego, ou para um primeiro encontro com alguém por quem você esteja interessado; faça de conta de que tudo se trata de uma brincadeira, e que o que realmente importa é a experiência e o aprendizado, "e não o resultado". Relaxe, seja simplesmente você mesmo e tente se divertir. Abra mão do peso, porque quando carrega esse peso nas suas costas você faz as coisas com muito mais dificuldade do que faria se estivesse leve e livre para simplesmente fluir com a vida. Ok? Então vamos para o passo número 2... que é....
2º) TER A CORAGEM DE ARRISCAR!
Eu sei, esse é um passo um pouco mais avançado.
Estamos tão acostumados a buscar segurança que contratamos o medo como nosso guia para as decisões de nossa vida.
Mas que sentido faz viver uma vida conduzida pelo medo?
Temos medo de errar, medo de nos frustrar, medo do futuro, medo até mesmo de acertar...
Mas a verdade é que não há vida sem risco. Não mesmo!
Sem risco a vida é apenas uma repetição monótona daquilo que já conhecemos.
Você precisa sair do curso de vez em quando, escolher um caminho diferente, provar novos sabores, agir de maneiras diferentes. Arrisque dizer o que sente, ir atrás do que quer, acreditar que é capaz!
Certa vez li em um livro algo assim:
"Loucura é querer obter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa".
É verdade. Olhe para a sua vida! Ela é resultado daquilo que você sempre fez.
Se quiser mudar algo nela, trate de arriscar fazer algo diferente!
Pronto para o último passo???
3º) AMAR ...
Simples assim.
Quantas vezes ficamos presos em bifurcações sem saber o que decidir?
E nessa indecisão acabamos causando dor.
Machucamos a nós mesmos e aqueles que estão ao nosso redor.
Mas as coisas ficam mais simples quando nos dispomos a simplesmente amar.
Talvez você possa simplesmente se perguntar: "Qual é a decisão mais amorosa? "
Entenda que uma decisão amorosa sempre acaba sendo a melhor para todos os envolvidos, mesmo que não pareça ser assim. É incrível a enorme quantidade de força que recebemos quando começamos a exercitar isso em nossa vida. De repente descobrimos que não precisamos mais ficar paralisados frente a cada escolha, a cada bifurcação em nosso caminho de vida. Nos movemos, e no movimento aprendemos, crescemos e nos sentimos novamente vivos.
A Criança Sagrada desperta de novo em nossa vida, e o mundo se torna subitamente cheio de mistérios a serem desvendados.
Tenha certeza, a vida estará a seu lado!
Agora é com você!
Lembre-se:
São apenas três passos:
D.A.A.
(Divertir-se, Arriscar, Amar).
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Texto: Patricia Gebrim
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O SOM DO BLOG FOI ESPECIALMENTE ESCOLHIDO PARA ESTE TEMA
ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA



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sábado, 4 de julho de 2009

A atitude do terapeuta

"Aquele que se ocupa em tratar dos corpos vê sempre
abrirem-se as portas das almas.-
Chemins De Ce Temps-Là"

Atitude Interior
Se dedico agora todo um capítulo à atitude do terapeuta, seja ela interior ou exterior, é porque essa atitude vai ter um papel de grande importância na execução do tratamento. É fácil entender que tratamentos voltados para os corpos sutis exigem de quem os dispensa o alinhamento de seus atos, pensamentos e palavras, a fim de que, como sucede com um vaso de cristal, as energias que o atravessam não sejam limitadas e até mesmo obstruídas por escórias que só fariam retardar a passagem da luz.
A qualidade do tratamento dispensado vai depender da nossa qualidade enquanto seres no momento da nossa ação, pois ninguém pode atuar como terapeuta se não tentou trabalhar a si mesmo e purificar-se das próprias escórias.
Isso não significa, de modo algum, que é preciso ser perfeito para poder dispensar esse tipo de tratamento. Seria muita pretensão de minha parte julgar ter resolvido todos os meus "problemas", mas é certo que, de vida em vida, um dos meus objetivos foi sempre o de conseguir que meus diferentes corpos estivessem suficientemente sintonizados entre si para servirem de canal às energias de luz que sempre presidem qualquer tratamento.
Embora antes da época dos essênios eu já tivesse conhecimento dos tratamentos, refiro-me aos de dois mil anos atrás porque os ensinamentos dessa época são de grande precisão e Jesus, um dos meus maiores professores.
Jesus fazia uma grande diferença entre os mágicos e os enamorados do Amor. Os "milagres" realizados por estes e por aqueles pareciam idênticos, mas nos planos sutis a diferença era grande, pois a compreensão da Vida estabelecia-lhes a qualidade. Ele nos dizia, com relação à materialização de objetos, basicamente o seguinte:
"Existem duas maneiras de realizar os fatos a que nos referimos... Para a maioria dos seres, a diferença é nula, pois seus olhos de carne não captam senão os efeitos... Os mágicos projetam os raios de sua alma até o objeto de sua avidez, fazem-no sofrer uma transformação e trazem-no para o lugar onde se encontram... Eu porém dos digo: aquele que cria o faz por amor, aquele que se apropria do já criado opera pelo desejo.
"O desejo vos destruirá se não estiverdes atentos. Ele vos força a to­mar sem dar nada em troca. As leis do Sem Nome são inversas às que vós estabelecestes sobre a Terra, meus Irmãos; aquele que colhe sem nada distribuir não pode senão empobrecer-se inexoravelmente... Assim, eu não vos proponho o poder, mas a compreensão. Compreender é amar. "
Se faço menção a essas palavras no capítulo das atitudes é para que se entenda melhor o que pode ser o "desejo" do terapeuta e para que não sejamos mágicos-terapeutas, mas orientadores amorosos.

O Desejo

Freqüentemente, e de forma sutil, infiltra-se em nós o desejo de aplicar um tratamento, e está aí muitas vezes a pedra de tropeço em nosso caminho. Todos nós desejamos que a pessoa que nos procura se cure e, mais ainda, que "nós" possamos curá-la, proporcionar-lhe o alívio que ela veio buscar junto de "nós". Isso parece de uma lógica absolutamente inevitável. Entretanto...
Um ser que sofre não sofre por acaso. Através da provação por que passa, ele aprende e cresce, pois as provações são, freqüentemente, "presentes" que damos a nós mesmos, para irmos mais longe em nós e para além de nós. O sofrimento não é uma fatalidade, e certos mundos não o conhecem mais. Um acidente ou uma doença são sinais para nos fazer entender que uma parte de nós está em desacordo com a outra. São encontros impostos pela nossa vida supraconsciente que se tornarão trampolins assim que os tenhamos compreendido e resolvido. Pode acontecer, é claro, que um grande sofrimento nos faça fechar-nos como um tatu-bola sobre nós mesmos e torne mais lento o nosso caminhar. Conheço perfeitamente isso, por experiência própria, mas sei também que há sempre uma "luz no fim do túnel", mesmo que este pareça terrivelmente escuro no momento em que o atravessamos. Não quero dizer com isso que o terapeuta não possa fazer nada. Pelo contrário, ele pode nos levar a considerar o nó do "problema" que nos coube de uma perspectiva mais elevada; pode igualmente trazer os tijolos e o cimento que vão nos permitir reconstruir-nos; mas ele não poderá jamais construir no nosso lugar, percorrer o nosso caminho, porque isso somente nós podemos fazer.
Para o terapeuta, o desejo de curar freqüentemente está ligado ao fato de querer ser indispensável. Saber que sem nós uma pessoa não pode sair da situação em que se encontra, ou antes que nós podemos tirá-la dessa situação, é uma questão de orgulho. Quere­mos ser, nesta terra, indispensáveis, úteis, ou seja, valorizados, e se achamos que não temos capacidade para tal, preferimos tornar-nos marginais, no sentido relativo do termo, que para mim significa, neste caso, ser contra a sociedade, porque não encontramos nela o nosso lugar. Eu, particularmente, defendo uma outra forma de marginalidade, principalmente interior, e que nos deixa a possibilidade de dizer "sim" ou "não" por genuína escolha.
Pelo "desejo" nós existimos, mas não "somos". Sejamos nós mesmos no mais profundo do nosso ser, e estejamos bem certos de que ninguém cura ninguém. Essa afirmação pode parecer a você ousada ou fora de lugar, mas vidas e vidas passadas tratando das pessoas permitiram-me compreender isso tudo profundamente. Podemos aliviar, ajudar, trazer elementos que contribuem para a cura, mas a Cura propriamente dita, a Vida e a Morte não dependem de nós.
Certos doentes não querem se curar; desejam-no, é claro, superficialmente, mas a doença apresenta-se a eles como uma proteção e, embora ilusória, parece dar sentido à existência. Outros não vêem como sair do "impasse", que nunca existe de fato, e no mais profundo de si mesmos, muitas vezes inconscientemente, preferem morrer. São muito numerosos também os que partem curados para outros mundos, pois o nó que existia neles dissolveu-se afinal. Não temos dados suficientes para saber o que é bom ou justo neste ou naquele caso e, se desejarmos dar o melhor de nós mesmos a quem pede a nossa ajuda, isso nos levará a uma grande humildade.
A luz que passa através de nós no momento dos tratamentos, a qualidade do amor que vamos poder dar, esse é o nosso "trabalho".
O "desejo" toma muitas vezes a aparência de amor, da mesma forma que se confunde freqüentemente a emoção, que parte do terceiro chakra, com o amor, que parte do quarto; confunde-se também afeição com amor. Evidentemente, pode haver diferentes formas de amor e algumas podem ser coloridas por outros sentimentos, mas o Amor com A maiúsculo não tem família nem fronteiras, nem obrigações nem coloração. Ele E, e freqüentemente quem o pratica nem mesmo sabe que o pratica porque está mergulhado nele; ele é Amor. Isso é exigido de nós como algo fundamental.

O julgamento

Esse amor total não pode admitir julgamento. Neste ponto, também a fronteira é sutil entre julgamento e opinião. Emitir uma opinião, dar um parecer sobre alguma coisa ou sobre alguém é uma atitude neutra e está mais próximo de unia constatação. Emitir um julgamento é implicar-se pessoalmente na opinião, tomar partido segundo a nossa experiência, sem nos colocarmos na pele do outro. A neutralidade é uma qualidade indispensável, mas neutralidade não significará jamais indiferença ou frieza. Nós trabalhamos o amor­terapeuta e devemos fazer florescer a confiança e a paz nos seres sofredores que nos procuram.
Numa aldeia dos índios hurons, li esta frase que ficou gravada em minha mente:
"Grande Manitu, não me deixes criticar o meu vizinho por tempo muito prolongado, da mesma forma que eu não usaria seus mocassins durante uma lua inteira. "Isso nos leva a uma outra qualidade que devemos desenvolver como terapeutas.

A Compaixão

É a chave indispensável que abrirá todas as portas, mas é também a chave que temos de procurar, pois a perdemos há muito tempo!
Por ocasião da minha aprendizagem, na época essênia, os Ir­mãos ensinaram-me como respirar no ritmo do ser que sofre. Eu sabia que poderia, dessa forma, pouco a pouco, identificar-me com ele e, sem adquirir o seu mal, vivê-lo interiormente. Essa etapa é indispensável, pois vai permitir captar a fonte do mal, depois desviá-la para o nosso corpo de luz antes de transmutá-la com toda a força do nosso coração e da nossa vontade.
Ter compaixão não significa naufragar com o outro, mas amá-lo suficientemente para saber o que ele sente. E compreender o que ele é sem julgá-lo; é sentir o que ele sente sem a emoção que o invade. Cada um de nós pode encontrar múltiplas definições para a palavra "compaixão". Na verdade pouco importa sua definição, desde que se saiba durante alguns minutos ser Ele, esse outro eu que sofre e nos chama.
"Aquece o teu coração, faz brilhar as tuas mãos e não haverá nem dor que possa desenvolver a sua espiral, nem mal que continue a tecer a sua teia...", ensinavam ao pequeno Simon os irmãos do Krmel.

A Transmutação

"Não se destrói o mal... "
Diante da doença existe uma lei universal que aprendi na época de Jesus e que ponho sempre em prática: não se destrói o mal. É nossa alma que permite a sua existência por causa das suas próprias fraquezas; devemos, então, não aniquilá-lo ou afastá-lo, mas substituí-lo pela luz que, ao tomar o seu lugar, transmutará a sombra.
Essa noção deve estar sempre presente quando praticamos, pois, ao utilizar o tipo de método ensinado aqui, nosso estado de espírito assemelha-se àquele do alquimista que vai transformar o chumbo em ouro. Nosso intuito não é destruir, arrancar, retirar o que quer que seja; operamos no amor e por amor, e é a luz que o compõe que deverá, pouco a pouco, substituir as zonas de sombra que deixamos instalarem-se em nós. Pode acontecer de certos terapeutas, e mesmo certos doentes, odiarem o mal que carregam ou que pensam que devem combater. Trata-se de um erro grosseiro, mesmo que compreensível, humanamente falando. Também neste caso é preciso impregnar-se das leis cósmicas que, invariavelmente, continuam sua trajetória para além de nossa compreensão. Quanto mais enviarmos pensamentos de ódio, de cólera, de rancor a quem nos machuca, tanto mais reforçamos a ação dessa pessoa e enfraquecemos a nossa. Lembrando o itinerário de viagem das formas-pensamento, fica mais fácil compreender como um pensamento de ódio vai atrair para nós outros pensamentos do mesmo tipo e nos embrutecer consideravelmente, obscurecendo por um momento a luz com que poderíamos nos reconstruir interiormente. Além disso, essa forma-pensamento vai alimentar e entreter o mal contra o qual lutamos muitas vezes sem muita habilidade.
Lembro-me da época da guerra do Golfo. Os pensamentos de ódio disparavam na direção de Saddam Hussein e, nessa ocasião, as pessoas com quem costumamos trabalhar nos diziam: "Se vocês envolverem esse ser em ódio, esses pensamentos reforçarão a ação dele no sentido da maldade. Se vocês lhe enviarem pensamentos de paz, a ação dele será por eles enfraquecida, pois não encontrará mais o alimento que a compõe... "
Cabe a nós, portanto, saber o que queremos; e se nem sempre podemos, num primeiro: momento, agradecer à doença pelo caminho que nos obriga a percorrer, evitemos ao menos alimentá-la.

Atitude Exterior
"Boa vontade não basta..."
Considero difícil estabelecer uma separação entre atitude interior e atitude exterior. As duas estão estritamente ligadas e se sus­tentam, mas é necessário abordar o lado mais técnico, ao menos para quem está começando. A técnica não é, na verdade, senão um suporte para alguma coisa que está além de nós e que aos poucos há de instalar-se em nós. Entretanto, vi muito freqüentemente pessoas animadas de enorme boa vontade fazerem qualquer coisa a pretexto de ouvir o coração. Somos feitos de diversos elementos e não deve­mos negligenciar um deles em proveito de outro. O estado psicológico está a nosso serviço, nossa vontade também está e nós devemos utilizá-los como tais.
"De boas intenções o inferno está cheio" - é um ditado popular de muito bom senso. Aqui também reforço o meu alerta: para tornar-se um bom terapeuta, boa vontade não basta! Mesmo que todo o Amor do mundo esteja latente em você, é preciso ainda fazê-lo florescer e aceitar humildemente a aprendizagem necessária e os conhecimentos dos mundos sutis que impossibilitam virmos a transgredir certas leis sem sofrer ou provocar conseqüências.
Atualmente, os habitantes da Terra, em sua grande maioria, funcionam no nível do terceiro chakra. Isso significa que muitas vezes o nosso modo de amor é humano demais e perpassado de emotividade. Esse amor, por mais válido que seja, não nos vai proporcionar o necessário distanciamento, a ponto de nos isentar de aprender. Da mesma forma que um excelente pianista pode improvisar com sucesso, se quiser, porque antes estudou suas escalas, assim também cada terapeuta poderá ir além das técnicas para proclamar o que sente profundamente, desde que tenha algo a ultrapassar, isto é, desde que tenha, ele também, "estudado suas escalas".
É sempre muito curioso ouvir pessoas que pensam que podem fazer qualquer coisa a pretexto de alcançar planos mais sutis do que aqueles nos quais costumamos "trabalhar". Buscar o "sutil" não significa caminhar ao acaso, ou agir conforme o humor ou a disposição do momento. Temos em nós todas as capacidades e podemos despertá-las, mas o "abandonar-se" é algo que se aprende, a "neutralidade" também, assim como a "compaixão". Certamente não aprendemos a desenvolver isso tudo da mesma forma que aprendemos matemática ou história. As lições são sempre muito práticas e a vida se encarrega de colocá-las no nosso caminho até que tenhamos compreendido o que tínhamos para aprender... Mas trata-se sempre de um aprendizado e não podemos deixar de considerá-lo; da mesma forma que, para aprender a ler e a escrever, precisaremos de um pouco de tempo e de perseverança, mesmo fazendo dessa atividade algo agradável, o que é o ideal.
Depois desse alerta, passo a lhe propor alguns "pontos de referência" no tocante à posição a assumir por ocasião dos tratamentos.
Particularmente, prefiro, hoje em dia, realizar o tratamento usando um colchonete colocado diretamente sobre o chão; mas algumas pessoas, terapeutas ou pacientes, podem ter dificuldade para se movimentar nessa posição. Nesse caso, uma mesa de tratamento dará conta plenamente da tarefa.
O paciente deverá estar em trajes íntimos, ou pelo menos vestindo roupas de algodão para evitar interferências, e não deve cruzar pernas ou braços a fim de não cortar os circuitos de energia. Deve também, pelas mesmas razões, tirar relógio e jóias. Não há nisso nada de excepcional ou esotérico; é fácil compreender que o cruza­mento das pernas pode dificultar a circulação do sangue, acontecendo o mesmo com relação às energias nos planos mais sutis.Quem administra o tratamento deve estar de pé junto do paciente, se este estiver deitado em um leito ' ou mesa de tratamento, e sentado na posição de lótus ou de joelhos, se o paciente estiver deita­do sobre um colchonete apoiado diretamente no chão. A coluna vertebral do terapeuta deverá estar o mais reta possível para que as energias com que trabalha circulem mais facilmente.
Depois de ter-se deixado envolver pela calma e pela neutralidade, o terapeuta, pode e deve dirigir-se ao paciente para que este se sinta confiante e invadido por uma benfazeja serenidade. A beleza e a simplicidade do lugar poderão sem dúvida contribuir para que se instale esse oportuno bem-estar. A partir desse instante preciso, tem início a verdadeira preparação para os tratamentos, de que falarei detalhadamente a seguir.
Autor: Anne Meurois-Givaudan
Fonte: Leitura de Auras e tratamentos Essênios
Tradução: Maria Ângela Casellato
Editora: Pensamento
MA JIVAN PRABHUTA
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terça-feira, 21 de abril de 2009

Só os domingos precisam de feriados...

Hoje é feriado no Brasil.
Feriado em homenagem ao Tiradentes.
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A propósito, segue um texto muito interessante!

Feriados - dia de respeito e atenção a si e à vida...

Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica.Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção,inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.

As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: - literalmente, ficar desatento;- é um dia de atenção, - de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria –o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou?

Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Rabino Nilton Bonder

Frases que destaquei:

As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
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O futuro é tão rápido que se confude com o presente.
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Quem ganha tempo, por definição, perde.
Quem mata tempo, fere-se mortalmente.
É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria
–o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
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E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
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Feriados - dia de respeito e atenção a si e à vida...
Ma Jivan Prabhuta

Agradeço à Graça Lenzi por esta mensagem!
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