Existem certas histórias que não podem permanecer nos bastidores!
Este depoimento foi dado no post abaixo pelo António Rosa, do blog Cova do Urso.
Ofereço este post para todos aqueles que estão no caminho do Amor, da Beleza, da Paz.
Querida Astrid,
Desde ontem à noite que já reli várias vezes este post, assim com vi o vídeo e fui a todos os links.
Tal como prometi, hoje venho deixar um comentário mais extenso, por isso não se surpreenda se for necessário ocupar 2 ou mais caixas de comentários, porque o texto vai ser grande.
Eu sempre senti um apelo especial pelos ursos e quando encontrei a imagem que uso como avatar, tenho-o usado em todo o lado, menos no Facebook.
É uma grande identificação.
Já usei várias alternativas na blogosfera: já assinei só pelo ‘O Urso’, mas desde há tempo que é com o nome que mais gosto: António Rosa.
«Urso», «Ursinho», «Tio Urso» são formas comuns de me chamarem.
Por exemplo, os meus sobrinhos usam «Tio» ou «Tio Urso».
Não é que os filhos deles, meus sobrinhos-netos também quando se referem a mim é com o mesmo nome: o tio Urso?
Duas amigas minhas, que conheço há mais de 25 anos, também me chamam por Urso.
Isto para dizer que ao longo dos anos foi-se dando essa identificação, que para mim é normal.
Agora vou contar-lhe duas histórias que nunca contei em lado nenhum, mas antes necessito dar uma explicação.
Como a Astrid sabe, eu identifico-me como moçambicano, e como africano, apesar de só ter ido para África quando tinha 2 meses de idade.
As questões culturais, psicológicas e espirituais foram todas maioritariamente adquiridas em África. Depois, na Europa, o que fiz foi dar refinamento ao que sabia de forma mais intuitiva.
Apesar de estar em Portugal há 31 anos, não me sinto cómodo em ter consultas terapêuticas com facilidade. No entanto, identifico-me com os terapeutas de origem africana.
Por exemplo, há uma senhora que é da nossa geração, que nasceu em Moçambique mas que cedo foi viver para a Swazilândia, um país vizinho de Moçambique, onde tem um próspero negócio para atender às questões de beleza das mais de 100 esposas do rei.
Ela vem a Portugal todos os anos onde passa 2 meses de férias em casa de pessoas amigas comuns, também de lá.
Esta senhora é uma xamã africana e nos atendimentos dela só fala em swaili e depois ela própria traduz para português.É uma pessoa que me inspira a maior das confianças e sempre que ela está aqui, vou falar com ela. Por vezes, essa conversa implica fazer limpezas energéticas. É ela própria e as pessoas dessa casa de moçambicanos que fazem os próprios incensos com misturas de plantas africanas e europeias.
Faço sempre defumações prolongada com esses incensos mas da forma tradicional: um pratinho, um bocado de carvão e a bolinha de ervas (incenso) em cima e queimar o carvão. Faz fumo e espalho por todo o lado, mas o cheiro do fumo desaparece.
Foi a esta mulher que pela primeira vez que falei com ela, me disse uma frase.
Nesse dia, há anos, ela tinha uma sobrinha a aprender estas questões xamânicas, que ela na sua simplicidade chama de «remédio cafreal». Dessa vez, a sobrinha ia traduzindo tudo o que ela me dizia em swaili.
Nisto, ela diz e a sobrinha traduz esta frase:
«O teu urso está aqui presente com os teus antepassados para te ajudarem na operação que vais fazer. … etc… etc…»
A sobrinha dela, surpreendida e eu também, disse-lhe em português:
- Tia, «urso»?
E ela confirmou, sim o urso dele, mas é o urso castanho e eles conhecem-se de outras vidas.
Imagine, Astrid, como é que eu há 13 anos atrás fiquei quando ouvi dizer que o «meu amigo urso» estava presente naquela conversa espiritual…)))
Há alguns anos fui a um Pai de Santo (português, de origem africana) que se dizia fazer xamanismo e procurei uma consulta de búzios com ele, aqui em Portugal. Só não digo o nome dele, para não ser indiscreto.
O início da consulta, ele fez todos os preparativos para lançar os búzios, umas rezas que não entendi e atira com os búzios para cima da mesa. Ele olhou para os búzios e pediu muita desculpa mas que tinha que lançar outra vez, pois ele próprio estava confuso.
E lançou segunda vez.
E eu a olhar para os búzios e para ele, que estava pálido e fez uma coisa muito estranha (aos meus olhos). Pegou num pano daqueles indianos e tapou os búzios. Depois, com a voz muito estranha disse-me assim, tal e qual:
«António, o seu urso não me autoriza ler os búzios. Ele é muito forte e os meus guias curvaram-se à chegada dele.»
Depois só repetia muitas vezes:
«Desculpe, desculpe, mas não posso fazer nada. Tem que sair daqui, eu vou consigo até à porta, mas não nos podemos despedir, você vira as costas e simplesmente vai-se embora».
Astrid imagine como eu fiquei perturbado e surpreendido com esta situação insólita.
Hoje somos amigos, mas ele continua a recusar-se a ler os búzios para mim.
Outra situação insólita para mim deu-se há uns 6 anos.
Uma senhora brasileira esteve em Portugal e deu várias palestras sobre vários temas. Eu, já nem me lembro porquê, decidi ir a uma dessas palestras. A sala estava cheia e ela começou a falar em sincronicidade e coisas similares, mas ela ia lançada na palestra e começou a falar em xamanismo e animais de poder e aí, Astrid, a voz dela começou a arrastar-se, a perder a velocidade que tinha, mas sem perder energia.
Com a sala cheia, lembro-me como se fosse hoje, dela dizer mais ou menos isto:
«Senhor, você aí…»
E eu a querer passar despercebido e a pensar ‘Porque carga de água se está a dirigir a mim?. Não me conhece.' E ela a insistir e a dizer mais ou menos assim: vamos todos ficar quietos, em silêncio, o urso deste senhor quer falar. Olhando para mim perguntou: como se chama?
Tive que responder: António.
A partir daí, começou a chamar-me António e naquela voz muito lenta, disse para eu ficar concentrado que o meu urso queria falar comigo.
E falou mesmo e o que me disse foi dentro da minha mente, com as pessoas presentes caladas e a senhora brasileira calou-se durante uns minutos, depois começou a fazer uns sons assim: nhunhunhu.
Eu, calado, de olhos fechados a receber o recado do urso, que me deu um grande abraço.
Dias depois criei o meu antigo blogue ‘Postais da Novalis’ que você conheceu perfeitamente.
O recado que entrou na minha cabeça, vinda do urso era simples: já chega de estudar astrologia, agora é preciso praticar. E comecei a praticar (a dar consultas) em termos públicos, pela primeira vez, quando eu tinha 54 anos.
Já a cansei demasiado com estas histórias.
A última história é muito recente e aconteceu no Congresso de Astrologia, em Maio.
Eu estava no bar do congresso a tomar um café quando uma mulher pede licença e senta-se na minha mesa. Sentou-se, disse-me o nome, que reconheci imediatamente, como sendo a dona de um site xamânico e disse só isto:
«o seu urso está a enviar-lhe abraços».
Levantou-se e foi-se embora. Nem tive tempo de aprofundar o assunto.
Nem voltei a vê-la no congresso.
Mensagem final:“O Contador de História preserva a memória, ele conta os feitos da sua tribo, do seu povo, os segredos desvelados da natureza na qual estamos inseridos. No momento em que vamos contando nossa trajetória, vamos expandindo, curando cada foco em nosso ser.
Nossas histórias de sucesso, de conquistas, de aprendizado e sabedoria também curam os outros.
Ao compartilhar, também estamos curando quem está ao nosso lado, e quem está ao nosso lado buscará também a cura e um dia contará a sua história, que ajudará outras pessoas.
É um ciclo, é uma corrente de cura.
Se nesse momento você não está conseguindo curar-se na totalidade, não se apresse porque a cura pode ser gradual, concentrada em determinados focos.
Escute as histórias que as pessoas te contam, conte a sua história.
Não se feche, expanda-se com a consciência de que sua história pode estar ajudando alguém.
O Contador de Histórias nos mostra a possibilidade de crescimento em todos os níveis.
Se nesse momento você não consegue expandir-se em todos os níveis, então busque aquele foco de onde surge sua criatividade, ou aquele foco por onde você pode iniciar um movimento de cura.
Esse movimento de cura te levará a ampliar esse foco, cada vez mais, curando outros pontos e curando também as pessoas a sua volta.
É hora de encontrar a sua magia pessoal, aonde ela se manifesta, onde está o seu poder, a sua missão.”
Tatiana Menkaiká www.terramistica.com AGRADEÇO DE CORAÇÃO, ANTÓNIO ROSA
ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA
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