Navegam ao meu lado...

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós.
Antoine de Saint Exupéry

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Cristo é a operação combinada — o encontro do finito com o infinito, tempo e eternidade se encontrando e se fundindo. Osho

TENHA UM TEMPO FELIZ!

"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...

EU ME SINTO GRATA E HONRADA...
...POR TODOS OS QUE AMOROSAMENTE SEGUEM ESTE BLOG!
"O ser integral conhece sem ir,
vê sem olhar e realiza sem fazer."

Lao Tzu

♥ BOM DIA ALEGRIA... BOM DIA SOL....a única sensação que tenho é que estou com os pés na areia...o resto de mim anda por aí em uma velocidade estonteante... e isso me dá ALEGRIA!!!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta." autor desconhecido

POIS É...

POIS É...

"...Só aqueles que compreenderam que devem procurar o infinito, o ilimitado, o que está além do tempo e do espaço, se sentem vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade. Nunca vos refugieis naquilo que é acessível, limitado: abarcai o infinito e a vossa alegria também será infinita. Será a felicidade, a luz, a força, o dilatar de todo o vosso ser." Omraam Mikhaël Aïvanhov

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Feliz aniversário Luz de Luma, yes party!


... cliquem na imagem e deixem seus comentários por lá...

FELIZ ANIVERSÁRIO PARA UM DOS MEUS BLOGS FAVORITOS!
PARABÉNS Luma Rosa !!!
TCHIM!!! TCHIM!!!



* ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA*
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O novo cérebro

  

Espero que vocês ouçam, mas não com a memória do que já conhecem; e isto é muito difícil de fazer. 
Você ouve uma coisa e sua mente reage imediatamente com seu conhecimento, suas opiniões, suas conclusões, suas memórias passadas. 
Ela ouve querendo uma compreensão futura. 
Apenas observe a si mesmo, como você está ouvindo, e verá que é isto que acontece. 
Ou você está ouvindo com uma conclusão, com conhecimento, com certas memórias, experiências, ou você quer uma resposta, e está impaciente. 
Você quer saber o que é tudo isto, o que é a vida, a extraordinária complexidade da vida. 
Não está realmente ouvindo. 
Você só pode ouvir quando a mente está quieta, quando a mente não reage imediatamente, quando há um intervalo entre sua reação e o que é dito. 
Então nesse intervalo há uma quietude, há um silêncio onde existe compreensão, que não é compreensão intelectual. 
Se há uma lacuna entre o que é dito e sua reação ao que é dito, nesse intervalo, se você observar, surge a clareza. 
Esse intervalo é o novo cérebro.

Krishnamurti



*ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA*
 
IMAGEM DE UM FLAMBOYANT EM FRENTE DE CASA - FOTO DE MINHA AUTORIA
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domingo, 19 de janeiro de 2014

AMOR...


Amor - 
Adoro essa mensagem da Monja Coen. 
Boa semana!
(foto - o grande Buda de Nara)

***
***
Pense em alguém que você goste muito.
Do passado, do presente ou do futuro.
Pode ser um bichinho, um brinquedo, uma pessoa, uma criança, uma situação agradável.
Pense e sinta.
Sinta esse amor, agora, aqui, em você.
Conecte-se com o amor que habita você.

Comece a incluir nessa amorosidade todas as pessoas que estão próximas a você.
Vá expandindo sua capacidade de amar.
Inclua todas as pessoas que você conhece.
Agora inclua as que você não conhece.
Inclua próximas e distantes.

Inclua pessoas que você jamais viu.
Os povos africanos, asiáticos, australianos.
Os povos e tribos de toda a Terra.

Inclua em seu amor todo o planeta, com árvores e insetos. Flores e pássaros. Mares, rios, oceanos.
Inclua a vegetação da Amazônia e da Patagônia.
Inclua o Mar Morto e o Deserto do Saara.

Não deixe o Pequeno Príncipe de fora.
Inclua os Lusíadas, a Odisséia, Kojiki,

Inclua toda a literatura mundial, um pouco de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Shakespeare, um tanto de Saragosa, uma gota de Jorge Amado, banhado por Herman Hesse e Amon Oz.

Inclua todas as religiões.
Como se não houvesse dentro nem fora.

Imagine, como John Lennon, que o mundo é um só.
O mundo é uno. O mundo, o universo, o pluri-verso é um só.

Nós somos unas e unos com o uno.
Perceba.

Isto que digo é a verdade.
E só há esse caminho.

Inúmeras analogias, linguagens étnicas, expressões regionais e temporais para tentar atingir o atemporal, o fluir incessante, incandescente, brilhante, da vida em movimento transformador.

Somos a vida da Terra.
Somos a vida do Universo.
Somos a vida do Multiverso.

E quando nossos pequeninos corações humanos se tornam capazes a ir além deste saquinho de pele que chamamos o eu, nos contatamos com a essência da vida. Que é a a nossa própria essência e de tudo
que é, assim como é.

Algum nome? Nenhum nome?
Caminhemos.Tornamo-nos o caminho a cada passo.
Que cada passo seja um passo de paz.

Que o novo ano se abra com a abertura dos corações-mentes de todos nós seres humanos.

Abertura para o infinito.
Abertura para a imensidão.
Abertura para a ternura.
Abertura para a sabedoria.
Abertura para a compaixão.

Que todos os seres em todas as esferas e todos os tempos se beneficiem com esse amor imenso que aqui e agora juntas, juntos, nos tornamos. E ao nos tornarmos o amor tudo se torna vida e vida em abundância.

Ame e manifeste esse amor agora.

Mãos em prece




* ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA*

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O Silêncio

 

O silêncio é a nota profunda e imaculada do nosso estado original. É a Voz da eternidade debruçada sobre o tempo; um doce murmúrio que Deus sussurra em nosso ouvido. É uma suave fragrância da Alma que preenche o vazio onde tudo se manifesta. Um aroma sagrado que abre nos nossos corações o espaço necessário para que possamos ouvir a Voz da Eternidade... aquela que nos fala do Verdadeiro Ser que somos e da Morada que nunca deixámos.

Cultivar o silêncio é procurar em nós o rosto de Deus, essa expressão de Fogo que somos nós verdadeiramente. Ali, todas as forças que controlam os planos tridimensionais são suspensas, despertando um estado de quietude profunda onde nada de irreal pode penetrar. Nesse Templo Vivo de Luz Pura em que nos transformamos, nada mais permanecerá do que a realidade dos planos supra-civilizacionais. 
O silêncio é a antecâmara do contacto com o Divino em nós, com a verdade para além de todas as ilusões.

Estar em silêncio, no entanto, é muito mais que a ausência de palavras: é um estado de consciência que se manifesta em cada gesto, em cada atitude e em cada momento da nossa existência temporal. Que possamos compreender, pois, que a palavra, ou a ausência desta, nada tem a ver com o silêncio. Nós podemos falar e ao mesmo tempo estar em silêncio, e isso acontecerá sempre que as palavras não rasgarem o éter circundante, mas se, pelo contrário, ondularem com esse éter na harmonia, reflexo de um estado de Paz Profunda, com que são emitidas. Falar em silêncio é, sem dúvida, uma das maiores dádivas que poderemos ofertar ao planeta tal o ruído produzido por esta civilização.

Contudo, esse silêncio não é para ser manifestado, apenas, na esfericidade das palavras, mas também na doçura dos nossos gestos, na qualidade dos nossos pensamentos, na consciência de serviço das nossas ações, revestindo tudo com a PAZ resultante da entrega incondicional à Vida.

Estar em silêncio é, por isso mesmo, estar em sintonia profunda com os núcleos internos do nosso Ser. É emitir para o exterior uma nota esférica e cristalina, onde nenhuma aresta se encontra presente. Um Ser em silêncio é um Templo Vivo, uma expressão do rosto de Deus dentro da matéria em ascensão.

Cultivar o silêncio é o primeiro passo para a revelação, na substância tridimensional, do Fogo Cósmico do Espírito. Ele é, em definitivo, a Voz da Eterna Presença.


REFLEXÕES ESPIRITUAIS PARA UMA NOVA TERRA
Pedro Elias






 *ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA*
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O que eu devo comer?

  Continuo firmemente no meu propósito de pesquisar a fundo sobre alimentação e nutrição.
Tenho lido muito e visto muitos vídeos. 
O que me surpreende é a vasta contradição que ando encontrando entre as opiniões dos  médicos e dos nutricionistas .
No meu blog você já encontra muitos posts sobre o tema e que levam o leitor a concluir que aquela determinada indicação alimentar é mesmo muito boa... 
...até a próxima ideia....
pois é!
O que eu mais gostei de tudo que vi e li até agora 
foi a sugestão de que comer deve ser uma alegria, 
assim como sempre foi em minha casa de infância e em minha própria casa.
O prazer de criar uma refeição gostosa, colorida e feliz para si mesmo ou que reúna a família ao redor de uma mesa bem posta.
Ficar satisfeito...
Seguem vários links entre os muitos que visitei que são vastos em si...é preciso tempo e vontade de ler e ver... mas são excelentes na minha modesta opinião.
Finalizo com um texto de Rubem Alves sobre o filme a Festa de Babette e com o link do filme para você assistir e se deliciar.



Na realidade o corpo não gosta de se alimentar...!
Calma...  Eu sei que “você” gosta de comer! 
Mas lembre-se, aqui estamos falando do corpo físico, e não da morada de sua libido ou do seu “centro de prazer”, que não são atributos do corpo e sim da mente.
Estas distinções, que são importantes, deixemos para outro momento. 
Agora o que importa é perceber que o processo de se alimentar traz para dentro do sistema elementos que são estranhos a ele, portanto quando isto acontece, do ponto de vista do corpo, é extremamente necessário que este processo seja o mais breve e eficiente possível.
LEIA TUDO AQUI: 

  

Considerações sobre "comida de verdade"


Se eu perguntar como se faz um bife com ovo, a reposta é "faça um bife e um ovo na chapa e junte os dois". 
Mas se eu perguntar como se faz Sucrilhos, ou um salgadinho Cheetos? 
Tenho até medo de saber a resposta. 
É preciso uma fábrica, processos industriais, corantes, conservantes, enfim, não é comida de verdade. 
Se você espremer uma azeitona, você produzirá azeite de oliva extra-virgem. 
Mas você precisa de uma planta industrial para produzir e destilar óleo de soja, algodão ou milho. 
Se você deixar o leite talhar, você terá um iogurte. 
Mas a maioria do que se vende como iogurte no supermercado é na verdade uma "bebida láctea" na qual a gordura foi removida e, para que não fique sem gosto, a "coisa" é engrossada com "goma xantana", lecitina de soja, leite em pó, estabilizantes, corantes, aromatizantes e finalmente recebe um rótulo com a foto de uma fruta. 
Como regra geral, comida de verdade é um produto que deve ser consumido fresco, se não estraga. 
Desconfie de todos os alimentos processados que venham dentro de uma embalagem, 
com rótulo e ingredientes impronunciáveis.

LEIA TUDO AQUI:

 Como devo comer? Comida de verdade.


Outra sugestão muito boa para quem assim como eu gosta de conhecer as muitas versões de tudo:

 UMAOUTRAVISÃO

   ...contém muitos e muitos links interessantíssimos e ainda avisa logo no início:
Se você não quer ser perturbado com informações muito diferentes de suas convicções por favor vá a qualquer outro site, visite seu facebook, acompanhe aqueles que agradam seus ouvidos. Se está satisfeito com o conhecimento que tem e entende que não existe nenhum pesquisador que seja válido ouvir se pensar diferente daqueles que você acredita, por favor NÃO entre no site!

COM A PALAVRA RUBEM ALVES:


A festa de Babette

Um dos meus prazeres é passear pela feira. Vou para comprar. Olhos compradores são olhos caçadores: vão em busca de caça, coisas específicas para o almoço e a janta. Procuram. O que deve ser comprado está na listinha. Olhos caçadores não param sobre o que não está escrito nela. Mas não vou só para comprar. Alterno o olhar caçador com o olhar vagabundo. O olhar vagabundo não procura nada. Ele vai passeando sobre as coisas. O olhar vagabundo tem prazer nas coisas que não vão ser compradas e não vão ser comidas. O olhar caçador está a serviço da boca. Olham para a boca comer. Mas o olhar vagabundo, é ele que come. A gente fala: comer com os olhos. é verdade. Os olhos vagabundos são aqueles que comem o que veem. E sentem prazer. A Adélia diz que Deus a castiga de vez em quando, tirando-lhe a poesia. Ela explica dizendo que fica sem poesia quando seus olhos, olhando para uma pedra, veem uma pedra. Na feira é possível ir com olhos poéticos e com olhos não poéticos. Os olhos não poéticos veem as coisas que serão comidas. Olham para as cebolas e pensam em molhos. Os olhos poéticos olham para as cebolas e pensam em outras coisas. Como o caso daquela paciente minha que, numa tarde igual a todas as outras, ao cortar uma cebola viu na cebola cortada coisas que nunca tinha visto. A cebola cortada lhe apareceu, repentinamente, como o vitral redondo de catedral. Pediu o meu auxílio. Pensou que estava ficando louca. Eu a tranquilizei dizendo que o que ela pensava ser loucura nada mais era que um surto de poesia. Para confirmar o meu diagnóstico lembrei-lhe o poema de Pablo Neruda "A Cebola", em que ele fala dela como "rosa d'água com escamas de cristal". Depois de ler o poema do Neruda uma cebola nunca será a mesma coisa. Ando assim pela feira poetizando, vendo nas coisas que estão expostas nas bancas realidades assombrosas, incompreensíveis, maravilhosas. Pessoas há que, para terem experiências místicas, fazem longas peregrinações para lugares onde, segundo relatos de outros, algum anjo ou ser do outro mundo apareceu. Quando quero ter experiências místicas eu vou à feira. Cebolas, tomates, pimentões, uvas, caquis e bananas me assombram mais que anjos azuis e espíritos luminosos. Entidades encantadas. Seres de um outro mundo. Interrompem a mesmice do meu cotidiano.

Pimentões, brilhantes, lisos, vermelhos, amarelos e verdes. Ainda hei de decorar uma árvore de Natal com pimentões. Nabos brancos, redondos, outros obscenamente compridos. Lembro-me de uma crônica da querida e inspirada Hilda Hilst que escandalizou os delicados: ela ia pela feira poetizando eroticamente sobre nabos e pepinos. Escandalizou porque ela disse o que todo mundo pensa mas não tem coragem de dizer. Roxas berinjelas, cenouras amarelas, tomates redondos e vermelhos, morangas gomosas, salsinhas repicadas a tesourinha, cebolinhas, canudos ocos, bananas compridas e amarelas, caquis redondos e carnudos (sobre eles o Heládio Brito escreveu um poema tão gostoso quanto eles mesmos), mamões, úteros grávidos por dentro, laranjas alaranjadas (um gomo de laranja é um assombro, o suco guardado em milhares de garrafinhas transparentes), cocos duros e sisudos, pêssegos, perfume de jasmim do imperador, cachos de uvas, delicadas obras de arte, morangos vermelhos, frutinhas que se comem à beira do abismo... Minha caminhada me leva dos vegetais às carnes: linguiças, costelas defumadas, carne de sol, galinhas, codornizes, bacalhau, peixes de todos os tipos, camarões, lagostas. Os vegetarianos estremecem. Compreendo, porque na alma eu também sou vegetariano. Fosse eu rei decretaria que no meu reino nenhum bicho seria morto para nosso prazer gastronômico. Mas rei não sou. Os bichos já foram mortos contra a minha vontade. Nada posso fazer para trazê-los de volta à vida. Assim, dou-lhes minha maior prova de amor: transformo-os em deleite culinário para que continuem a viver no meu corpo. De alguma maneira vivem em mim todas as coisas que comi. Sobre isso sabia muito bem o genial pintor Giuseppe Arcimboldo (1527-1593), que pintava os rostos das pessoas com os legumes, frutas e animais que se encontram nas bancas da feira. (Dê-se o prazer de ver as telas de Arcimboldo. Nas livrarias, coleção Taschen, mais ou menos quinze reais).

Meus pensamentos começam a teologar. Penso que Deus deve ter sido um artista brincalhão para inventar coisas tão incríveis para se comer. Penso mais: que ele foi gracioso. Deu-nos as coisas incompletas, cruas. Deixou-nos o prazer de inventar a culinária.

Comer é uma felicidade, se se tem fome. Todo mundo sabe disto. Até os ignorantes nenezinhos. Mas poucos são os que se dão conta de que felicidade maior que comer é cozinhar. Faz uns anos comecei a convidar alguns amigos para cozinharmos juntos, uma vez por semana. Eles chegavam lá pelas seis horas (acontecia na casa antiga onde hoje está o restaurante Dali). Cada noite um era o mestre cuca, escolhia o prato e dava as ordens. Os outros obedeciam alegremente. E aí começávamos a fazer as coisas comuns preliminares a cozinhar e comer: lavar, descascar, cortar — enquanto íamos ouvindo música, conversando, rindo, beliscando e bebericando. A comida ficava pronta lá pelas 11 da noite.

Ninguém tinha pressa. Não é por acaso que a palavra comer tenha sentido duplo. O prazer de comer, mesmo, não é muito demorado. Pode até ser muito rápido, como no McDonald's. O que é demorado são os prazeres preliminares, arrastados — quanto mais demora maior é a fome, maior a alegria no gozo final. Bom seria se cozinha e sala de comer fossem integradas — os arquitetos que cuidem disso — para que os que vão comer pudessem participar também dos prazeres do cozinhar. Sábios são os japoneses que descobriram um jeito de pôr a cozinha em cima da mesa onde se come, de modo que cozinhar e comer ficam sendo uma mesma coisa. Pois é precisamente isto que é o sukiyaki, que fica mais gostoso se se usa kimono de samurai.

Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas... Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças... Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida...


O texto acima foi publicado no jornal "Correio Popular", Campinas(SP), com o qual o educador e escritor colabora.
ENCONTREI-O AQUI


http://youtu.be/cEnOz4g0gvk
A festa de Babette ...clicando na imagem você assiste o filme completo
Vamos voltar ao simples, às comidas feitas com amor!!!
e assim que eu tiver mais links e conclusões trago para vocês!!!
Enquanto isso...
Sejamos felizes....




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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

E a vida continua...


 "O pessimista se queixa do vento, 
o otimista espera que ele mude 
e o realista ajusta as velas".

William George Ward







 ...APROVEITEM A VIAGEM...
entrem neste link abaixo e encantem-se
"A VIDA É UMA VIAGEM"


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sábado, 28 de dezembro de 2013

2014 - te encontro na chegada...


As pessoas costumam e gostam de "empacotar" tudo e todos com nomes e com números. Assim fica rotulado, bem organizado e fácil para identificar, estudar, rever, pesquisar, analisar, fazer retrospectivas, somar, diminuir, multiplicar, dividir, etc...
Então.... esse tempo que chega é o de número 2014 aqui para nós, 
pois em outros cantos do mundo não é assim não!!!!!.... 
Mas, deixando a razão de lado e abrindo o coração, 
vamos saudar este tempo com alegria!
Todos os dias são novos tempos....
E, sempre é um bom tempo para brindar a vida com amor!
2014!!!! ... seja bem vindo!!!
 Te encontro na chegada...
TCHIM!!!TCHIM!!!

 
 ...AGRADEÇO POR SUA COMPANHIA INCANSÁVEL...
SEJAMOS SEMPRE FELIZES


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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

As doze Noites Santas




As Doze Noites Santas


Introdução e 1ª Noite Santa


Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Agradecimento especial a Gabriel Lehto

Introdução

É o assim denominado período que vai da noite de Natal (dia 25 de dezembro) até a noite anterior ao dia dos Reis (5 de janeiro), quando, segundo a antiga tradição cristã,  bençãos divinas se derramam sobre nós através dos portais das 12 constelações do Zodíaco, o cinturão de estrelas em volta do espaço sideral no qual existimos.

As 12 badaladas da meia noite do Natal anunciam a vigília que é um preparo espiritual, como se as Noites Santas fossem uma prévia dos 12 meses do ano que se inicia.

As virtudes recebidas das hierarquias espirituais nesta época, através da meditação, injetam suas forças no nosso desenvolvimento espiritual ao longo do novo ano.

Uma atenção especial deveria ser dada aos sonhos como mensageiros do espírito.
*

A tradição das 12 Noites Santas e o Zodíaco


Podemos associar esta tradição à sabedoria antiga do Oriente através do relato da Jornada dos Reis Magos do Evangelho de Mateus. 2.2 a 10 Na noite em que nasceu o Salvador, uma estrela se iluminou e este era o sinal há muito esperado pelos Iniciados do Oriente, que durante 12 noites seguintes seguiram o brilho da estrela que os precedia até alcançar a criança que havia sido  anunciada como o Messias.

O relato do Evangelho de Mateus nos remete para os mistérios espirituais da antiguidade, etapa do desenvolvimento da humanidade da época do assentamento na região do Mediterrâneo quando aqueles que eram iniciados desenvolviam a visão clarividente através da qual, o que hoje é considerado pela astronomia como corpos siderais, eram vistos por eles como a manifestação de seres espirituais em atividade constante e transmutação contínua.

A este antigo estado de consciência clarividente está associado o surgimento da astrologia, esta sabedoria baseada na analogia do movimento e posição dos astros com o destino humano. Ao fazermos a vigília das Noites Santas podemos retomar a jornada dos Reis Magos através da ligação interior com este sabedoria a respeito das 12 constelações do Zodíaco.
*

Quem são os seres que vamos encontrar na jornada das 12 Noites Santas?


Rudolf Steiner refere-se às hierarquias espirituais em muitas de suas palestras. Inicialmente ele lhes dedica um capítulo na Ciência Oculta (1905) descrevendo a atuação delas na evolução do universo e do ser humano.

As nove hierarquias espirituais podem ser contempladas  como esculturas no portão sul da Catedral de Chartres desde o século XIII. Chartres foi a mais importante catedral gótica da idade média e neste portão, chamado de Portão da Transubstanciação, as hierarquias formam uma escada ascendente que representa o ensino espiritual da Escola de Chartres. O aluno deveria, de degrau em degrau (gradualmente), adquirir consciência destes seres espirituais que representavam diferentes estados de consciência.

Neste aprendizado o pensamento era considerado um instrumento necessário para a percepção do espiritual desde que fosse casado com a vivência dos sentimentos e assim tornavam-se ambos, pensar e sentir, órgãos de compreensão e de participação no mundo espiritual.

Os nomes das hierarquias se originaram de um manuscrito de Dionísio, o Aeropagita que fundou a primeira escola esotérica cristã da antiguidade. Dionísio, um iniciado dos antigos centros de mistérios gregos,  renomeou os seres divinos que era chamados como os seres de Vênus, os seres de Mercúrio,etc.. a partir da revelação do Cristo feita a ele por Paulo de Damasco em Atenas.

O manuscrito sobreviveu ao longo de séculos até ir parar em Chartres e é intitulado: “Os Nomes divinos e a Teologia Mística”, descrevendo dramaticamente os nove níveis de seres divinos associados em grupos de três hierarquias que participaram da evolução da terra e do ser humano.

A primeira hieraquia inclui os Serafins, Querubins e Tronos que iniciaram a evolução estando tanto no seu início como no seu fim – no Alfa e no Omega, Eles atuam a partir do divino, da esfera macrocósmica que é denominada como a esfera do Pai, de Deus, de Alá, do amor divino, da doação cósmica. Eles são seres de um estado evolutivo anterior ao nosso, tão avançados em sua evolução que foram capazes de fazer fluir de si a sua própria substância dando nascimento ao atual estado do nosso sistema solar.

A segunda hierarquia é formada pelos Kyriotetes, Dynamis e os Exusiai.

Enquanto no processo de configuração do nosso Cosmos a primeira hierarquia atuou de fora, eles, de dentro do processo, acolheram os planos divinos transformando-os em sabedoria, dando-lhe movimento e  forma.
E por último a terceira hierarquia, os Arqueus, Arcanjos e Anjos próximos ao seu humano porque desenvolveram a sua essência nesta etapa evolutiva em que nós, Anthropos, nos encontramos e na qual estamos destinados a nos tornar co-criadores da evolução...
  • Primeira Hierarquia -  Serafins, Querubins e Tronos
  • Segunda Hierarquia – Kyriotetes, Dynamis e os Exusiai
  • Terceira Hierarquia – Arqueus, Arcanjos e Anjos

Já nos últimos anos de sua vida, em uma palestra intitulada a Palavra Cósmica e o Homem Individual (2/05/1923) ,  Rudolf Steiner chama a atenção para o fato de que o homem auto consciente deveria  re-aprender a vivenciar as hierarquias na sua vida interna como realidades.

Nesta palestra ele diz que estes seres espirituais vem ao nosso encontro quando nos preparamos para conhecê-los e falarão à nossa alma primeiramente como pensamentos e sentimentos, e só depois então o perceberemos como realidades.

Em um texto intitulado “O Zodíaco e as Hierarquias Espirituais”, Sergej Prokofieff, atualmente um dos dirigentes mundiais da Antroposofia, inspirado por diversas palestras de Rudolf Steiner,  descreve o ensino espiritual de Chartres  nesta tradição da vigília das 12 noites santas.

Ele delineia a escada de expansão da consciência que ajuda a dar nascimento, no último degrau, ao ser divino em cada um de nós.

O primeiro degrau da escada se assenta na esfera humana terrena e cada degrau nos leva gradualmente à esfera macrocósmica, à esfera divina.

Prokofieff faz uma analogia entre este caminho de transformação e o processo de desenvolvimento descrito por R. Steiner como o caminho de Jesus a Cristo.

Jesus nasce como a criança arquetípica destinada a se desenvolver como um ser humano de tal forma que possa acolher em si o Eu do Cosmo no Batismo do Jordão.

Este acontecimento místico  derramará sua influência por sobre toda a história humanidade como um grande arquétipo de desenvolvimento espiritual.
 

  Primeira Noite Santa


Soam as 12 badaladas da meia noite anunciando o Natal. Vem a aurora, atravessamos o dia, cai a noite e uma luz se acende no céu irradiando um brilho que emana da Constelação de Peixes e ilumina a primeira vigília santa.

Estamos no primeiro degrau da escada que está assentada na esfera humana terrena na dimensão da existência do anthropos – o ser da liberdade.

A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas conquistar ao longo da vida. A outra força será ao final da escada, o amor.

A sabedoria antiga nos conta que foram as forças espirituais de Peixes que configuraram os pés humanos. Quando observamos os pés verificamos que eles são formados em forma de uma abobada que vai propiciar simultaneamente com a verticalização da coluna o andar ereto, primeiro grande aprendizado da vida. Quando criança nos arrastamos, engatinhamos e finalmente nos erguemos e nos apoiamos nos próprios pés superando as forças da gravidade significando isto uma grande conquista e a condição para o desenvolvimento do pensamento, sendo o pensar o que diferencia o Humano dos outros reinos da natureza.

Ao longo da vida seguidamente fazemos uma analogia íntima com este fato:
“andar nos meus próprios pés, saber por onde ando,”, seguir os meus próprios passos,” “não vou andar nos passos de ninguém” são expressões que expressam uma correta relação com a terra e com o destino em termos de liberdade pessoal.

Nesta primeira Noite Santa recebemos da constelação de Peixes os impulsos para se firmar nos próprios pés e se erguer, condições básicas para alcançar a liberdade individual, meta ao qual nos destinamos como seres individualizados.


Segunda Noite Santa


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FLORES SÃO SEMPRE UMA ALEGRIA...

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