Dois textos muito atuais e necessários...por que?
Por que os tempos são outros e o modo de compreender e apreender os temas sobre a espiritualidade mudou completamente...
Leiam e reflitam... ah! textos escritos em português de Portugal....
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Durante muito tempo, a forma mais usada pelas entidades de outros
planos para fazerem chegar informação a esta realidade tridimensional
era através da canalização. O ser encarnado funcionava como canal para
transmitir a informação que era necessário fazer passar naquele momento;
informação essa à qual, muitas vezes, nem ele mesmo estava filiado
internamente. Embora canalizando, esse ser não tinha um vínculo interno
com a fonte de onde a informação era proveniente. Ele era apenas um
instrumento passivo, nada mais.
Hoje não nos é mais pedido este
tipo de procedimento, já que os novos tempos pedem uma evolução na forma
de transmitir informação de outros planos. A canalização é algo antigo e
perigoso para os tempos de hoje, já que, pela facilidade de canalizar
as informações mais variadas - e hoje as portas estão todas abertas e a
informação tropeça nos nossos pés, repetindo-se até à exaustão, tal a
abundância de fontes, seja nas mensagens recebidas, nos livros escritos
ou até mesmo no acesso aos akashas de outros planos -, tanto podemos
canalizar a luz como as trevas. Hoje, qualquer ser ou egrégora do plano
astral, com a maior das facilidades, tal é a nossa sede e o nosso desejo
por informação e conhecimento, pode-se travestir numa entidade
multidimensional e transmitir os textos mais inspirados. O importante
não é, por isso mesmo, a informação, mas sim a radiação e esta só é
possível em processos de Sintonização, seja esta com os nossos núcleos
internos ou com alguma entidade específica, e nunca pela canalização.
Enquanto
na canalização existe o desejo e a vontade humana de transmitir
informação, muitas vezes pelo protagonismo e pela visibilidade que isso
trás, na sintonização é o Mestre que escolhe o ser para passar uma
mensagem ou uma radiação específica. Não existe aqui nenhuma
interferência humana. O ser apenas tem que estar disponível sem nada
querer ou desejar. Às vezes numa sintonização não é necessária a
palavra, apenas a emissão da energia que é tudo aquilo que
verdadeiramente importa. Energia essa que não tem a necessidade de se
apresentar, pois a sua assinatura é essa mesma radiação, nada mais.
Este
processo de sintonização é algo de muito belo, pois significa que
aquele discípulo foi aceite pelo Mestre, passando a integrar a sua aura.
Ele não é mais um instrumento passivo que transmite informação, ele é
um elemento ativo em união com o Mestre de tal forma que a sintonização
se torna uma fusão entre ambos. Naquele momento eles são um só, e aquilo
que está a ser transmitido, seja pela palavra seja pela emissão de
energia, é o resultado dessa união sagrada em que Mestre e discípulo se
fundem em função de um propósito mais alto. Aqui não há espaço para
nenhum tipo de interferência, já que o processo é interno, ao contrário
da canalização em que as interferências acontecem constantemente, tanto
por parte da personalidade do canal e suas limitações, como por parte de
entidades que do plano astral buscam protagonismo e alimento devocional
ao se apresentarem sobre a capa de mestres conhecidos.
Quando
este processo interno de união entre discípulo e Mestre acontece, o
discípulo passa a ser a mensagem. Enquanto na canalização o ser pode
transmitir informação espiritual que ele mesmo não cumpre, por
contrariedades várias da sua própria personalidade e do seu ego, na
sintonização isso não é mais possível, pois aquele ser passou a integrar
a aura do Mestre e por isso mesmo ele é UM com esse mesmo Mestre. Ele é
aquilo que ele emite, sem distorção alguma. E esta é a verdadeira
instrução.
Esta forma de intimidade é de tal modo profunda que
deixa de ser importante para o discípulo saber a origem dessa
sintonização ou o nome do Mestre ao qual ele está vinculado, que muitas
vezes não é consciente para si, e isto não é mais importante porque, em
essência, tudo é uma única expressão de Vida e assim sendo não há mais a
necessidade de um autor por detrás da mensagem, mas sim ficar na
energia e na radiação que as palavras, ou o silêncio, transmitem. Ao
actuar desta forma, o discípulo está a desastralizar todo o processo e a
eliminar todas as formas-pensamento e interferências em torno do mesmo,
tornando este, límpido e directo.
Que busquemos pois, essa intimidade, essa união, muitas vezes
realizada secretamente sem que o ser tenha consciência disso, mas a isso
estando vinculado pela radiação que passa a emitir através da palavra,
da acção e do silêncio. Ele é agora Um com o Mestre que desconhece
formalmente, mas que internamente está ligado por laços que não podem
mais ser desfeitos. E este é o caminho directo para a elevação
espiritual e para a instrução verdadeira.
Tudo o mais são formas
antigas que não devem ser estimuladas, pois prendem-nos ao passado e
escravizam-nos em egrégoras muito pouco evolutivas.
Paz Profunda,
Pedro Elias
Este texto faz parte do livro
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— Depreendo do que acabou de dizer que todos os seres trazem consigo,
na sua essência, as linhas ou as directrizes para orientarem a vida de
forma a que a sua missão, neste mundo, seja ela qual for, se cumpra, é
isso?
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— Sem dúvida, da mesma forma que a semente contém em si a árvore, na
qual se irá transformar. Contudo, se para uma semente o terreno seco
poderá ser aquele que permitirá que floresça, para outra poderá ser um
terreno húmido. Se, para uma semente, a estação ideal para despontar
poderá ser a Primavera, para outra, poderá ser o Verão. Se, para uma
semente, o lugar ideal para nascer poderá ser a planície, para outra,
poderá ser a montanha, ou o deserto, e aquilo em que cada uma dessas
sementes se tornará um dia será sempre um mistério. Por isso, temos que
ter sempre o cuidado de não impôr um modelo, pois corremos o risco de
estar a dizer à semente de feijão que tem que se transformar em trigo,
não respeitando o ritmo interno que já está codificado na sua essência e
que irá conduzir aquele processo rumo ao destino que lhe compete
manifestar, pois nem nós, nem ela, sabemos que tipo de semente ali se
encontra.
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» — Que possamos compreender que não existem dois caminhos iguais,
nem nenhum livro ou palavras de algum mestre nos poderão falar desse
caminho. Que a experiência do caminho percorrido por esse mestre seja um
factor de profunda inspiração para nós, não para que o sigamos, mas
para que encontremos em nós o nosso próprio caminho, da mesma forma que
esse mestre encontrou o seu — ele fez uma pausa, ficando em silêncio
enquanto olhava as pessoas presentes. Um silêncio profundo onde ele
criava o espaço interno necessário para que a Alma se expressasse em
cada uma das suas palavras.
E logo continuou.
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*ASTRID ANNABELLE / MA JIVAN PRABHUTA*
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